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Foto: Sebrae-PB

Paraíba gera saldo positivo de 3.895 postos com carteira assinada pelo sétimo mês seguido, aponta Caged

Estado acumula saldo de 21.755 postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2026, com resultado positivo nos cinco setores econômicos

6 de novembro de 2026

Paraíba gerou 3.895 empregos formais em setembro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (4/11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado paraibano em setembro.

O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo fechado o mês com saldo positivo de 1.876 vagas. Em seguida aparecem Comércio, com saldo de 735 postos, Indústria (586), Construção (501) e Agropecuária (197).

MUNICÍPIOS – João Pessoa foi o município paraibano com maior saldo de empregos formais em setembro, com 1.178 novas vagas com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Campina Grande (868), Santa Rita (295), Bayeux (157) e Sapé (149).

GÊNERO – No recorte por gênero, mulheres e homens registraram saldo positivo na Paraíba. Levando-se em conta as admissões e os desligamentos, os saldos apontam resultado positivo de 2.451 postos com carteira assinada preenchidos por homens e 1.444 vagas em relação às mulheres.

FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados na Paraíba no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 1.985 postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em setembro foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 2.913 vagas.

Números do Novo Caged setembro de 2026 - infográfico
No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2026, o país criou 1,24 milhão de novas vagas formais, representando um crescimento de 2,65%

 

NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 121.305 novos empregos com carteira assinada em setembro de 2026, conforme os dados do Novo Caged, divulgados nesta quarta-feira, 4 de novembro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 2,21 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2026, o país criou 1,24 milhão de novas vagas formais, representando um crescimento de 2,65%. Nos últimos 12 meses, no recorte entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o emprego cresceu em mais 787.073 postos, alta de 1,65%.

GRUPOS ECONÔMICOS – Em setembro, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com a abertura de 81.241 postos. O grupo foi impulsionado principalmente por atividades de Atividades Administrativas e Serviços Complementares (18.386); Saúde Humana e Serviços Sociais (15.403); e de Transporte, Armazenagem e Correio (13.240).

Em seguida aparecem os setores da Indústria (19.285), do Comércio (15.697) e da Construção (9.468). A Agropecuária registrou saldo negativo de -4.381.

UNIDADES DA FEDERAÇÃO – Em setembro deste ano, 26 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os destaques foram para São Paulo (19.391), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Em termos relativos, os maiores crescimentos foram em Alagoas, que registrou variação positiva de 2,47%, seguido pelo Amapá, com alta de 1,35%, e Roraima, que apresentou expansão de 1,23%.

REGIÕES — As cinco regiões do país apresentaram desempenho positivo na geração de empregos formais em setembro. O Nordeste lidera, com 49.142 novos postos, seguido do Sudeste (39.404); Norte (14.748), Sul (9.949) e Centro-Oeste (7.894).

GRUPOS POPULACIONAIS – No recorte populacional, as mulheres ocuparam a maioria das vagas formais geradas no país. Elas foram responsáveis por um saldo de 62.989 vagas, enquanto os homens fecharam o mês com 59.129 postos. A faixa etária com maior saldo positivo foi aquela de até 24 anos, com 106.293 postos.

No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo apresentaram o maior saldo, com 82.818 postos, seguido por pessoas com nível médio incompleto (17.258). Na análise por raça, os maiores saldos foram registrados entre os pardos (96.805), com os pretos tendo fechado o mês com 17.416 de saldo, brancos com 15.493, amarelos com 229 e indígenas com 80.

SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41. Na comparação com setembro de 2025, o salário médio registrou aumento de R$ 44,90 (+1,88%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.480,24 (2,09% acima da média geral), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.054,61 (15,4% menor que o valor médio).

GERAÇÃO DE EMPREGO – Para o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, os dados da geração de emprego com carteira assinada da Paraíba ao longo de 2026, que se mostram consistentes mês após mês e ano após ano, têm sido impulsionados por um conjunto de fatores econômicos, fiscais e estruturais do Estado, que tem dinamizado o mercado de trabalho local, mesmo com o cenário macroeconômico desafiador dos juros.

“A consistência na geração de empregos formais e a gestão fiscal equilibrada do Estado estão diretamente interligadas com os índices recordes de saldos de empregos nos últimos anos e a menor taxa de desocupação do Estado da série histórica. Fatores como a manutenção de contas equilibradas e o controle rigoroso das contas públicas vêm garantindo ao Estado capacidade de investimento com receita própria para realizar obras estruturantes (como rodovias, pontes, arcos, adutoras, equipamentos de saúde, educação e infraestrutura urbana), além de transmitir segurança jurídica e previsibilidade para empresas e investidores. Esses investimentos públicos funcionam como indutores diretos da atividade econômica e da construção civil, mas isso não seria possível sem a parceria imprescindível da iniciativa privada, que é o principal motor na geração de emprego, investimentos e dinamismo no mercado de trabalho. Com as contas em ordem, o governo consegue conceder incentivos e destravar projetos que estimulam setores estratégicos”, resumiu.

Fonte: Secom PB