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Foto: Magnific

Economia Criativa: liderança, criatividade e inteligência humana para transformar o futuro

Regina Amorim defende novas competências, conexões em rede e lideranças transformadoras para enfrentar a incerteza e construir um futuro sustentável

28 de setembro de 2026

Somos seres humanos globais e conectados. Por isso precisamos gerar estratégias de vanguarda para garantir a nossa evolução. É necessário ter criatividade, habilidade e sabedoria para evitar a competição, a ganância e o consumismo de um mundo globalizado, que nos coloca em perigo.

É preciso olhar para além do crescimento tecnológico e avançar na inteligência ética, moral, emocional e espiritual compartilhada. Não devemos perder a experiência da conexão com nós mesmos, com os outros e com o mundo, mas criar juntos uma inteligência muito maior e mais integrada.

É a partir da libertação de uma mente acelerada, da sensação de pressão e de nunca ter tempo, que conseguimos ter a inspiração e os melhores insights. O futuro pode ser bem diferente do que imaginamos. Como nos prepararmos para todos os cenários possíveis, quando todas as competências são exclusivamente humanas? A melhor forma de estarmos preparados para o futuro é aprender todos os dias.

Priorizar as competências que devemos investir nosso tempo e nossa energia, em qualquer dos cenários. Para mudar o mundo é necessário estar vivo, ter um novo modelo mental para lidar com a incerteza. O futuro não depende de uma resposta única, pois vivemos, aprendemos e pensamos em rede, um verdadeiro ecossistema de inovação.

Os líderes precisam cultivar a receptividade para compreender que os níveis mais elevados de criatividade, percepção e inovação são algo que chegam a eles, quando desenvolvem a capacidade de discernimento, visão estratégica e empatia, considerando a incerteza e a complexidade dos tempos atuais, para se tornarem lideranças transformadoras do presente e do futuro.

O conhecimento é um fenômeno em rede. As máquinas são boas em armazenar informações. Os humanos são bons em transformar essas informações em conhecimento. A confiança é a grande competência que alimenta as redes humanas. Trabalhar em rede significa dar e receber e para isso acontecer é essencial ter confiança no outro. Vivemos no mundo em que tudo está interligado, mas o conhecimento ainda não é acessível para todos, o que representa um enorme desperdício de potencial humano. Os relacionamentos são a base estruturante do ser humano. Somos seres sociais e por isso precisamos uns dos outros, aprendemos uns com os outros.

Líderes transformadores gostam de pessoas, têm curiosidades de conhecer as dificuldades e motivações de outras pessoas, trabalham e resolvem os desafios em rede. Estar em rede é a oportunidade de mudar a nossa visão sobre a sociedade e os negócios, para tomarmos as melhores decisões e evoluir nossa capacidade de entender e nos relacionarmos com o mundo da liderança empresarial, executivos muitas vezes inseguros e estressados.

Se quisermos enfrentar os desafios sistêmicos e as crises ambientais da atualidade, permitir que as organizações prosperem e contribuam para a sociedade, é necessário desenvolver o comportamento emocional, ético e espiritual, aprender a administrar a nós mesmos, nossas organizações, nossa vida familiar e em sociedade, na direção de um futuro saudável para todos. “As vantagens competitivas estão na imperfeição criativa da natureza humana”.

Cabe aos humanos saber ouvir, comunicar, aprender e contar as melhores histórias. Colocar seu foco no outro, nas suas necessidades, dificuldades e nos seus sonhos. Saber contar histórias é ter a capacidade de articular o conhecimento, as emoções e os pensamentos. Contar histórias é viver experiências com significado. É a forma mais impactante de dar sentido às experiências.

Precisamos de lideranças públicas e privadas que viabilizem a competitividade das empresas e o empreendedorismo. Lideranças focadas em conectividade, com redes de transportes estratégicas, priorizando a mobilidade de pessoas. Lideranças que incorporem metas da descarbonização, da eficiência energética, com energias renováveis. Líderes que incentivem a inovação, a economia criativa e a economia circular. Líderes com foco na qualificação da população, na igualdade de acesso aos cuidados de saúde, promovendo o emprego de qualidade e a inclusão social. Lideranças com estratégias de desenvolvimento local sustentável, promotoras de coesão social e territorial.

Regina Amorim

Foto: Linkedin

Sobre Regina Amorim 

É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.

Fonte: Regina Amorim