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Estudo revela as capitais com maior endividamento da população

Estudo revela as capitais com maior endividamento da população

Elas estão espalhadas por diferentes regiões do país

23 de fevereiro de 2022

O brasileiro está mais endividado (75,6% das famílias têm alguma conta ou prestação atrasada, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC) e com dificuldade de saldar seus compromissos (o Sebrae aponta que a inadimplência cresceu 3,37% e atinge mais de 63 milhões de pessoas). Agora, estudo inédito da Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica, mostra em quais capitais do país a situação é mais grave e onde o nível de endividamento da população se apresenta menos comprometedor.

De acordo com o levantamento, que levou em consideração o período 2020/2021, quando a variação dos preços chegou a 10,06%, as cinco capitais nas quais o patamar de endividamento da população se apresenta mais elevado são Brasília, Florianópolis, Recife, Curitiba e Vitória.

O estudo leva em consideração a tomada de empréstimos para o pagamento de débitos, juros e seguros com dívidas pessoais e prestação de financiamento de imóveis. Em todas as capitais e no Distrito Federal, verificamos variação de cerca de 17% no ticket per capita com esse tipo de gasto, quando comparados os anos de 2021 e 2020 -, revela Susana Figoli, diretora de Inteligência de Mercado da Geofusion.

Segundo o levantamento, a média mensal de gasto per capita com esse tipo de despesa ficou em R$ 179,18 em Brasília; R$ 172,68, em Florianópolis; R$ 146,48, no Recife; R$ 145,98, em Curitiba, e R$ 126,44, em Vitória.

As capitais com menor nível de endividamento da população são Boa Vista (ticket médio mensal per capita de R$ 13,55), Belém (R$ 20,14), Teresina (R$ 21,80), Manaus (R$ 22,75) e Palmas (R$ 23,56).

São Paulo e Rio de Janeiro, as cidades mais populosas do país, mantiveram em 2021 ritmo de endividamento médio, sem grandes alterações. A capital paulista apresentou variação ligeiramente maior, com o ticket per capita mensal que passou de R$ 88,27 para R$ 100,24. Já na capital fluminense, o ticket per capita mensal foi de R$ 75,17 para R$ 88,51.