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Foto: Nova SBE

Economia criativa: liderança transformadora une empatia, inovação e capacidade de adaptação

Regina Amorim destaca a importância da escuta, do desenvolvimento humano e da educação para formar líderes preparados para a incerteza

14 de setembro de 2026

As competências necessárias para a sobrevivência da humanidade, dependem da empatia, da inclusão e da compaixão, mas também da escuta profunda sem julgamentos, para compreender verdadeiramente as emoções, intenções e perspectivas de quem está sendo escutado.  Essas habilidades passam a ser reconhecidas e utilizadas por lideranças transformadoras, que tomam decisões mais bem informadas, seja na economia, na política, no direito ou nos negócios.

Para sermos líderes é necessário, nos tornarmos excelentes seres humanos, a melhor versão de nós mesmos, para aqueles que lideramos. Na jornada da vida é possível nos conectar de forma mais significativa com os outros. A liderança transformadora tem a capacidade de impactar positivamente nas emoções, no propósito e na atenção plena à vida. O mundo precisa de líderes que possam contribuir para o bem-estar social das organizações e romper com formas desequilibradas de pensar e agir.

Os líderes devem ser capazes de aceitar a complexidade das mudanças e lidar com a incerteza, mantendo a empatia, a sabedoria e a habilidade emocional. Líderes transformadores são aqueles que investem em seu desenvolvimento emocional e psicológico, com elevados níveis de consciência e capacidade inovadora. 

Apenas através da educação é possível melhorar a capacidade de gestão. Foi com esse propósito que o Sebrae – Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará – capacitou alguns gestores e gerentes, no Programa de Lideranças Transformadoras, desenvolvido pela Universidade Nova SBE – School of Business and Economics – Executive Education, em Cascais/Portugal. O programa combina reflexão estratégica, insights e aplicação imediata para reforçar a capacidade de liderança, diante dos desafios atuais. Uma organização que deixa de aprender vai ao caos. Somente através da educação é possível mobilizar um ecossistema, para o aumento da competitividade de um território. O conhecimento especializado de um ecossistema exige cooperação para ganhar eficiência no mercado. 

Um líder que sabe gerir pessoas, faz reuniões mais aperfeiçoadas e energizadas, desdobrando-se em inteligência coletiva bem mais elevada, ciente de que, uma escuta mais profunda economiza tempo, enriquece as conexões e permite o pensar juntos, com maior clareza, discernimento e inovação. A aprendizagem aplicada na construção de inovação colaborativa, desenvolve e reafirma a necessidade de governança e planejamento adaptável, a interdependência da colaboração, a importância da tomada de decisão, alinhada à clareza de propósito para comunicar a inovação. 

Conectar-se conscientemente com as emoções possibilita um relacionamento sincero e empático com a vida e aumenta os níveis de percepção, insights, visão e inovação. As práticas de liderança transformadora no cenário em que vivemos, de constante instabilidade, possibilitam refletir sobre competências para um futuro desconhecido. Podemos até afirmar que surfar no caos é refletir sobre competências futuristas e lidar com a ambiguidade, as diferentes interpretações é o principal fator que determina o sucesso de um líder.

A verdadeira liderança transformadora consegue equilibrar, razão e intuição, receptividade e proatividade, criatividade e inovação, para permanecer funcional dentro da incerteza. Robert Harris autor do livro Conclave diz: “…permitam-me dizer que o único pecado que passei a temer mais do que qualquer outro é a certeza.” Podemos tirar proveito da incerteza e nos tornar antifrágeis. Para Nassim Nicholas Taleb, autor do livro Antifrágil “a fragilidade é tudo aquilo que não gosta de volatilidade, de aleatoriedade, de incerteza, de desordem, de erros, de estresse, etc.”

Torna-se fundamental questionar sobre nossas certezas para evitar o excesso de confiança. A capacidade de questionar certezas é um dos pilares da inovação. É permitir sair de pressupostos invisíveis que bloqueiam a inovação, ou seja, saber quando e como desafiar o que “parece óbvio”.

O valor do Programa de Lideranças Transformadoras não está no que aprendemos, mas no que continuará ativado, de forma intencional entre nós, para desenvolver o olhar global e a ação local. 

Regina Amorim

Foto: Linkedin

Sobre Regina Amorim 

É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.

Fonte: Regina Amorim