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Christian Dellon: “A mensagem é mostrar o cenário de exploração sexual da criança e do adolescente a ponto de sensibilizar as pessoas a serem intolerantes a essas situações”

Christian Dellon: “A mensagem é mostrar o cenário de exploração sexual da criança e do adolescente a ponto de sensibilizar as pessoas a serem intolerantes a essas situações”

Diretor da Idé Productions conta detalhes sobre a série “Juventude Vendida”, que está sendo gravada em João Pessoa

20 de abril de 2023

Entrevista com Christian Dellon

Uma série de TV que está sendo gravada em João Pessoa promete entreter e jogar luz a um problema social delicado: a exploração infantil. Inspirada em um trabalho jornalístico “Juventude Vendida”, esta é a primeira produção da João Pessoa Comission Film, vinculada à Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). A obra de ficção mostra o nascimento de uma relação paternal em meio a um cenário de embrutecimento do ser humano.

Com produção da Idé Productions, de São Luís (MA), e produção associada da produtora paraibana Mills Audiovisual de Comunicação, “Juventude Vendida” já iniciou as gravações e será lançada ainda este ano.

O produtor executivo da série, Christian Dellon, falou sobre a idealização da obra, a construção do enredo e a parceria com a TV Correio. Confira a entrevista que segue.

Como surgiu a ideia da série?

A ideia do projeto surgiu a partir de uma série jornalística que foi premiada e foi veiculada no Jornal da TV Correio, há um tempo. A série se chamava Juventude Vendida. Então, além de a exploração sexual de crianças e adolescentes ser um tema bastante relevante, é um problema que sempre existiu. Sabendo da relevância do assunto e do nosso papel, também enquanto produtor, e levando em consideração o ponto de vista social, acreditamos que é uma temática que merece ser retratada é apresentada para que a população realmente se sensibilize e combata esse problema social.

Como foi o laboratório para o desenvolvimento da história?

Primeiro, tivemos a reunião de briefing com a TV Correio. Em seguida, abrimos a sala de roteiro com nossa equipe de pesquisadores e roteiristas para debater o assunto, a questão dos agentes sociais, e isso inclui Estado, Município, Ministério Público, enfim, como a sociedade lida com essa problemática. Então, a partir daí, abrimos o estudo de caso e chegamos no entendimento da abordagem para construção da história.

Como foi a escolha dos atores?

A obra está sendo feita por um canal de TV local, então achamos conviniente que a contratação do elenco fosse praticamente 100% paraibano. Primeiro porque é uma forma de reconhecermos a qualidade do elenco, segundo porque é uma certa contrapartida, já que a nossa produtora não é daqui. São empregos e oportunidades para pessoas da cidade.

O tema da série é muito sensível. Como você vê a importância de tratar sobre ele dessa forma?

Está em nosso DNA enfrentar questões sociais, sobretudo, temas relevantes como a questão das raças, dos povos originários, e da infância e da adolescência. Então, esse tema não poderia ficar de fora do nosso portfólio. Enxergamos que é uma problemática que precisa ser combatida, debatida, sensibilizada e é um trabalho de sensibilização da comunidade como um todo.

Qual a mensagem principal da série? O que ela se propõe?

Basicamente, a mensagem do filme é mostrar realmente esse cenário de exploração sexual da criança e do adolescente, a ponto de sensibilizar as pessoas quanto a denunciarem, a serem intolerantes a essas situações. Então a gente quer sensibilizar a comunidade para que realmente ajude no combate e denuncie essa questão.