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Confira as melhores ações de varejo para comprar agora, na visão da XP

Confira as melhores ações de varejo para comprar agora, na visão da XP

Os números mostraram um cenário melhor que o esperado, com 1,1% de aumento nas vendas em fevereiro

14 de abril de 2022

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou os dados do varejo para fevereiro. Os números mostraram um cenário melhor que o esperado. 

No mês, as vendas varejistas subiram 1,1% em relação a janeiro. A pesquisa da Reuters previa ganho de 0,1%.

Com isso, o setor está 1,2% acima do patamar pré-pandemia e 4,9% abaixo do pico da série, de outubro de 2020.

“É um crescimento sobre um nível baixo. Novembro e dezembro de 2021 não foram tão bons como em anos anteriores e as empresas resolveram fazer promoções nesse começo de ano. São novas estratégias para estimular as vendas”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Apesar dos dados animadores, o Goldman Sachs lista alguns aspectos negativos que devem pesar no desempenho do setor:

  • inflação alta de dois dígitos; 
  • condições financeiras domésticas mais apertadas; 
  • confiança fraca do consumidor e das empresas;
  • incerteza política/política persistente; 
  • níveis recordes de endividamento das famílias; 
  • condições de crédito cada vez mais exigentes devem gerar ventos contrários para a atividade de varejo nos próximos meses.

Na visão da XP, as vendas do varejo se beneficiarão do início dos pagamentos do Auxílio Brasil e dos saques extraordinários do FGTS, que tendem a melhorar a renda disponível da população e impulsionar a venda de produtos de consumo imediato, como alimentos e bebidas.

“Entretanto, a maior incerteza do cenário macro/político e a escalada da inflação contribuem para uma dinâmica mais negativa para produtos de tickets médios mais elevados, como bens duráveis, e categorias mais discricionárias à frente”, argumenta.

Qual ação do varejo comprar?

Na avaliação dos analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, da XP Investimentos, o setor de farmacêuticos segue resiliente diante da forte demanda por medicamentos antigripais e testes de Covid.

A categoria de vestuários e calçados também mostra crescimento significativo, com alta de 2% no mês e 8% no ano. 

Por outro lado, as vendas dos segmentos de móveis e eletrodomésticos continuam a cair 13% ano a ano, “o que, na nossa visão, é explicado pela deterioração macroeconômica, aumento de preços e base de comparação difícil”.

Já a categoria de supermercados e hipermercados apresentou leve aceleração nas comparações mensais e anuais (+1% e +1,5%, respectivamente), “mesmo diante da retomada do consumo fora de casa”.

“Nós preferimos exposição a empresas com forte posicionamento, sólido histórico de execução e com fundamentos específicos bem estruturados. Nesse sentido, dentro do segmento de varejo alimentar, enxergamos o atacarejo como uma combinação de uma proteção contra a inflação, resiliência e crescimento, sendo Assaí (ASAI3) nossa preferência”, completa o trio.

Por outro lado, apesar de ser um segmento mais exposto à deterioração macro, os analistas gostam de empresas focadas na alta renda, como o Grupo Soma (SOMA3) e Arezzo (ARZZ3), “que oferecem uma maior resiliência e contam com um crescimento orgânico sólido”. 

Já as farmácias são consideradas um setor resiliente para se ter e com alavancas positivas para frente, como a maior demanda por vacinação, testes de Covid e medicamentos, enquanto o e-commerce deve continuar a enfrentar maior volatilidade, especialmente frente ao aumento da competição e deterioração macroeconômica.