Economia Criativa: lideranças municipais e cooperação são fundamentais para impulsionar o desenvolvimento dos territórios
Regina Amorim destaca que turismo, inovação e parcerias entre poder público e iniciativa privada são essenciais para fortalecer a economia e promover desenvolvimento sustentável nos municípios
22 de junho de 2026
O futuro das cidades depende de seus líderes municipais colaborando para o desenvolvimento dos territórios e ampliando a sua capacidade de conectar-se com outros poderes constituídos. É preciso conscientizar-se do poder da conectividade para entender como atrair investimentos públicos e investidores privados para o município, sempre pensando nos benefícios para a população local.
Ser líder municipal inovador é ter a capacidade de elaborar estratégias de desenvolvimento, para transformar o ambiente existente e atrair pessoas qualificadas, investidores e turistas, ampliando a receita do território e movimentando a economia local.
O futuro dos municípios depende do desenvolvimento de setores econômicos que são geradores de oportunidades de negócios e que absorvem mais mão de obra. O turismo é uma das atividades econômicas essenciais, para o sucesso das empresas e do setor público, de uma cidade.
Líderes são aqueles que têm visão para enfrentar os desafios urbanos, econômicos e sociais, com o desenvolvimento de ações, nunca sozinho, mas em parceria com as esferas governamentais e a iniciativa privada. Todos os líderes municipais precisam de outros gestores públicos, para evoluir e viabilizar ações necessárias. Na política pública é essencial a transparência das ações realizadas e o estabelecimento de parcerias, para enriquecer os projetos coletivos, a partir da contribuição de entidades públicas e privadas.
Projetos criativos são fundamentais para poder transformar e inovar a realidade existente das cidades, que também deve ser um desejo coletivo da população, quando enxerga outros municípios se desenvolvendo e a sua cidade estagnada, muitas vezes por falta de visão dos líderes municipais. Os governantes eleitos por votação democrática, têm representação e responsabilidade de liderança, para desenvolver ações e projetos que promovam o bem-estar dos seus munícipes.
Líderes Municipais da Paraíba devem fortalecer os relacionamentos, como uma excelente oportunidade de nivelar conhecimentos necessários e contribuir para um novo pacto de desenvolvimento do turismo nos municípios. O Pacto Novo Cariri é o melhor exemplo de realidade, que acontece há 25 anos, resultado da aproximação dos diferentes atores, porém convergentes, quando o propósito maior é o futuro da região do Cariri paraibano.
Para Luiz Alberto Amorim, diretor Superintendente do Sebrae-PB e incentivador do Pacto de Desenvolvimento, “Cariri se fez forte porque soube valorizar o que tem de mais singular: a resiliência de seu povo, a riqueza não revelada da Caatinga, a criatividade dos seus artistas, a força das cadeias produtivas rurais, a ousadia dos jovens empreendedores e a sabedoria dos que vieram antes. O bode e a cabra, símbolos da subsistência, deram lugar a novas cadeias produtivas, à agricultura diversificada, ao turismo de experiência, à economia criativa e à inovação tecnológica”.
Desenvolvimento sustentável só se faz com criatividade, inovação, inclusão, empreendedorismo, diversidade, ancestralidade e sustentabilidade. O futuro do turismo é o desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental e político. Com o engajamento de todos os líderes municipais inovadores, a Paraíba será o primeiro estado do Brasil 100% turístico e com um leque de oportunidades para investimentos e investidores, com mais visibilidade e projeção, mais emprego e renda para a população de cada município paraibano.
Precisamos focar menos em causas pessoais e mais em causas da coletividade, capazes de transformar territórios e a vida das pessoas. Podemos pensar em decisões ousadas e coletivas para ter respostas efetivas, que geram rápidas e necessárias mudanças.
A história está repleta de inspiração para enfrentarmos um novo tempo. Caso os objetivos individualistas prevaleçam sobre os objetivos coletivos, vamos sentir o arrependimento de não termos tentado o contrário. Basta olhar uns para os outros e enxergar a força dos valores coletivos. Os pactos de desenvolvimento devem incluir todos os agentes do território, com a clareza de propósito, na direção do desenvolvimento sustentável, inovador e próspero.

Foto: Linkedin
Sobre Regina Amorim
É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.
Fonte: Regina Amorim