Os maiores percentuais foram registrados no Ceará, onde 81% dos MEI disseram que a formalização ajudou a aumentar as vendas, Mato Grosso (80%), Piauí (80%) e Distrito Federal (79%).
Principais motivos para a formalização entre os MEI
- Emissão de nota fiscal: 32%
- Acesso a benefícios do INSS: 27%
- Evitar problemas com a fiscalização:17%
Os dados reforçam o que já havia sido apontado pela pesquisa Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua, que o Sebrae divulgou em agosto, apontando que o rendimento de empreendedores com CNPJ chega a ser quase três vezes maior que o dos trabalhadores informais. “Quem formaliza pode aumentar a sua renda em até 25%. A formalização permite acesso a crédito, participação em licitações e vendas para mais empresas, por exemplo. E não podemos esquecer das compras públicas em que há uma série de oportunidades’, Décio Lima, presidente do Sebrae
Entre as micro e pequenas empresas, para três em cada quatro empresários (75%), a abertura da empresa representou aumento de renda. Os estados com maior percentual dessa resposta são Amazonas (82%), Piauí (82%) e Mato Grosso do Sul (81%).
Principais motivos para abrir uma empresa entre as MPE
- Desejo de ter uma empresa formal: 29,5%
- Possibilidade de emitir nota fiscal:14%
- Ser dono do próprio negócio: 11,7%
Preferência pelo empreendedorismo
Antes de se registrar como MEI, 57% trabalhavam com carteira assinada. Outros 11% atuavam como empreendedores informais e 9% como empregados sem carteira. A pesquisa do Sebrae mostra também o interesse na continuidade de atuação empreendedora. Mais de 68% dos microempreendedores individuais não aceitaria fechar sua empresa caso recebesse proposta para trabalhar como funcionário em sua área de atuação, ganhando o mesmo que fatura enquanto empreendedor.
A preferência por se manter no empreendedorismo é maior entre aqueles que abriram uma empresa por oportunidade: nesse caso, apenas 18% dos MEI voltariam a ser funcionários. Já entre os que abriram um negócio por necessidade, 43% dos MEI aceitariam fechar a empresa para voltar a ser funcionário.
No universo das microempresas e empresas de pequeno porte, antes de abrir o próprio negócio, metade dos entrevistados trabalhava como empregado com carteira assinada. Já 10% trabalhavam como empreendedores informais, e 9% como MEI. A grande maioria dos empresários de MPE (80%) não fecharia o negócio para trabalhar como funcionários recebendo o mesmo que faturam atualmente.
