Economia criativa: inovação e estratégia transformam o mercado de eventos
Regina Amorim destaca o papel da criatividade, da tecnologia e da inteligência de mercado na criação de eventos inovadores e na construção de propostas de patrocínio com valor para as marcas
13 de outubro de 2026
No mundo corporativo, pensar criativamente, inovar e propor soluções, passa a ser o caminho para competir e vencer. Como estratégia e visão dos países em desenvolvimento, a economia criativa atrai e estimula a atuação de inovadores, sem precisar saturar o mercado com os mesmos produtos e serviços. A economia criativa tem o poder de transformar, mudar, somar ou dividir. Com ela, o ganho de competitividade nasce de uma boa ideia e do engajamento dos talentos criativos.
A conexão entre atores sociais, possibilita desenvolver excelentes parcerias, onde a criatividade e o conhecimento são impulsionados e trazem benefícios para todos, de forma igualitária. Os principais atores sociais são as instituições públicas e privadas que têm capacidade de interferir, tomar decisões e promover mudanças na sociedade ou em políticas públicas.
Os setores como eventos, turismo e entretenimento navegam por esses caminhos da economia criativa, gerando valores, enxergando a cultura do lugar e a criatividade como estratégias para o desenvolvimento, unindo cada vez mais os setores social, econômico e cultural. Os eventos criativos transbordam para outros setores, tais como pesquisa, marca, conhecimento, criatividade, design, inteligência artificial, criando um ciclo virtuoso da economia criativa.
No workshop sobre Tecnologia em Eventos e Estratégia realizado pela SEBRAE-PB, foi possível experienciar temáticas atualizadas e relevantes para o desenvolvimento de um evento exitoso, desde o design de eventos, IA para eventos, inteligência de mercado para eventos, novos negócios aplicados a eventos, até as novas estratégias para eventos. A cocriação e a colaboração também foram discutidos com profundidade, trazendo novos elementos e nova jornada para os empreendedores da área.
O caminho a ser seguido pelos organizadores de eventos é trabalhar o inesperado, o imprevisível e o inexistente, para ter os melhores insights que transformarão o mundo dos eventos, e com eles as pessoas, as tecnologias e as experiências entregues. Criar eventos inovadores, transformadores e memoráveis é a melhor proposta. Estar em sintonia com a mercado de eventos nos tempos atuais é descobrir as tendências do presente e do futuro para mergulhar em um ambiente de possibilidades e criar eventos, que farão sua empresa se diferenciar no mercado.
Mas você também precisa querer esse diferencial. Viver uma jornada contínua e desafiadora, um exercício de imaginação, criatividade, inovação e muito trabalho. Os eventos devem acontecer para inspirar e gerar conhecimento, celebrar conquistas, descobrir novas ideias e melhores práticas, inovar e proporcionar conexões estratégicas. Isso só será possível com autoatendimento, avaliação das necessidades, tecnologia para ganhar escala, como exemplo a engenharia de Prompt para estruturar perguntas e guiar inteligências artificiais.
Quais experiências de eventos poderiam ter sido melhores se você tivesse mais informações? Essa capacidade de extrair informações, analisar, resolver problemas, aprender com a experiência e adaptar-se a novos contextos é o que denominamos de Inteligência de mercado. Marcas entram em eventos para construir reputação, gerar conexão emocional, posicionar valores, acessar comunidades específicas, criar presença, interação, ser lembrada, ter significado.
O posicionamento da marca patrocinadora em eventos não é apenas sobre vender hoje, mas como ser desejado no futuro. Se você não entende a marca do possível patrocinador, você não tem o que vender. A marca não compra espaço, compra valor. Para construir uma proposta de valor é preciso ter a clareza de que o seu evento faz sentido para a marca. Os patrocínios devem estar alinhados às práticas ESG – ambientais, sociais e de governança, pois ampliam o valor percebido pelas marcas, a sua coerência e o seu propósito. Antes de apresentar qualquer proposta, entenda a marca, seus objetivos, seu público, seu território. O futuro dos eventos compreende as experiências, ricas e personalizadas, que produzem mais engajamento e conexão, mais relevância e significado para as pessoas, de diferentes públicos.

Foto: Linkedin
Sobre Regina Amorim
É gestora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae/PB. Formada em Economia pela UFPB, 1980, com Especialização em Gestão e Marketing do Turismo pela UNB – Universidade de Brasília e com Mestrado em Visão Territorial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Valência – Espanha e Universidade Corporativa SEBRAE.
Fonte: Regina Amorim