Serviços na Paraíba ficam estáveis em agosto, mas crescem 5,1% em um ano
Pesquisa do IBGE mostra que o estado teve o quinto maior crescimento do país na comparação com agosto de 2025 e alta de 2,5% no acumulado de 2026
14 de outubro de 2026
Doze das vinte e sete unidades da federação assinalaram retração no volume de serviços em agosto de 2026, frente ao mês imediatamente anterior, acompanhando o decréscimo observado no resultado do Brasil (-0,1%), na série ajustada sazonalmente. Entre os locais com taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio da Bahia (-4,8%), seguido por Espírito Santo (-4,5%), Ceará (-3,1%), São Paulo (-0,1%) e Mato Grosso (-2,3%). Em contrapartida, Distrito Federal (3,7%) exerceu a principal contribuição positiva do mês, seguido por Minas Gerais (0,8%), Paraná (1,0%) e Rio de Janeiro (0,5%). Os estados da Paraíba e de Pernambuco, por sua vez, se destacaram pela estabilidade nesse indicador (não houve variação). Essas informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A estabilidade no volume de vendas de serviços paraibano representa uma desaceleração em relação ao resultado desse indicador para o mês de julho (1,3%) que, por sua vez, tinha crescido após dois meses consecutivos de queda (em maio e junho, as variações ficaram -3,8% e -0,6%, respectivamente).
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a expansão do volume de serviços no Brasil (0,6%) foi acompanhada por apenas 11 das 27 unidades da federação, ficando a Paraíba na 5ª colocação entre as que obtiveram as maiores variações positivas, com 5,1%. A contribuição positiva mais importante ficou com São Paulo (0,9%), seguido por Distrito Federal (9%), Bahia (8,3%), Minas Gerais (2,5%) e Rio de Janeiro (1,4%). Em sentido oposto, 16 unidades federadas tiveram variações negativas, com Mato Grosso (-8,3%), Ceará (-8%), Goiás (-4,5%) e Mato Grosso do Sul (-6,9%) lideraram as perdas do mês.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,7%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 15 das 27 unidades da federação também mostraram expansão no volume de serviços, ficando a Paraíba com variação de 2,5%, a 9ª maior do país. O principal impacto positivo ocorreu em São Paulo (3,1%), seguido por Distrito Federal (9,1%), Bahia (4%), Rio de Janeiro (0,6%), Santa Catarina (1,3%) e Mato Grosso (0,8%). Por outro lado, Ceará (-4,8%) registrou a influência negativa mais importante sobre o índice nacional, seguido por Amazonas (-4,4%), Goiás (-1,8%) e Mato Grosso do Sul (-2,3%).
No acumulado de 12 meses, frente aos 12 meses imediatamente anteriores, 19 unidades da federação tiveram variação positiva no volume de serviços, ficando a Paraíba com 3,9%, a 4ª maior taxa do país e superior que a média brasileira, de 2,2%. Os avanços mais significativos foram registrados no Distrito Federal (9%), São Paulo (3,6%), Mato Grosso (3,1%), Bahia (2,2%) e Rio de Janeiro (1,7%). Por outro lado, em 7 estados a variação foi negativa, havendo estabilidade em Minas Gerais (0%).

