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Foto: Divulgação

Casa OFFICINA integra arte paraibana à experiência de arquitetura, design e mobiliário

Curadoria reúne diferentes linguagens e olhares e aproxima nomes da cena cultural local do público

5 de novembro de 2026

Em mais de 700 m², no bairro de Manaíra, em João Pessoa, arquitetura, design, mobiliário e arte dividem espaço na Casa OFFICINA, showroom da OFFICINA cujo projeto é assinado pela arquiteta Larissa Vinagre. Criado para apresentar diferentes possibilidades de viver os espaços, o ambiente reúne obras de artistas paraibanos e aproxima a produção cultural do estado do universo do mobiliário de alto padrão.

A curadoria artística é assinada por Thiago Bruno, com a colaboração de Antônio Neves e Larissa, e reúne obras que expressam a diversidade da produção artística paraibana e sua conexão com as raízes da marca.

“O conceito da curadoria foi seguir a homenagem que a marca sempre faz às suas raízes paraibanas. Mostrar, através das visões de diferentes artistas, o que acontece na arte e na decoração local, que transita de um objeto artesanal a uma arte totalmente contemporânea, todas igualmente da terra e com uma estética capaz de dialogar com diferentes lugares, para além do Nordeste”, afirma Thiago Bruno.

A seleção reúne fotografias, pinturas, aquarelas, cerâmica e arte abstrata, com trabalhos que percorrem diferentes territórios da Paraíba. Algumas obras estão disponíveis para compra, enquanto outras integram o acervo da OFFICINA.

Paraíba em diferentes olhares

Entre as obras selecionadas está “Centro Histórico”, de Antonio David Diniz, que registra a arquitetura e a memória do Centro Histórico de João Pessoa. Do mesmo artista, “Teatro Santa Rosa” apresenta um dos principais símbolos culturais da capital.

A paisagem litorânea aparece em “O Canto do Mar”, de Marcello Vasconcelos, que registra um instante na praia de Lucena.

O arquiteto e artista Jonathan Guedes apresenta três aquarelas relacionadas ao litoral paraibano: “Cabo Branco”, “Entardecer” e “O Bem do Mar”. O artista também assina a série “Entre Luz e Memória”, dedicada ao Centro Cultural São Francisco. As cinco obras — “Cruzeiro”, “Nicho da Via-Sacra”, “Relógio do Sol”, “Fonte” e “Conjunto” — exploram elementos arquitetônicos, luz, paisagem e memória do conjunto histórico.

No Cariri paraibano, “Itaoca Cariri”, de Vladimir Azevedo, retrata uma formação rochosa do Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras. A paisagem da região também está representada em “Lajedo do Pai Mateus”, imagem licenciada que integra o acervo da OFFICINA.

A produção de Brunno Porto reúne três paisagens paraibanas. Em “Amanhecer”, o artista registra o Farol do Cabo Branco; em “Poente”, o Lajedo de Pai Mateus; e, em “Travessia”, o Caminho de Moisés, em Lucena, durante a maré baixa.

O sertão está representado em “Histórias Mínimas”, de Otto Cabral, fotografia realizada durante uma viagem pela Paraíba que registra crianças diante de um paredão de pedra.

Nascido em Catolé do Rocha (PB), Chico Ferreira tem mais de 40 anos de trajetória artística. Na Casa OFFICINA, apresenta os painéis “Janelas”, produzidos em cerâmica vitrificada e inspirados nas diferentes formas de expressão e identidade da sociedade contemporânea, e os três pratos da série “Cabeça”, que exploram a cabeça humana como símbolo dos pensamentos, do raciocínio e dos sonhos. As duas séries integram o acervo da OFFICINA.

A tradição artesanal e a religiosidade aparecem em “Terço”, de Felipe Lázaro, escultura de 1,80 metro produzida em argila natural. Já a arte abstrata está presente nas obras de Thiago Bruno, entre elas “Fragmentos”, da série “Linhas em Ascensão”, e o díptico da série “Linhas Sóbrias”. As pinturas exploram linhas, formas e texturas em composições que dialogam com a arquitetura e o design de interiores.

Danilo Meireles, artista visual e designer de interiores formado pelo IFPB, apresenta “Pôr do sol do Jacaré”, obra produzida com fios de cobre esmaltados sobre linho. Com uma técnica autoral de modelagem manual, o artista retrata a paisagem da Praia do Jacaré, em Cabedelo, em uma composição que relaciona arte, natureza e música ao fazer referência ao Bolero de Ravel, tradicionalmente executado durante o pôr do sol no local.

Arte integrada aos ambientes

Segundo Thiago Bruno, a presença das obras amplia a percepção dos ambientes e cria novas possibilidades de interação com os elementos que compõem a Casa OFFICINA. “Através das obras de arte, acreditamos que a percepção do ambiente se torna completa. É como se, ao analisar um quadro, acessássemos um lado da consciência que nos faz lembrar do jardim, perceber melhor a iluminação ou atentar para o detalhe de uma prateleira bem decorada. A arte tem esse poder”, afirma.

Para Soni Cassiano, sócia-diretora do Grupo OFFICINA, a presença dos artistas está relacionada à valorização da produção cultural paraibana.

“A Casa OFFICINA nasceu para inspirar e, para nós, a arte é parte fundamental dessa inspiração. Queremos mostrar a força da produção artística paraibana e criar um espaço em que esses trabalhos possam dialogar com a arquitetura, o design e o mobiliário. É uma forma de valorizar nossos artistas e, ao mesmo tempo, proporcionar ao público uma experiência rica”.

Além de disponibilizar o espaço, a Casa OFFICINA apoia a divulgação dos artistas e conta com uma equipe preparada para apresentar as obras aos visitantes. “A ideia é que o espaço seja uma plataforma de encontro. O cliente vem conhecer um móvel, mas pode sair daqui conhecendo um artista, uma história ou uma paisagem da Paraíba que ainda não conhecia. Para nós, essa troca tem muito valor”, conclui Soni Cassiano.

Fonte: Vivass Comunicação