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varejo farmacêutico
Foto: Freepik

56% das farmácias independentes tiveram lucro reduzido nos últimos 4 anos, revela estudo da Febrafar

Pesquisa "Visão 360º" mostra que apenas 10% dos estabelecimentos cresceram no período; 77% dos que perderam lucro ainda não definiram estratégias para reverter quadro

17 de fevereiro de 2026

O Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC) lançou o estudo “Visão 360º do mercado farmacêutico no Brasil – Um mapeamento das expectativas através dos seus principais agentes”, que oferece um panorama detalhado sobre percepções, expectativas e estratégias dos diferentes elos do setor farmacêutico, incluindo indústria, distribuidores, médicos, propagandistas, consumidores e farmácias.
“Compreender como cada agente enxerga o mercado é essencial para decisões estratégicas mais conscientes. Este estudo busca documentar o que realmente acontece dentro do ecossistema farmacêutico e apoiar a tomada de decisões, especialmente para as farmácias independentes”, afirma Edison Tamascia, presidente da Febrafar.
O olhar sobre as farmácias independentes

No capítulo dedicado às farmácias, participaram 2.200 proprietários de lojas não vinculadas à Abrafarma, distribuídos por todas as regiões do país. As entrevistas foram conduzidas por alunos de mestrado e doutorado, sob supervisão de professores, seguindo rigor metodológico que incluiu entrevistas presenciais, individuais e exploratórias, garantindo anonimato e foco na compreensão de desafios, percepções e estratégias de gestão.
Entre os principais resultados:

Evolução do lucro (2020–2024):

  • 19% afirmaram que o lucro reduziu muito;
  • 37% reduziram pouco;
  • 34% relataram estagnação;
  • Apenas 10% tiveram crescimento (8% pouco, 2% muito).
    (Considerando inflação acumulada de 35,3%)

Principais obstáculos para desempenho:

  • 42% apontaram aumento da concorrência;
  • 21% dificuldades de fluxo de caixa;
  • 15% aumento de custos;
  • 14% redução das margens de lucro.

Dificuldades futuras previstas:

  • 52% esperam aumento da concorrência;
  • 21% apontam redução de margens;
  • 14% redução de descontos;
  • 12% dificuldades na contratação de funcionários.

Estratégias para manter competitividade:

  • 47% ainda não definiram estratégia;
  • 14% planejam “comprar melhor”;
  • 11% reduzir custos;
  • 9% ampliar delivery;
  • 7% reformar a loja ou melhorar o mix de produtos.

Uso de programas de fidelidade:
Apenas 8% utilizam o cadastro de clientes para aumentar vendas, enquanto 92%, dos que usam, utilizam apenas para descontos.
Mudanças nas compras e parcerias:

  • 93% planejam aumentar uso de canais digitais;
  • 8% buscam mais parcerias;
  • Relações comerciais com fornecedores mostram que 41% mantêm parcerias baseadas em relações “Ganha-Ganha”.

Percepção sobre comportamento do consumidor:

  • 15% acreditam que clientes serão mais exigentes;
  • 27% que comprarão mais de forma não presencial;
  • 29% farão mais comparações de preços;
  • 46% não esperam mudanças significativas.

Principais conclusões

O estudo indica que 56% das farmácias tiveram lucro reduzido nos últimos quatro anos, principalmente devido à concorrência e ao fluxo de caixa. Entre esses, 77% ainda não definiram estratégias para crescer, o que evidencia uma dificuldade de transformar desafios em oportunidades. Por outro lado, 54% das farmácias com resultados positivos têm potencial para ampliar competitividade e ganhar participação de mercado.

“Este material é extremamente relevante porque mostra não apenas os desafios, mas também onde estão as oportunidades para farmácias independentes. Entender essas percepções permite que o setor planeje ações mais estratégicas e assertivas”, reforça Edison Tamascia.

Fonte: Assessoria