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  • Joel Jota: “Quando a gente trabalha com persistência, paciência, disciplina, foco e objetivo muito claro, o trabalho devolve”

    Joel Jota: “Quando a gente trabalha com persistência, paciência, disciplina, foco e objetivo muito claro, o trabalho devolve”

    De atleta a, literalmente, treinador. Ex-nadador da Seleção Brasileira, Joel Jota foi atleta profissional por quase 20 anos. Atualmente, ele se dedica a “treinar” empreendedores a tão esperada alta performance. Com mais de 4,1 milhões de seguidores no Instagram, Joel também é autor do livro ‘Esteja, viva, permaneça 100% Presente: O poder da disciplina, do foco e dos mini hábitos para conseguir realizar seu potencial máximo’. Na obra, Joel defende que o sucesso é possível ser treinado.

    Joel Jota esteve em João Pessoa e palestrou no evento Imagine The Future, que ocorreu no Centro de Convenções. O Paraíba Total conversou com o empresário e trouxe uma entrevista exclusiva.

    Você fala de performance, tem milhares de seguidores, as pessoas consomem o que você diz. Qual é o grande impedimento ou desafio do empreendedor que sabe o que deve fazer, porém não faz?

     

    Para aqueles que sabem que entregam, o impedimento é a coragem. Não só para começar, mas para se sustentar quando as coisas não acontecem do jeito que se esperava ou deveriam. A pessoa estuda, gosta, sabe o que quer, conhece o caminho, entende que estar com pessoas melhores do que ele vai ajudar, que ter conhecimento é o processo. Então o que realmente falta é persistir nos momentos de dificuldade. Talvez o que falte é persistência suficiente para manter-se consistente durante a dificuldade. Lembrando que persistir é diferente de insistir e que existe uma linha muito tênue entre as duas coisas.

    Como reconhecer esse limite?

    Persistente é aquela pessoa que tem muita energia e sempre faz algo, mas de maneiras diferentes. Então quando uma pessoa sabe que está no caminho errado, quando não escuta feedback, quando está fechado, quando acredita estar sempre com a razão, percebe-se aí que cruzou a linha talvez até da teimosia. Porque o persistente é aquele indivíduo que não desiste por causa da opinião dos outros, mas também está aberto a ouvir um novo ponto de vista, refletir e inovar. E o inovar é buscar fazer uma coisa diferente, fazer de formas diferentes. Outra caminho é observar o progresso porque tem gente que desiste, não porque algo não é para ela, mas porque, às vezes, está cansada. Nesse processo todo uma coisa é importante: descansar quando se está cansado e não desistir porque se está cansado.

     

    Como atleta, você conviveu muito com a competitividade e a rivalidade. O que é saudável?

    As pessoa tendem a confundir bastante competitividade com rivalidade. Rivalidade é algo ruim, é querer ganhar a todo custo, querer ganhar sem fair-play, machucando, ferindo e atrapalhando outra pessoa. Já a competitividade não. Nesse caso, o indivíduo coloca o seu melhor para vencer. Nisso tudo, o esporte foi a base para eu aprender sobre essa diferença. Nunca encontrei, na minha vida, algo tão educativo como o esporte, para cabeça, valores e caráter.

    Deixe uma mensagem aos nossos leitores que buscam empreender.

    Tem uma mensagem que eu falo e vivo. Não é uma mensagem que eu criei, mas ela apareceu na minha mente depois que conquistei algumas coisas, que é: o trabalho volta. Quando a gente trabalha com persistência, paciência, disciplina, foco e objetivo muito claro, o trabalho retorna. Retorna devolvendo dignidade, esperança, perspectiva financeira e felicidade. Então, para quem está passando por um momento difícil ou desafiador a mensagem é: aprenda a descansar quando estiver cansado e não a desistir. Acredita na força do teu trabalho por reconhecer que é uma pessoa competente, entendendo que uma pessoa competente desenvolve novas competências e, com isso, não precisa se preocupar com o futuro, porque quando aparecer um problema essa terá a capacidade de solucioná-lo.

  • Paraibano natural de Alagoinha narra em livro saga de aventureiro pelo Brasil

    Paraibano natural de Alagoinha narra em livro saga de aventureiro pelo Brasil

    Aos 76 anos de idade, o paraibano natural do município de Alagoinha (PB), Eduardo Oliveira, continua com o entusiasmo de adolescente e com uma pulsante veia literária. No seu 4º livro de cunho histórico, intitulado “A Saga de um Aventureiro”, ele narra os lugares por onde passou (que não foram poucos), as pessoas que conheceu, os transportes que utilizou, os bons momentos que passou e claro, referência e reverência sua terra natal, inicialmente como distrito, denominada Mumbuca. Dela para o Brasil, aliás, é o subtítulo da obra.  

    O livro, lançado há pouco mais de um ano, no dia 23 de novembro de 2021, data do seu aniversário de 75 anos e de 7 anos do neto Benjamim, dedicado além deste, às filhas Karina Grace Ferreira de Oliveira Cavalcante e Gina Kally Ferreira de Oliveira, continua com receptividade das mais positivas.

    A apresentação coube ao professor e advogado Eginaldes de Andrade Filho, para quem os escritos representam não só a história de suas aventuras, mas também um valioso relato sobre as riquezas, diversidades e costumes desse País.

    Espírito aventureiro e empreendedor

    “Desde sua primeira viagem à cidade de Macau, no Rio Grande do Norte, Eduardo Cassimiro – como é carinhosamente conhecido, já demonstrava seu espírito aventureiro e empreendedor, iniciando sua saga como vendedor de tecidos”, lembra.

    E considera a obra de fundamental importância não só para conhecer a trajetória do autor, mas para se ter um panorama minucioso das regiões, das cidades, dos vilarejos e do cotidiano das pessoas, num verdadeiro passeio com a visão privilegiada do autor pela história do Brasil dos últimos tempos.

    Humilde, Eduardo Oliveira, disse que sua intenção foi dar conhecimento a pessoas próximas de sua saga de aventureiro, com registros fotográficos do “Brasilzão” que viajou e deixar um legado escrito para seu neto.

    O início de tudo

    “Essas aventuras, que ainda duram, começaram aos 17 anos, quando menor de idade (pois grande, feio e magro, aparentava 20), fui para o Rio Grande do Norte para vender tecidos em Macau, na terra do sal e vendi tudo”, lembra, com orgulho.

    Presidente que é da Federação Interestadual dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Cargas e Bens da Região Nordeste, ele já decidiu que o próximo livro será sobre caminhoneiros, pois sobre o histórico da Fecone como entidade já escreveu.

    “Meu cunhado diz que só falta eu pegar um bisturi e fazer cirurgia. Tudo para o lado bom eu já fiz, encontrei no Amazonas uma Associação dos Filhos dos Nordestinos num fundo de quintal e deixei numa grande casa. Cada estado do Brasil tem um pouco dessa minha saga de aventureiro”, conclui.