Tag: economia circular

  • Inovação pode ser a resposta para empresas mais sustentáveis e economia circular

    Inovação pode ser a resposta para empresas mais sustentáveis e economia circular

    Em junho deste ano, o governo federal assinou o Decreto que institui a Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A ENEC busca transformar o modelo de produção linear do Brasil em uma economia circular, promovendo o uso eficiente de recursos e práticas sustentáveis. A iniciativa faz parte da política Nova Indústria Brasil e inclui a criação do Fórum Nacional de Economia Circular, responsável por elaborar o Plano Nacional sobre o assunto. A transição tem ainda como objetivos gerar empregos, reduzir emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a competitividade do país em práticas sustentáveis.

    De acordo com Rica Mello, especialista em gestão de empresas e fundador do grupo BCBF, o conceito está transformando a forma como empreendedores e empresas encaram o desenvolvimento de produtos e serviços, ao promover um modelo de negócios onde o desperdício é minimizado e os recursos naturais são reutilizados. “A inovação ainda desempenha um papel importante nessa história, especialmente em setores como o de embalagens, no qual materiais como o plástico se destacam pela sua capacidade de conservação e potencial de reciclabilidade, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e a rentabilidade das empresas”, exemplifica.

    O especialista acrescenta que a economia circular não é apenas uma tendência. Em um momento de crise ambiental, ela vai além e se torna uma necessidade para o futuro do empreendedorismo e da população. As empresas que conseguirem aliar inovação à sustentabilidade estarão à frente na construção de um mundo mais equilibrado, onde o crescimento econômico e a preservação do meio ambiente caminham juntos, gerando resultados positivos a todos os envolvidos.

    Ainda sobre o exemplo do plástico, a utilização do material em embalagens de alimentos garante uma maior vida útil a produtos perecíveis, permitindo que as pessoas tenham acesso a esses alimentos a um custo menor. Os plásticos também apresentam menor pegada ambiental que outros materiais como papel, alumínio e vidro. No entanto, a falta de informação sobre o assunto faz com que os consumidores ignorem o potencial do plástico como reciclável, descartando-o de maneira incorreta e contribuindo, mesmo que de forma não intencional, para o acúmulo de resíduos no planeta.

    “Por ser mais leve, o plástico reduz a emissão de gás carbônico ao ser transportado, fator importante quando falamos de descarbonização. Num contexto mais amplo, engenheiros e outros profissionais ligados à mobilidade sustentável também olham para um futuro descarbonizado”, completa. Isso porque a implementação de tecnologias sustentáveis, como veículos elétricos e híbridos, junto com a modernização e expansão do transporte público, são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que hoje são majoritariamente geradas pelo setor de transportes.

    Ao investir em infraestrutura adequada e incentivar o uso de veículos menos poluentes, as cidades diminuem sua pegada de carbono e melhoram a qualidade de vida de seus habitantes. Nesse aspecto, o Brasil possui um grande potencial, já que se destaca internacionalmente ao alcançar 90,6% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à energia, posicionando-se como o segundo país mais avançado nesse cumprimento. Com uma matriz energética diversificada, onde 87% da geração elétrica provém de fontes renováveis e há um uso expressivo de biocombustíveis, o país demonstra seu compromisso com a sustentabilidade e capacidade para soluções como veículos elétricos.

    Sustentável e lucrativo

    “A inovação na sustentabilidade impulsiona práticas ambientais responsáveis e se revela um investimento lucrativo para as empresas. Pesquisas indicam que uma significativa parcela dos consumidores brasileiros, cerca de 87%, prefere adquirir produtos de empresas comprometidas com a sustentabilidade, e 70% deles estão dispostos a pagar um pouco mais por esses produtos”, acrescenta Rica. Além disso, investidores têm valorizado empreendimentos que priorizam práticas sustentáveis, reconhecendo que, além de reduzir custos operacionais, como o uso eficiente de água e energia, essas corporações estão alinhadas com as demandas crescentes do mercado por responsabilidade ambiental.

    Inovações como o desenvolvimento de proteínas alternativas e materiais biodegradáveis mostram que é possível conciliar lucratividade com a preservação ambiental. Iniciativas empresariais voltadas para a reparabilidade e reúso de eletrônicos, reforçam a importância dessas práticas. Para se ter uma ideia, a ONU alerta que o mundo gera 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico anualmente, contendo substâncias perigosas que contaminam água e solo em aterros.

    “A economia circular e sustentável oferece um caminho promissor para o empreendedorismo sustentável. Com práticas inovadoras e responsáveis, as empresas contribuem para a preservação do meio ambiente, mas também fortalecem suas posições no mercado, atendendo a um consumidor cada vez mais atento à sustentabilidade e à qualidade dos produtos”, conclui.

     

  • Economia circular: desafios e oportunidades para a indústria brasileira

    Economia circular: desafios e oportunidades para a indústria brasileira

    Economia circular é um conceito que associa o desenvolvimento socioeconômico e o bom uso de recursos naturais, priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis. Ela está fortemente relacionada a uma maior sustentabilidade ambiental ao contribuir para a redução de resíduos e uma maior eficiência energética.

    Por meio dela, busca-se estender a vida útil dos produtos e materiais a partir de iniciativas de reutilização, reciclagem e recuperação nos processos de produção, distribuição e consumo. Na indústria, isso implica em reduzir a quantidade de recursos e matérias-primas necessárias para fabricar o mesmo produto, mantendo o mesmo nível de qualidade. Desse modo, diferentes tipos de resíduos, como roupas, sucata de metal e eletrônicos obsoletos, são reintegrados ou utilizados de forma mais eficiente.

    Os processos circulares podem ser agrupados em quatro categorias, da mais impactante para a de menor impacto:

    1. Reduzir por meio do design: reduzir a quantidade de material utilizado, especialmente matéria-prima, deve ser aplicado como um princípio orientador geral desde as primeiras etapas de design de produtos e serviços.

    2. Do ponto de vista da(o) usuária(o) para usuária(o): Recusar, Reduzir e Reutilizar.

    3. Do ponto de vista intermediário da(o) usuária(o) para a empresa: Reparar, Recondicionar e Remanufaturar.

    4. Do ponto de vista de empresa para empresa: Reaproveitar e Reciclar.

    De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), manter os materiais por mais tempo na economia por meio de reutilização, reaproveitamento ou reciclagem poderia reduzir 33% das emissões de dióxido de carbono incorporadas nos produtos. O Brasil ainda precisa avançar mais nesse sentido: o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que, a cada ano, mais de R$ 8 bilhões em materiais vão para aterros e lixões em vez de serem reciclados.

    Além de gerar impactos positivos ao meio ambiente, a adoção de um modelo de economia circular tem o potencial de gerar novas oportunidades para a indústria, o comércio e para a criação de empregos em diferentes setores. Para a indústria, as seguintes oportunidades podem ser destacadas, conforme indica a OCDE:

    • Redução dos custos dos materiais;
    • Fortalecimento da cadeia de valor e dos parques industriais;
    • Diferenciação de mercados;
    • Regularização de trabalho informal e geração de novos empregos;
    • Incentivo à pesquisa sobre matérias primas mais seguras, renováveis e atóxicas;
    • Criação de negócios com estratégias de manutenção de valor e resilientes;
    • Redução do uso de recursos primários por meio da recuperação de recursos e/ou do design.

    Desafios

    Entre os desafios pontuais a serem superados, cabe destacar as limitações de infraestrutura, a falta de incentivos e a perda de valor no descarte inadequado de resíduos. Para a Indústria, um grande desafio é que empresas desenvolvam novos modelos de negócio que agreguem valor ao produto/serviço.

    No Brasil, há inovações em modelos de negócios circulares nos formatos de Produto como serviço, Compartilhamento, Extensão da vida do produto, Insumos circulares, Recuperação de recursos e Virtualização. Há exemplos de indústrias em diversos segmentos da economia desenvolvendo uma série de ações de economia circular, como o design modular realizado pela Precon Engenharia; a escolha de matérias-primas mais seguras, renováveis e atóxicas adotada pela Tarkett e C&A; e a regularização do trabalho informal e a geração de novos empregos na Rede Asta. Mas ainda é necessário superar os desafios existentes para que seja possível ocorrer uma transição do modelo econômico atual para um mais sustentável e circular.

    Para que a economia circular ganhe escala e realize todo o seu potencial ambiental e socioeconômico no país, é necessário criar as condições facilitadoras necessárias, como educação para desenvolvimento de competências, políticas públicas específicas, infraestrutura voltada à circularidade e tecnologias inovadoras. A colaboração entre diferentes atores-chave é importante, e as empresas podem assumir um papel mais ativo e liderar ações nesse sentido. Em especial, as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) necessitam de apoio para que possam acompanhar a transição para o modelo circular.

    As seguintes linhas de atuação se destacam para fortalecer a economia circular no Brasil:

    Políticas públicas

    • Tratamento fiscal e regulamentação adequadas;
    • Compras públicas sustentáveis; e
    • Geração de empregos de qualidade.

    Educação

    • Campanhas educativas amplas; e
    • Capacitação profissional.

    Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I)

    • Inovação em design de produtos, serviços e processos;
    • Desenvolvimento de métricas de circularidade; e
    • Parceria entre setor privado e academia.

    Financiamento

    • Orientação para acesso a recursos e elaboração de projetos; e
    • Ampliação das linhas de financiamento para economia circular.

    Mercado (ambiente de negócios)

    • Material em quantidade e qualidade para reciclagem;
    • Cooperação em um ambiente competitivo; e
    • Identidade da indústria brasileira como sustentável (circular).

  • Micro, pequenos e médios negócios representam 97,5% da indústria da moda

    Micro, pequenos e médios negócios representam 97,5% da indústria da moda

    Dados compilados pelo Sebrae apontam que micro, pequenas e médias empresas dominam o setor da moda no Brasil. Esse conjunto representa 97,5% dos cerca de 1,9 milhão de CNPJ ativos no país. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o faturamento dessa cadeia produtiva girou em torno de R$193,2 bilhões em 2022 (informação atualizada em fevereiro de 2024), o que corrobora a importância da indústria têxtil e de confecção para os pequenos e médios negócios.

    Dentro da indústria de transformação, o setor da moda é um dos maiores geradores de emprego, ficando apenas atrás do alimentício. Em 2022, o número de empregados com vínculo ativo totalizou 52,79 milhões, sendo que 84,1% deles foram absorvidos por microempresas (36,5%), empresas de pequeno porte (32,9%) e médias empresas (14,7%).

    É nesse contexto que o Sebrae foi um dos expositores da Febratex, considerada como a maior feira das Américas para a indústria têxtil, que ocorreu em Blumenau (SC), de 20 a 23 de agosto. Com expositores de todo o mundo, inclusive da China, Coreia, Índia e Paquistão, o evento apresentará inovações tecnológicas, de processos e em materiais, tornando-se um ambiente propício para atualizações, networking e novos negócios.

    “O Sebrae Nacional terá um estande, representando o apoio institucional aos pequenos negócios de moda e servirá como um ponto de encontro para empreendedores de todo o país”, afirma a gestora Nacional de Moda do Sebrae, Kamila Merle. Ainda segundo ela, a instituição apoiará missões com mais de 160 empresários para que possam acessar tendências de tecnologia e inovação, além de estabelecer conexões importantes para o crescimento de seus negócios.

    “Devido ao tamanho da feira, e para garantir uma participação mais direcionada aos interesses dos empresários, o Sebrae Nacional vai fazer uma espécie de curadoria dos expositores e tecnologias, proporcionando visitas guiadas com consultores especializados. Além disso, junto com o Sebrae/SC, em complementariedade a essa experiência, vai organizar agendas técnicas para benchmark, levando os empresários a outras empresas da região”, conta a gestora. Ela reforça a relevância dessa estratégia por facilitar a criação de rede de contatos e oportunidades de negócio entre os empresários.

    Tendências

    Kamila afirma que a economia circular e a adoção de práticas sustentáveis são tendências de comportamento, consumo e de produtividade. “Isso é mandatório para a indústria da moda. O público do Sebrae, que são as micro e pequenas empresas, pode se beneficiar ao implementar novas práticas e materiais, pensando na circularidade e sustentabilidade ambiental, assim como novas tecnologias e processos, que aumentem a eficiência e reduzam os custos,”, recomenda.

    Nesse sentido, o espaço do Sebrae na feira teve uma ativação específica de ESG (sigla para Ambiental, Social e Governança, em português) dentro da moda, além de divulgar o Brasil Mais Produtivo, iniciativa do Sebrae em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre as estratégias do programa está o planejamento de gestão e a adoção de melhores práticas de produtividade e digitalização da gestão do negócio, realização de consultorias lean manufacturing (manufatura enxuta) e eficiência energética.

    A Febratex

    A Feira Brasileira de Têxteis, Confecções e Moda (Febratex) ocorre a cada dois anos, em Blumenau (SC), e se destaca como o maior evento do segmento têxtil do Brasil e um dos maiores das Américas. Neste ano, foi realizada de 20 a 23 de agosto, no Parque Vila Germânica, das 14h às 21h. Inscrições aqui até o dia 15 de agosto.

    O porte da feira se deve, entre outras razões, pela abrangência da exposição, que engloba da matéria-prima à moda pronta. Por isso, atrai um público diversificado e altamente qualificado, composto por profissionais de todos os elos da cadeia.

    O ponto alto da feira é a tradição em apresentar as principais inovações em tecnologia no mercado, com lançamentos de materiais, insumos, softwares, máquinas e equipamentos. A Febratex também costuma ser palco de tendências de consumo e produtos há mais de 20 edições.

  • CNI e FIESP vão divulgar melhores práticas industriais em economia circular; saiba como

    CNI e FIESP vão divulgar melhores práticas industriais em economia circular; saiba como

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) lançaram, nesta semana, uma chamada pública para selecionar boas práticas da indústria em economia circular – sistema em que o modo de produção é redesenhado para permitir um fluxo circular dos recursos, minimizar os resíduos e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

     

    Podem participar as indústrias da América Latina e Caribe que promovam iniciativas em economia circular. As escolhidas serão divulgadas em eventos da CNI e FIESP. As inscrições vão até 15 de outubro.

     

    As práticas devem contemplar ao menos um dos seguintes temas:

     

    > Design circular;

    > Implementação de novos modelos de negócios

    > Simbiose industrial;

    > Tecnologias inovadoras para economia circular;

    > Eficiência energética;

    > Prolongamento da vida útil do produto;

    > Eficiência no uso de recursos;

    > Eficiência no uso de utilidades;

    > Recuperação de valor de recursos.

     

    Como se inscrever?

     

    As indústrias interessadas podem acessar o formulário. No processo de inscrição, são solicitados pequenos textos de introdução, objetivos e resultados obtidos. O número de iniciativas submetidas é ilimitado.

     

    “Precisamos ir além da noção comum de que economia circular é sinônimo de reciclagem e fortalecer os conceitos de que se trata de um novo modelo econômico”, diz Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

     

    Pesquisa

     

    Dados de recente pesquisa realizada pela CNI mostram que, embora o termo “economia circular” ainda não seja familiar para 38% das empresas, algumas de suas práticas já são amplamente adotadas: 91% das indústrias brasileiras buscam otimizar processos de produção, como reutilizar materiais (59%) e melhorar a eficiência visando a ganhos ambientais (55%).

     

    O estudo, feito com o apoio do Centro de Pesquisa e Inovação em Economia Circular da Universidade de São Paulo (USP), tem o objetivo de mapear as práticas de economia circular na indústria brasileira e identificar desafios para a sua implementação. As normas ISO 59004 de economia circular, publicadas em maio, foram utilizadas como referência para elaboração da pesquisa. Os resultados estão em fase de análise e a pesquisa completa será divulgada ainda neste segundo semestre.

     

    Foram ouvidas 253 empresas de pequeno, médio e grande porte, dos segmentos de transformação e construção.

  • Investimentos em atividades que impactam a natureza e empobrecem o solo chegam a US$7 tri

    Investimentos em atividades que impactam a natureza e empobrecem o solo chegam a US$7 tri

    O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) revela que US$7 trilhões são investidos anualmente em atividades que trazem impacto negativo à natureza, como o contínuo subsídio aos combustíveis fósseis e práticas agrícolas insustentáveis que podem levar ao empobrecimento do solo.

    De acordo com a agência da ONU para o Meio Ambiente no relatório “Estado das Finanças para a Natureza” (2023), esse montante representa 7% do PIB mundial que engloba subsídios governamentais e investimentos privados em atividades agressivas à natureza. Em contrapartida, o financiamento do setor público e privado para soluções baseadas na natureza é de US$200 bilhões por ano.

    “Os investimentos anuais negativos para a natureza são mais de 30 vezes superiores aos para soluções baseadas na natureza, que colaboram para a manutenção do funcionamento dos ecossistemas e estabilidade climática. Para termos alguma chance de atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), esses números devem ser revertidos”, alerta Inger Andersen, diretora-executiva do PNUMA.

    A meta da ONU é reverter a degradação de 40% dos solos mundiais até 2030. Para cumprir esta e outras metas, incluindo equilíbrio do clima, conservação da biodiversidade e restauração de ecossistemas, o investimento em soluções baseadas na natureza precisa ser triplicado até 2030 e quadruplicar até 2050, conforme relatório da PNUMA.

    Recuperação urgente

    Para o coordenador pedagógico do Movimento Circular, Edson Grandisoli, a recuperação dos solos é uma demanda urgente. “Pensar em soluções que simplesmente reduzam os impactos negativos não é mais aceitável. É preciso criar caminhos e tecnologias que garantam a regeneração daquilo que já foi perdido, seguindo um dos preceitos mais importantes da Economia Circular”, reforça.

    A aplicação de práticas ligadas a uma economia circular é uma forma eficiente e sustentável de mudar os ciclos de produção, consumo e descarte agressivos à natureza. “Um dos principais visões da Economia Circular é garantir que diferentes processos realizados no ciclo técnico não prejudiquem os que acontecem no ciclo biológico. Dentro desse cenário ousado, mas necessário, os processos de restauração com base na circularidade podem acelerar a recuperação de diferentes ambientes e seus respectivos serviços ecossistêmicos, fundamentais para todas as formas de vida e processos humanos.”

    A Economia Circular é um modelo de desenvolvimento econômico associado a um melhor uso de recursos naturais por meio da redução de desperdício, prolongamento da vida útil dos produtos e regeneração dos sistemas naturais.

    Soluções agroflorestais

    Entre as soluções para recuperação da qualidade da terra, Edson cita que a produção agroflorestal (uso e ocupação combinada do solo entre árvores nativas e culturas agrícolas ou forrageiras) é uma forma circular de produzir, reforça Edson. “Ela dialoga diretamente com a Economia Circular, garantindo a manutenção dos ciclos naturais, além de ser uma prática bem acessível a diferentes produtores de diferentes escalas.”

    Outras soluções mencionadas pelo especialista incluem a adubação verde e compostagem comunitária, que envolvem uso de material orgânico para recuperar a fertilidade do solo; a rotação de culturas e a biorremediação – uso de microrganismos ou plantas para limpar ou descontaminar áreas ambientais afetadas por poluentes. “Todas essas atividades podem impulsionar a economia local e criar empregos”, reforça.

    Fato é que o modelo de economia linear, onde se produz a partir da extração crescente e alto desperdício de recursos, empobrece o solo e é um fator direto de alterações climáticas. Edson vê uma mudança de mentalidade rumo à circularidade. “O conhecimento, interesse e o número de ações ligadas à construção de sociedades mais circulares têm aumentado por parte de diferentes sujeitos sociais. Questões sociais e ambientais dialogam com a circularidade, que oferece caminhos para um desenvolvimento mais sustentável.”

    O especialista se mostra otimista com o futuro. “Temos que celebrar. Apesar dos desafios, mais e mais pessoas estão se informando e conhecendo as questões relativas à dimensão socioambiental. Como fruto desse aumento de consciência, as ações se multiplicam em diferentes esferas. As mudanças são lentas, mas devem ser permanentes. Importante não desanimar e manter a coerência entre pensamento e ação.”

  • Economia circular fomenta pequenos negócios e empreendedorismo feminino

    Economia circular fomenta pequenos negócios e empreendedorismo feminino

    A baiana Sabrina Souza de Oliveira, de 28 anos, é proprietária de um e-commerce, cujo negócio é focado na compra, restauração e revenda de equipamentos de ginástica usados, especialmente esteiras. Os produtos ganham uma nova vida por meio de sua loja. A empresária de Salvador é um exemplo de empreendedorismo protagonizado por uma mulher que encontrou na economia circular uma boa oportunidade de negócios.

     

    A iniciativa de Sabrina e de outras mulheres empreendedoras já são mais reconhecidas pelo país. Segundo recente pesquisa da OLX, maior marketplace de classificados de produtos usados, autos e imóveis do Brasil, que avaliou a representatividade feminina no consumo e no varejo, metade dos consumidores brasileiros entrevistados afirmam apoiar comércios liderados por mulheres.

     

    De acordo com a pesquisa, 28% dos respondentes sempre valorizam estabelecimentos comerciais liderados por empreendedoras; 23% informaram que às vezes dão suporte. Entre os que apoiam negócios gerenciados por mulheres, a compra de itens foi a ação mais citada, representando 31% das respostas. A divulgação do negócio e o apoio às mulheres ficaram em seguida, ambos com 10%.

     

    A pesquisa quantitativa online foi encomendada pelo Grupo OLX e realizada por meio da plataforma de human analytics da MindMiners, que entrevistou 600 pessoas em fevereiro.

     

    Nova vida aos equipamentos

     
    Sabrina explica que o equipamento usado passa por uma avaliação e negociação antes da compra. “Quando chega em nossa oficina, a gente reforma, troca as peças desgastadas, coloca pra funcionar (caso não esteja funcionando) e depois anunciamos para vender ou locamos para condomínios”, afirma. “Procuramos dar vida ao produto a fim de evitar o descarte e manter a utilidade do equipamento. Assim, vendemos o item usado a um preço mais acessível para clientes que desejam comprar o equipamento, mas que não podem investir no valor do novo”, explica a empresária.

     

    A baiana reforça o valor do seu negócio para o meio ambiente e os benefícios da economia circular. “Tratamos o equipamento, recolocamos no mercado e evitamos o descarte para o meio ambiente, o que é benéfico para a diminuição do lixo. Ajudamos, assim, a girar a economia e atender às necessidades dos nossos clientes”, afirma.

     

    Essa consciência ambiental também é compartilhada pela OLX. “No nosso modelo de atuação, os negócios sustentáveis conversam com a economia circular, que é um modelo de consumo e produção que tem como objetivo ampliar a vida útil dos itens, como uma alternativa sustentável e econômica. A população, de modo geral, vem se abrindo ao mercado de usados, entendendo como ele funciona e seus benefícios. Essa visão do potencial dos produtos de segunda mão abre possibilidades, inclusive, para quem deseja empreender e comercializar itens. Dados da OLX mostram que o brasileiro possui, em média, R$ 2.113 em produtos sem uso dentro de casa e que poderiam ser fonte de geração de renda extra”, comenta o VP de Autos e Bens de Consumo do Grupo OLX, Flávio Passos.

     

    Usados mais em conta

     

    Por falar em ginástica e musculação, a OLX fez um levantamento sobre o desempenho de procura e venda desses produtos na plataforma. A bicicleta ergométrica é o item mais comercializado nos dois primeiros meses deste ano, o que representa 69% do share de vendas dentre os itens avaliados.

     

    A estação de musculação, conhecida também por crossover, ocupa o segundo lugar no ranking de vendas de artigos de ginástica por meio da plataforma, com 15% das comercializações. Na terceira posição, está a esteira ergométrica, com 13%. Máquina de Leg Press, cadeira extensora e banco de musculação estão na quarta posição, empatados com 1% de share.

     

     

    A bicicleta ergométrica foi a mais procurada no período. A estação de musculação e esteira ergométrica ocupam a segunda e terceira colocações, respectivamente.

     

    A bike também lidera dentre os mais anunciados na plataforma. A esteira ergométrica vem na vice-liderança, seguida pela estação de musculação, no terceiro lugar.

     

     

    O cross over é o que tem maior economia na compra dentre os aparelhos de segunda mão analisados, sendo 68% mais em conta no comparativo com um novo. A cadeira adutora vem na segunda posição, com 58% e a esteira ergométrica em terceiro, com 29%.

     

     

    Como fazer uma compra online com mais segurança

    • Tire todas as dúvidas pelo chat e canais oficiais das plataformas, evitando levar a conversa para aplicativos de mensagens, contando com o suporte da OLX e dicas contextualizadas ao longo da jornada;
    • Preste atenção na etapa de conclusão da compra e não siga caso identifique alguma atitude suspeita;
    • Não divulgue seus dados pessoais nem seu número de celular;
    • Desconfie de preços ou ofertas muito abaixo do mercado;
    • Verifique na plataforma informações sobre o vendedor, como tempo de conta;
    • A OLX oferece Garantia da OLX, serviço pelo qual é possível pagar uma compra pela plataforma, sem precisar efetuar transferências para terceiros. Assim que o pagamento é confirmado pela OLX, o comprador recebe uma mensagem de confirmação diretamente no chat do anúncio;
    • Sempre peça a nota fiscal do item que está negociando. Desta forma, há certeza da legalidade da procedência do produto e, caso ainda esteja na garantia, é possível ter acesso à assistência técnica oficial;
    • No caso de uma compra ou entrega presencial, escolha lugares públicos e movimentados, como praças, shoppings ou estações de metrô. E, se possível, sempre vá acompanhado de outro adulto;
    • A OLX não possui parcerias com aplicativos de mobilidade, como Uber, Rappi e 99. Para vendas e compras com a Garantia da OLX, as entregas funcionam para todo o Brasil via Correios, Jadlog, Clique e Retire, Loggi e R3 Transportes. Verifique sempre na área logada do site ou app seu histórico de venda e como seu produto será enviado.
    • A OLX nunca solicita códigos de confirmação ou de segurança. Seja por telefone, e-mail, chat ou aplicativos de mensagens. Se você receber algum contato em nome da OLX solicitando qualquer código ou senha, denuncie na plataforma;
    • A OLX não envia e-mails com anexos ou links que redirecionam para fora da plataforma. Caso você receba alguma comunicação do tipo, não baixe nenhum tipo de documento e não clique nos links.

     

  • Com três anos de atuação, Food To Save prevê salvar mais de 4 mil toneladas de alimentos

    Com três anos de atuação, Food To Save prevê salvar mais de 4 mil toneladas de alimentos

    De acordo com dados divulgados em março de 2024 pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), a humanidade desperdiçou por dia o equivalente a um bilhão de refeições. Isso representa aproximadamente quase um quinto de todo alimento produzido no planeta. Lutando contra esse cenário há 3 anos, a Food To Save, o app nº1 do Brasil contra o desperdício de alimentos que já salvou mais de 3000 toneladas de alimentos do desperdício, prevê salvar mais de 4 mil toneladas até o final deste ano.

    Em abril, a foodtech bateu seu recorde no combate ao desperdício. Por meio da conexão entre lojas e restaurantes que possuem alimentos para consumo imediato e clientes engajados e preocupados com o consumo consciente, a Food To Save luta contra um cenário catastrófico no Brasil. “A cultura do ‘é melhor sobrar do que faltar’ ainda perpetua muito no país. Não só na sociedade civil, mas entre a rede alimentícia como um todo. Temos muito orgulho dessa trajetória de reeducar toda a cadeia sobre o tema e trazer esse assunto tão importante à tona”, diz Lucas Infante, CEO e cofundador da Food To Save.

    Com o diferencial de garantir alimentos de qualidade com até 70% de desconto para o consumidor, a startup já conquistou mais de 3 milhões de downloads. Nesses 3 anos, seus usuários salvaram mais de 2,3 milhões de Sacolas Surpresa e ajudaram a evitar a emissão de mais de quase 6 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Em 2023, a Food To Save esteve também entre os 10 apps mais baixados do Brasil, e gerou receita incremental para mais de 3500 estabelecimentos cadastrados no marketplace.

    Com a Food To Save, qualquer loja ou restaurante de pequeno, médio ou grande porte pode evitar o desperdício de alimentos e reverter o prejuízo do estabelecimento, sem mensalidades ou custos adicionais. Para se cadastrar no aplicativo, basta se inscrever de forma gratuita no site da empresa

    “Estamos muito felizes com nossa trajetória. Quando conseguimos combinar performance com propósito, fazemos algo diferente. É isso que enxergo e acredito dentro da Food To Save. Nascemos com a intenção de revolucionar o desperdício de alimentos e fazer algo que deveria ser feito há muito tempo, essa é a nossa missão. Estamos animados para 2024 e temos muitas novidades por vir”, celebra o CEO.

    Expansão da Food To Save

    A Food To Save está presente em mais de 85 cidades e 7 capitais do país, sendo elas: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. A ideia é que, até o final de 2024, as cinco regiões do Brasil estejam engajadas no combate ao desperdício de alimentos. Até o momento, a foodtech já conquistou mais de 3.3000 estabelecimentos parceiros na luta contra o desperdício, como Nestlé, Cacau Show, Casa Bauducco, Dengo, Havanna, Rei do Mate, Zé Delivery e Biscoitê, além de redes de supermercados como Hortifruti, Natural da Terra, Hirota Food Supermercados, Angeloni, SuperNosso e Zona Azul.

    “Para 2024, pretendemos triplicar de tamanho. No ano passado, fizemos uma captação de R$ 14 milhões e trouxemos investidores estratégicos para o modelo, pessoas que já vem do mercado de food service e do mercado de retail para endossar ainda mais nossa tese. Já começamos o primeiro semestre chegando ao sul e estamos reforçando nossa presença no centro-oeste do país. No centro-oeste, a Food To Save estava somente em Brasília. Mas agora estamos chegando também em Campo Grande e Cuiabá. Além disso, a ideia é que a gente cubra as principais capitais até o fim do ano e conte com ainda mais parceiros para lutar contra o desperdício de alimentos com a Food To Save” ressalta Infante.

    Além da expansão geográfica, a foodtech tem crescido internamente e conquistou o selo Great Place To Work, com uma cultura de liderança cada vez mais empática e colaborativa. “Fechamos recentemente a nossa avaliação de desempenho do último ciclo e vimos que nosso crescimento não está apenas externamente, mas o nosso time tem desenvolvido uma ótima performance. Valorizá-los e desenvolvê-los é uma das coisas mais importantes para nós.” comenta o cofundador.

  • Economia: casa e carro próprio tiveram inflação de 150% nos últimos 20 anos

    Economia: casa e carro próprio tiveram inflação de 150% nos últimos 20 anos

    Os bens duráveis estão mais caros hoje do que há 20 anos. A casa e o carro próprios, sonhos da maioria das famílias, ficaram 150% mais caro do que eram há 20 anos. É o que afirma a economista e professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Nadja Heiderich.

     

    Não à toa, é muito comum ver nas redes sociais memes e brincadeiras de jovens dizendo que “na minha época de ser adulto” as coisas ficaram mais caras. E ao contrário dos pais e avós, as novas gerações buscam formas diferentes de viver, preferindo alugar esses tipos de bens duráveis, fomentando a economia circular.

    Quanto custava e quanto custa hoje

    A professora da FECAP calculou a inflação de casas e carros nos últimos 20 anos.
    Casa própria:
    – Apartamento: Metragem média entre 40 e 60 m².
    – Casa: Metragem média entre 70 e 100 m².
    Média em 2004: R$ 150.000,00 (valores do IBGE)
    Equivalente hoje: R$ 375.000,00
    Aumento real: 150%
    Carro popular:
    Média em 2004: R$ 25.000,00 (valores da FIPE)
    Equivalente hoje: R$ 62.500,00
    Aumento real: 150%
    Na opinião de Nadja, a decisão de comprar ou alugar um imóvel deve ser individualizada, considerando as necessidades, estilo de vida e objetivos financeiros de cada indivíduo/família.
    “Nesse cenário, a depender da escolha de cada um, investir o valor excedente entre aluguel e compra pode ser uma boa opção para alcançar os objetivos financeiros e contribuir para um futuro mais sustentável. A economia circular ainda está em desenvolvimento, mas apresenta um grande potencial para transformar a forma como consumimos e interagimos com os bens duráveis”, afirma a docente.

    Comprar ou alugar?

    Segundo a professora da FECAP, a decisão entre alugar ou comprar um imóvel, por exemplo, depende de diversos fatores, como renda, estilo de vida, planos futuros etc.
    Compra:

    • Investimento inicial: Entrada + financiamento (considerando 30% de entrada e juros em média de 8% a.a.).
    • Custos mensais: Prestação do financiamento + IPTU + seguro + condomínio (se houver) + manutenções.
    • Vantagens: Patrimônio próprio, valorização do imóvel a longo prazo, liberdade para reformas e personalização.
    • Desvantagens: Alto investimento inicial, indisponibilidade de capital para outros fins, custos de manutenção e responsabilidades com o imóvel.

    Aluguel:

    • Investimento inicial: Aluguel adiantado (geralmente 2 ou 3 meses) + fiador ou seguro fiança.
    • Custos mensais: Aluguel + taxas de condomínio (se houver).
    • Vantagens: Menor investimento inicial, flexibilidade para mudança, responsabilidade do proprietário com reparos e manutenções.
    • Desvantagens: Ausência de patrimônio próprio, reajustes anuais do aluguel, possibilidade de mudança a qualquer momento, menos liberdade para reformas.

    Para comparar os custos de forma precisa, é necessário considerar:

    • Valor do imóvel: Influencia diretamente o valor da compra e do aluguel.
    • Localização: Imóveis em áreas valorizadas costumam ter aluguéis mais altos e preços de compra mais elevados.
    • Condições do imóvel: Quanto mais novo ou reformado, maior o aluguel e o preço de compra.
    • Situação financeira: É necessário avaliar a renda disponível, a capacidade de poupança e o perfil de endividamento.

    Ferramentas úteis:

    • Simuladores de financiamento: Vale a pena estimar o valor das prestações e o custo total da compra.
    • Sites de busca de imóveis: Comparar preços de venda e aluguel em diferentes regiões.
    • Consultores financeiros: É possível obter orientação profissional para tomar a melhor decisão de acordo com as necessidades de consumidor.

    Investir a diferença pode ser um bom negócio

    O financiamento imobiliário apresentou um custo total entre 10.49% e 11,49% ao ano. Se a pessoa optar pelo aluguel e sobrar dinheiro, pode considerar investir o valor excedente para alcançar seus objetivos financeiros.

    A economista elenca algumas opções de investimento a seguir:
    Renda Fixa:
    CDI: 12,35% (acumulado dos últimos 12 meses);
    Fundos Imobiliários (FIIs):
    Dividend Yield superior a 17% (acumulado de 2023);
    Ações:
    Ibovespa: Ganhos de 20,9% (acumulado de 2024).

    Economia circular pode ser uma saída para os altos preços 

    Na opinião da professora da FECAP, a economia circular surge como uma alternativa promissora para as gerações mais jovens repensarem sua relação com os bens duráveis. Esse modelo propõe um ciclo de vida mais sustentável para os produtos, desde a concepção até o descarte.
    Existe uma tendência entre as gerações mais jovens, principalmente a partir da geração Z (nascidos entre 1997-2010), de optar por adiar ou até mesmo não comprar bens duráveis. As principais razões incluem:

    • Prioridades diferentes: Valorizam mais experiências e viagens do que bens materiais.
    • Insegurança no mercado de trabalho: Preocupam-se com a instabilidade econômica e com a dificuldade de conseguir um emprego fixo.
    • Alto custo de vida: Dificuldade de arcar com altos custos de moradia, alimentação e outros itens essenciais.
    • Consciência ambiental: Preferem soluções mais sustentáveis, como transporte público e economia de energia.

    No contexto dos bens duráveis, a economia circular pode se traduzir em:

    • Casas: Construções com materiais reciclados e duráveis, com designs modulares que facilitam adaptações e reformas ao longo do tempo. Plataformas de aluguel de longo prazo e serviços de reparo e manutenção facilitam o acesso à moradia sem a necessidade de compra imediata.
    • Carros: Veículos elétricos compartilhados ou autônomos podem reduzir a necessidade de propriedade individual, além de promover a sustentabilidade e a otimização do uso. A indústria automotiva também investe em carros modulares e com peças intercambiáveis, facilitando reparos e atualizações.

    Nadja afirma que é difícil prever o futuro com certeza, mas algumas tendências podem influenciar a relação das novas gerações com os bens duráveis:

    • Aumento da oferta de serviços compartilhados: Uber, Airbnb, etc., podem oferecer alternativas mais acessíveis e flexíveis à propriedade de bens.
    • Economia circular: Foco na reutilização, reparo e reciclagem de produtos, reduzindo a necessidade de utilização de recursos não renováveis.

    Economia circular traz uma nova perspectiva para a relação do indivíduo com os bens duráveis.

    • Durabilidade: Projetar produtos mais resistentes e duradouros, que durem por mais tempo e necessitem de menos reposição.
    • Reparo: Facilitar o reparo e a manutenção dos produtos, estendendo sua vida útil e reduzindo o descarte prematuro.
    • Reuso: Incentivar a reutilização de produtos, seja através do mercado de usados, doações ou iniciativas de compartilhamento.
    • Reciclagem: Implementar sistemas eficientes de reciclagem para transformar materiais descartados em novos produtos.

    Economia circular pode beneficiar as gerações futuras:

    • Redução do impacto ambiental: Menor consumo de recursos naturais, diminuição da geração de resíduos e menor emissão de gases poluentes.
    • Acesso mais democrático a bens e serviços: Modelos de compartilhamento e economia circular podem tornar produtos e serviços mais acessíveis para todos, independente da capacidade de compra.
    • Estímulo à inovação: Novas tecnologias e modelos de negócios surgem para atender às demandas da economia circular, impulsionando o crescimento econômico e a criação de empregos.

    “A economia circular apresenta um caminho promissor para as gerações mais jovens repensarem sua relação com os bens duráveis. Ao priorizar a sustentabilidade, o acesso e a inovação, esse modelo pode contribuir para um futuro mais justo, próspero e em harmonia com o planeta”, finaliza a docente.

  • O Boticário lança programa para impulsionar a agenda de sustentabilidade

    O Boticário lança programa para impulsionar a agenda de sustentabilidade

    O Boticário acaba de lançar o edital de “Resíduo Extinto”, um programa de inovação aberta para selecionar um negócio de impacto com foco em economia circular. Neste edital, desenvolvido em parceria com a Artemisia, organização pioneira no Brasil no apoio a negócios de impacto social e ambiental, a gigante da beleza irá selecionar uma iniciativa voltada à redução, circularidade, logística reversa e/ou reciclagem de resíduos sólidos para receber até R$100 mil para desenvolver um projeto-piloto. A Iniciativa faz parte do projeto Extinto, movimento criado pela marca de beleza para ampliar a conscientização sobre o descarte de resíduos sólidos e a preservação ambiental.

    As inscrições já estão abertas no site oficial do programa e vão até 18 de abril. Poderão participar do processo seletivo startups de impacto com modelos financeiramente sustentáveis e alinhadas aos desafios do programa. Os negócios submetidos devem estar em fase de operação, tração ou em busca de escala.

    “Procuramos empresas com soluções inovadoras, que estejam alinhadas com o propósito do Extinto, que é alertar a população sobre a mudança coletiva de hábitos e a importância do consumo consciente. Nosso objetivo é gerar impacto socioambiental positivo por meio de novas tecnologias, produtos ou serviços sustentáveis e, assim, contribuir efetivamente para a mudança do cenário de gestão de resíduos sólidos, fomentando negócios com atuação perene para fortalecer essa frente”, conta Luis Meyer, Diretor de ESG do Grupo Boticário.

    O negócio escolhido será anunciado até o dia 13 de junho e a previsão é que o programa tenha início em julho, com seis meses de duração. Após a seleção, Artemisia e Boticário irão desenhar, junto com o negócio, um plano de trabalho com escopo e cronograma que guiará o andamento do piloto. Durante todo o processo, a empresa selecionada receberá suporte individual de um time de especialistas em inovação, desenvolvimento de negócios, impacto socioambiental e outros temas pertinentes, que contribuírão para o fortalecimento da estratégia de negócio.

    A Artemisia entra como parceira estratégica na realização e execução do edital, intermediando a relação entre Boticário e o negócio de impacto selecionado. A organização é pioneira no apoio a negócios de impacto no Brasil, fundada com a missão de potencializar empreendedores que criam soluções para problemas sociais ou ambientais.

    Priscila Martins, diretora de Relacionamento Institucional da Artemisia, comenta que a organização existe para identificar e potencializar negócios de impacto que possam endereçar grandes desafios sociais e ambientais do Brasil. “No país, há muitos empreendedores liderando negócios com enorme potencial para contribuir com soluções inovadoras para problemas críticos da nossa sociedade, entretanto, há uma clara demanda por apoio para fortalecer e impulsionar o crescimento dessas empresas. Acreditamos que a inovação aberta é uma ferramenta poderosa para endereçar o suporte a esses negócios de impacto e, consequentemente, alavancar mais rapidamente as transformações positivas na ponta. Por isso, a Artemisia possui uma frente dedicada a aproximar estes empreendedores – e suas soluções –, de grandes empresas focadas em contribuir com a resolução de questões sociais ou ambientais, e que ofereçam ambiente de testes, recursos e as próprias expertises para fortalecer a inovação e a geração de impacto.

    Priscila complementa que a organização se une a parceiros que têm intenção genuína e ações concretas, em busca de contribuir para a resolução de grandes desafios da nossa atualidade, como é o caso do Grupo Boticário. “Estamos juntos no desafio de identificar e alavancar inovações voltadas a uma temática urgente, que é a Economia Circular”.

    Para Luis Meyer, o programa é mais uma oportunidade de fomentar a inovação aberta no Brasil, por meio da atuação responsável do Grupo Boticário, considerado a 3ª empresa de beleza mais sustentável do mundo, segundo o Corporate Sustainability Assessment (CSA) da S&P Global na categoria de Produtos Pessoais, em resultado divulgado em 22 de dezembro de 2023.

    “A sustentabilidade é um pilar muito importante para nós, por isso, estamos sempre atentos a oportunidades e novas ideias e soluções que nos ajudem a expandir nossa atuação e fomentar negócios que contribuam efetivamente para a conservação ambiental. Esse é o nosso grande objetivo. Como empresa que atua há mais de 40 anos focada na construção de um mercado de beleza mais sustentável, utilizaremos toda a nossa expertise para impulsionar novas ideias de como melhorar o cenário alarmante de gestão de resíduos sólidos que vemos não só no Brasil, mas em todo o mundo”, comenta o executivo.

     

    Conexão com Projeto Extinto

    Atualmente, mais de 2 bilhões de toneladas de lixo são geradas mundialmente a cada ano, de acordo com o relatório Global Waste Management Outlook 2024, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em março deste ano. Segundo a entidade, a falta de medidas eficazes pode chegar a 3,78 bilhões de toneladas de resíduos produzidos globalmente até 2050, o que representa uma alta de 56% quando comparado ao ano de 2020.

    Diante deste cenário, Boticário faz um importante alerta para a sociedade: se não mudarmos os hábitos de consumo e gestão de resíduos sólidos, os cheiros originais de paraísos naturais, no Brasil e ao redor do mundo, vão desaparecer em breve. O lançamento do programa de inovação aberta marca uma nova etapa do projeto que busca, além de potencializar a conscientização e sensibilização sobre a temática junto à sociedade, impulsionar iniciativas que contribuam efetivamente para a transformação que o Boticário tanto busca e incentiva.

    “Sabemos que a situação alarmante atual exige mudanças efetivas e, por isso, queremos dar o próximo passo para que o projeto Extinto, que representa um chamado urgente, seja também um impulsionador de novas ideias e soluções. Atuamos de forma consistente em torno da sustentabilidade desde o início das operações do Boticário, há mais de 4 décadas, pois esta é uma frente prioritária e que está no centro da nossa estratégia de negócio”, destaca Marcela de Masi, diretora-executiva de Branding e Comunicação do Grupo Boticário.

    A marca está atenta ao cenário de descarte de resíduos sólidos de forma mais ativa desde 2006 graças ao programa Boti Recicla – o maior programa de logística reversa do Brasil em pontos de coleta. A capilaridade da varejista de beleza, que está presente em 1650 municípios brasileiros, permite otimizar os números alarmantes do cenário brasileiro – como o que revela baixo percentual (4%) de reciclagem do lixo descartado diariamente – mas depende de um chamado para que a sociedade se engaje na causa e, junto a outros agentes transformadores, possa reduzir os impactos negativos ao meio ambiente.

    Além disso, algumas marcas de perfumaria possuem refil e vem para garantir a diminuição de resíduos gerados, por possibilitar ao consumidor o aproveitamento da embalagem regular com o uso do refil e reduzir, dessa forma, 89% a quantidade de resíduos gerados em relação à embalagem original, o que contribui para a redução da demanda por recursos naturais.

    Sustentabilidade é uma preocupação constante do Grupo Boticário, que vive o ESG na prática e traduz a força da sigla em ações de impacto. A companhia foi pioneira nesta frente ao criar, em 1990, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza (FBG), parceira do Boticário na construção de Extinto, e, em 2004, o Instituto Grupo Boticário – instituições atuam a partir de uma agenda positiva e mobilizam centenas de atores, de diferentes setores da sociedade, em prol da conservação de diversos biomas e espécies.

  • O Boticário lança programa de inovação aberta em economia circular

    O Boticário lança programa de inovação aberta em economia circular

    O Boticário acaba de lançar o edital de “Resíduo Extinto”, um programa de inovação aberta para selecionar um negócio de impacto com foco em economia circular. Neste edital, desenvolvido em parceria com a Artemisia, organização pioneira no Brasil no apoio a negócios de impacto social e ambiental, a gigante da beleza irá selecionar uma iniciativa voltada à redução, circularidade, logística reversa e/ou reciclagem de resíduos sólidos para receber até R$100 mil para desenvolver um projeto-piloto. A Iniciativa faz parte do projeto Extinto, movimento criado pela marca de beleza para ampliar a conscientização sobre o descarte de resíduos sólidos e a preservação ambiental.

     

    As inscrições já estão abertas no site oficial do programa e vão até 18 de abril. Poderão participar do processo seletivo startups de impacto com modelos financeiramente sustentáveis e alinhadas aos desafios do programa. Os negócios submetidos devem estar em fase de operação, tração ou em busca de escala.

     

    “Procuramos empresas com soluções inovadoras, que estejam alinhadas com o propósito do Extinto, que é alertar a população sobre a mudança coletiva de hábitos e a importância do consumo consciente. Nosso objetivo é gerar impacto socioambiental positivo por meio de novas tecnologias, produtos ou serviços sustentáveis e, assim, contribuir efetivamente para a mudança do cenário de gestão de resíduos sólidos, fomentando negócios com atuação perene para fortalecer essa frente”, conta Luis Meyer, Diretor de ESG do Grupo Boticário.

     

    O negócio escolhido será anunciado até o dia 13 de junho e a previsão é que o programa tenha início em julho, com seis meses de duração. Após a seleção, Artemisia e Boticário irão desenhar, junto com o negócio, um plano de trabalho com escopo e cronograma que guiará o andamento do piloto. Durante todo o processo, a empresa selecionada receberá suporte individual de um time de especialistas em inovação, desenvolvimento de negócios, impacto socioambiental e outros temas pertinentes, que contribuírão para o fortalecimento da estratégia de negócio.

    A Artemisia entra como parceira estratégica na realização e execução do edital, intermediando a relação entre Boticário e o negócio de impacto selecionado. A organização é pioneira no apoio a negócios de impacto no Brasil, fundada com a missão de potencializar empreendedores que criam soluções para problemas sociais ou ambientais.

    Priscila Martins, diretora de Relacionamento Institucional da Artemisia, comenta que a organização existe para identificar e potencializar negócios de impacto que possam endereçar grandes desafios sociais e ambientais do Brasil. “No país, há muitos empreendedores liderando negócios com enorme potencial para contribuir com soluções inovadoras para problemas críticos da nossa sociedade, entretanto, há uma clara demanda por apoio para fortalecer e impulsionar o crescimento dessas empresas. Acreditamos que a inovação aberta é uma ferramenta poderosa para endereçar o suporte a esses negócios de impacto e, consequentemente, alavancar mais rapidamente as transformações positivas na ponta. Por isso, a Artemisia possui uma frente dedicada a aproximar estes empreendedores – e suas soluções –, de grandes empresas focadas em contribuir com a resolução de questões sociais ou ambientais, e que ofereçam ambiente de testes, recursos e as próprias expertises para fortalecer a inovação e a geração de impacto.

    Priscila complementa que a organização se une a parceiros que têm intenção genuína e ações concretas, em busca de contribuir para a resolução de grandes desafios da nossa atualidade, como é o caso do Grupo Boticário. “Estamos juntos no desafio de identificar e alavancar inovações voltadas a uma temática urgente, que é a Economia Circular”.

    Para Luis Meyer, o programa é mais uma oportunidade de fomentar a inovação aberta no Brasil, por meio da atuação responsável do Grupo Boticário, considerado a 3ª empresa de beleza mais sustentável do mundo, segundo o Corporate Sustainability Assessment (CSA) da S&P Global na categoria de Produtos Pessoais, em resultado divulgado em 22 de dezembro de 2023.

    “A sustentabilidade é um pilar muito importante para nós, por isso, estamos sempre atentos a oportunidades e novas ideias e soluções que nos ajudem a expandir nossa atuação e fomentar negócios que contribuam efetivamente para a conservação ambiental. Esse é o nosso grande objetivo. Como empresa que atua há mais de 40 anos focada na construção de um mercado de beleza mais sustentável, utilizaremos toda a nossa expertise para impulsionar novas ideias de como melhorar o cenário alarmante de gestão de resíduos sólidos que vemos não só no Brasil, mas em todo o mundo”, comenta o executivo.

     

    Conexão com Projeto Extinto

     

    Atualmente, mais de 2 bilhões de toneladas de lixo são geradas mundialmente a cada ano, de acordo com o relatório Global Waste Management Outlook 2024, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em março deste ano. Segundo a entidade, a falta de medidas eficazes pode chegar a 3,78 bilhões de toneladas de resíduos produzidos globalmente até 2050, o que representa uma alta de 56% quando comparado ao ano de 2020.

     

    Diante deste cenário, Boticário faz um importante alerta para a sociedade: se não mudarmos os hábitos de consumo e gestão de resíduos sólidos, os cheiros originais de paraísos naturais, no Brasil e ao redor do mundo, vão desaparecer em breve. O lançamento do programa de inovação aberta marca uma nova etapa do projeto que busca, além de potencializar a conscientização e sensibilização sobre a temática junto à sociedade, impulsionar iniciativas que contribuam efetivamente para a transformação que o Boticário tanto busca e incentiva.

     

    “Sabemos que a situação alarmante atual exige mudanças efetivas e, por isso, queremos dar o próximo passo para que o projeto Extinto, que representa um chamado urgente, seja também um impulsionador de novas ideias e soluções. Atuamos de forma consistente em torno da sustentabilidade desde o início das operações do Boticário, há mais de 4 décadas, pois esta é uma frente prioritária e que está no centro da nossa estratégia de negócio”, destaca Marcela de Masi, diretora-executiva de Branding e Comunicação do Grupo Boticário.

     

    A marca está atenta ao cenário de descarte de resíduos sólidos de forma mais ativa desde 2006 graças ao programa Boti Recicla – o maior programa de logística reversa do Brasil em pontos de coleta. A capilaridade da varejista de beleza, que está presente em 1650 municípios brasileiros, permite otimizar os números alarmantes do cenário brasileiro – como o que revela baixo percentual (4%) de reciclagem do lixo descartado diariamente – mas depende de um chamado para que a sociedade se engaje na causa e, junto a outros agentes transformadores, possa reduzir os impactos negativos ao meio ambiente.

     

    Além disso, algumas marcas de perfumaria possuem refil e vem para garantir a diminuição de resíduos gerados, por possibilitar ao consumidor o aproveitamento da embalagem regular com o uso do refil e reduzir, dessa forma, 89% a quantidade de resíduos gerados em relação à embalagem original, o que contribui para a redução da demanda por recursos naturais.

     

    Sustentabilidade é uma preocupação constante do Grupo Boticário, que vive o ESG na prática e traduz a força da sigla em ações de impacto. A companhia foi pioneira nesta frente ao criar, em 1990, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza (FBG), parceira do Boticário na construção de Extinto, e, em 2004, o Instituto Grupo Boticário – instituições atuam a partir de uma agenda positiva e mobilizam centenas de atores, de diferentes setores da sociedade, em prol da conservação de diversos biomas e espécies.