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Foto: Freepik

Economia Criativa: liderança do futuro coloca pessoas no centro da transformação nas empresas

Regina Amorim fala sobre como desenvolvimento humano, criatividade, propósito e habilidades socioemocionais ganham importância em um ambiente de trabalho cada vez mais tecnológico.

17 de agosto de 2026

“A transformação humana é o motor dos líderes do futuro”, afirma Tonia Casarin em seu livro Liderança Exponencial. Por que tenho insistido tanto nesse tema liderança do futuro? Porque a melhor tecnologia que temos e que as empresas mais necessitam é a capacidade humana, de desbloquear todo o potencial criativo e inovador e impactar as pessoas com um propósito maior.

A liderança organizacional deve estar disposta a desenvolver a própria tecnologia humana, que as máquinas nunca serão capazes de imitar. Com a tecnologia humana é possível decidir como alcançar resultados mais relevantes para todos e para o mundo dos negócios. Mudar comportamentos e transformar o seu modelo mental para ser um agente de mudança e de impacto positivo na vida das pessoas, comunga com a visão de grandes líderes, de que a liderança do futuro é humana.

A reconexão com a essência humana é um caminho saudável para eliminar medos e insegurança, que tendem a nos paralisar diante dos grandes desafios e até duvidar da nossa capacidade de liderança. “Quanto mais a tecnologia se desenvolve, mais humanos precisamos ser”. As lideranças precisam ter consciência do quanto elas podem influenciar a vida das pessoas com a responsabilidade de suas ações.

Como os líderes podem influenciar positivamente as mudanças e as relações de trabalho? Os líderes precisam se adequar e considerar os seus colaboradores como profissionais que precisam ser ouvidos, para estar bem consigo e com os outros. Sem a capacidade humana, a tecnologia pode trazer mais problemas e desigualdades para nossa sociedade.

Nas novas relações de trabalho a inovação só acontece após a etapa de capacitação e aprendizado, porque o futuro vai chegar e as pessoas precisam estar em primeiro lugar. As habilidades sociais e emocionais são diferenciais para as pessoas, em um mundo cada vez mais tecnológico. Não há máquinas que possam substituir as habilidades de criatividade, empatia, ética, emoções, conexões sociais, que são exclusivamente humanas. Líderes devem criar ambientes em que as pessoas possam prosperar. Pode até existir empresas sem tecnologia, mas dificilmente haverá empresas sem pessoas. 

A liderança que investe nas pessoas, pode construir as melhores organizações, criando os melhores relacionamentos e construindo um legado para o mundo melhor. A maioria dos líderes atuais vivem rotinas exaustivas, apesar de serem profissionais bem-sucedidos, porém infelizes, por não viverem um propósito e um significado.

Faz parte das tendências para o líder do futuro acreditar em um propósito, buscar o autodesenvolvimento, focar no seu bem-estar e das pessoas que lidera e assim poder desenvolver uma cultura mais humana na empresa. O papel do líder é menos “sobre fazer” e mais “sobre ser”.

Olhar para dentro de si é conectar-se com o seu propósito. É validar o significado de felicidade, de quem você é, que traz as melhores decisões para si e para os outros. Liderança é um fenômeno social, capaz de mudar a realidade das pessoas, todos os dias. Ser um líder não se trata apenas de buscar o lucro, mas também ter um propósito maior que inclui consciência, cuidado, confiança, compaixão, conexão, colaboração, criatividade, empreendedorismo, curiosidade e coragem, para transformar a visão de mundo, melhorar relacionamentos e a cultura da empresa.

Criatividade é o fazer diferente que contribui para criar soluções, em momentos complexos, em constantes mudanças. Criatividade é na sua essência descobrir o invisível. Pessoas criativas são curiosas e não se contentam em limitar a criatividade. Estão sempre em busca de trocar ideias, saber o que funciona e por que funciona. Lideranças criativas correm riscos controlados, pois acreditam que para as mudanças acontecerem é preciso muitas vezes, apostar no desconhecido.

As grandes descobertas do mundo, têm a curiosidade e a criatividade como pontos de partida, para solucionar as necessidades da sociedade. A criatividade é uma habilidade que deve ser estimulada nas empresas, pois quanto mais ideias, quanto mais pessoas pensando diferente, mais aumenta a perspectiva de criatividade entre os colaboradores das organizações.

Regina Amorim

Foto: Linkedin

Sobre Regina Amorim 

É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.

Fonte: Regina Amorim