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Foto: Reprodução/TV Sergipe

Paraíba lidera produção extrativa no país e registra forte crescimento em dez anos

Dados do IBGE mostram avanço da produção extrativa paraibana e destacam o crescimento de diferentes produtos ao longo da última década

24 de setembro de 2026

A Paraíba manteve a liderança nacional na produção extrativa de mangaba em 2025, com um total de 907 toneladas, apesar da leve queda de 0,8% em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada nesta quinta-feira (24) pelo IBGE. Em dez anos, a produção estadual de mangaba cresceu expressivos 268,7%.
O estado lidera a produção nacional do fruto, à frente do Rio Grande do Norte (605 toneladas), Minas Gerais (387 toneladas) e Sergipe (301 toneladas). Em nível municipal, os maiores produtores foram Rio Tinto, com 300 toneladas, Baía da Traição, com 283 toneladas, e Marcação, com 178 toneladas, todos localizados no litoral norte paraibano. A extração vegetal refere-se à coleta de produtos da natureza, como frutos, madeira, fibras e sementes, sem a realização de plantio ou cultivo.
Já a produção de umbu apresentou o crescimento mais expressivo entre os produtos alimentícios da extração vegetal no período de dez anos. A quantidade produzida passou de 80 toneladas, em 2016, para 2.343 toneladas, em 2025, um avanço de 2.828,8%. O crescimento mais intenso ocorreu a partir de 2022, quando a produção superou a marca de 1,8 mil toneladas. Em comparação com 2024, o aumento foi de 1,8%.
A Paraíba ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de umbu do país, atrás apenas de Minas Gerais (6.351 toneladas) e Bahia (5.716 toneladas). Os municípios paraibanos com maior produção extrativa do fruto foram Olivedos, com 483 toneladas, Juazeirinho, com 470 toneladas, e São Vicente do Seridó, com 420 toneladas.
Em 2025, a pesquisa registrou pela primeira vez produção de cajá na série histórica da Paraíba, totalizando 514 toneladas. Com esse volume, o estado aparece como o terceiro maior produtor nacional do fruto, atrás do Ceará (774 toneladas) e do Tocantins (583 toneladas). Os principais municípios produtores foram Riachão do Bacamarte, com 210 toneladas, Serra Redonda, com 50 toneladas, e Bananeiras, com 43 toneladas.
Em relação à castanha-de-caju, a produção extrativa estadual apresentou comportamento mais instável ao longo da série histórica. Após atingir o pico de 520 toneladas em 2020, o volume recuou gradualmente até alcançar 268 toneladas em 2025. A Paraíba ficou na terceira colocação nacional, atrás da Bahia (608 toneladas) e de Pernambuco (520 toneladas). Na comparação com 2024, a produção caiu 13,5%, mas ainda acumula crescimento de 23,5% em relação a 2016. Os municípios paraibanos com maior produção de castanha-de-caju em 2025 foram Jacaraú, com 50 toneladas, Rio Tinto, com 15 toneladas, e Baía da Traição, com 14 toneladas.
Ao analisar os grandes grupos de produtos, a produção extrativa vegetal de alimentos na Paraíba alcançou 4.054 toneladas em 2025, crescimento de 1,0% em relação ao ano anterior. Em dez anos, o aumento foi de 646,6%, passando de 543 toneladas, em 2016, para o volume atual.
A produção de cera de carnaúba apresentou retração de 6,7% em comparação com 2024. No segmento energético, tanto o carvão vegetal quanto a lenha registraram quedas de 5,5% e 4,1%, respectivamente, no último ano. Ainda assim, acumulam crescimentos de 16,4% e 41,0% ao longo dos últimos dez anos. Já a produção de madeira em tora atingiu seu maior nível da série histórica em 2025, com 5.800 metros cúbicos, resultado 57,6% superior ao registrado em 2024.
Apesar do avanço observado em diversos produtos extrativos, a Paraíba registrou valor de produção de R$ 30,8 milhões em 2025, ocupando a 19ª posição no ranking nacional da extração vegetal. Entre os estados do Nordeste, ficou à frente apenas de Alagoas, com R$ 8,4 milhões, e Sergipe, com R$ 3,0 milhões. No cenário nacional, o Pará liderou com valor de produção de R$ 2,86 bilhões, seguido por Mato Grosso (R$ 705,3 milhões) e Paraná (R$ 639,4 milhões).
Valor da produção na silvicultura recua 26,7% em um ano
A silvicultura compreende o cultivo e o manejo de florestas plantadas destinadas à produção de madeira, lenha, carvão vegetal e outros produtos florestais. Em 2025, o valor da produção da atividade na Paraíba caiu de R$ 1,37 milhão para R$ 1,0 milhão, uma redução de 26,7% em relação ao ano anterior. Com esse resultado, o estado ocupou a 24ª posição no ranking nacional.
Entre os produtos da silvicultura, a produção de lenha recuou 10,3% em 2025, totalizando 4.010 metros cúbicos, após o forte crescimento registrado em 2024. A produção de lenha de eucalipto caiu 51,2%, encerrando o ano em 210 metros cúbicos, enquanto a lenha proveniente de outras espécies recuou 5,9%, alcançando 3.800 metros cúbicos.
O carvão vegetal apresentou queda ainda mais intensa, de 62,5%, passando de oito para três toneladas. Já a produção de madeira em tora diminuiu 17,6%, totalizando 3.403 metros cúbicos. Houve retração tanto na madeira destinada à produção de papel e celulose (-23,4%) quanto na madeira destinada a outras finalidades (-4,6%).
Fonte: IBGE