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exportações
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Exportações do Nordeste somam US$ 3 bilhões em agosto, maior valor do ano

Região registra superávit de US$ 141,9 milhões; China foi o principal destino, seguida por Estados Unidos e Espanha, segundo dados do Data Nordeste

15 de setembro de 2026

As exportações do Nordeste somaram US$ 3 bilhões em agosto, o maior valor mensal registrado pela Região em 2026. As importações chegaram a US$ 2,87 bilhões, resultando em superávit de US$ 141,9 milhões na balança comercial. Os dados são do Data Nordeste, plataforma de dados da Sudene. O resultado contrasta com agosto de 2025, quando o Nordeste registrou déficit de US$ 500 milhões. A diferença entre os dois saldos foi de US$ 641,9 milhões. Agosto foi o terceiro mês de 2026 com resultado positivo na balança comercial nordestina, depois de abril e junho.

 

O mês também marcou o primeiro período completo sob vigência das novas medidas tarifárias dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. As medidas norte-americanas começaram a produzir efeitos em julho e estabeleceram sobretaxas adicionais para determinados produtos brasileiros, com exceções previstas na regulamentação.

 

A China foi o principal destino das exportações nordestinas em agosto, com US$ 797,6 milhões em compras. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com US$ 432 milhões, e a Espanha, com US$ 283,7 milhões. Na comparação com agosto de 2025, as exportações para os três mercados cresceram. As vendas para a China passaram de US$ 518,6 milhões para US$ 797,6 milhões. Para os Estados Unidos, subiram de US$ 233,9 milhões para US$ 432 milhões.

 

A Espanha apresentou o maior avanço entre os três países. O mercado, que ocupava a quinta posição entre os principais destinos em agosto do ano passado, recebeu US$ 283,7 milhões em produtos nordestinos, contra US$ 102,6 milhões no mesmo mês de 2025.
De acordo com a Coordenação de Avaliação e Estudos da Sudene, o comércio exterior para a Espanha teve como principais motores os setores agropecuário e da indústria extrativa, responsáveis por US$ 133,3 milhões e US$ 42,4 milhões em exportações, respectivamente. Entre os produtos, a soja consolidou-se como o grande destaque de expansão ao atingir US$ 118,3 milhões negociados (uma alta de 85,7% frente aos US$ 63,7 milhões registrados em agosto de 2025). Completam a pauta de exportação os sulfetos de minério de cobre e seus concentrados (US$ 42,2 milhões), o café (US$ 8,1 milhões) e os bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja (US$ 6,0 milhões).

 

Entre os grupos de produtos exportados, os itens do reino vegetal apresentaram o maior valor, com cerca de US$ 1 bilhão. A Bahia respondeu por aproximadamente US$ 500 milhões desse montante, seguida pelo Maranhão, com US$ 300 milhões. A soja produzida na região do Matopiba teve destaque, com US$ 766 milhões em exportações, principalmente para a China.

 

Entre os municípios, Luís Eduardo Magalhães (BA) e Balsas (MA) registraram os maiores valores exportados, com US$ 280,6 milhões e US$ 172,1 milhões, respectivamente.

 

Os produtos minerais aparecem na sequência, com US$ 500 milhões em exportações. O petróleo foi o principal produto desse grupo, com US$ 360,8 milhões. O terceiro maior valor foi registrado pelo grupo de metais comuns e suas obras, com US$ 249,2 milhões. O Ceará respondeu por US$ 220 milhões desse montante.

 

Importações
Nas importações, o Nordeste comprou US$ 2,87 bilhões do mercado internacional em agosto. Os Estados Unidos foram o principal fornecedor, com US$ 1 bilhão em vendas para a Região, seguidos pela China, com US$ 664,3 milhões, e pela Índia, com US$ 137 milhões.

 

Os produtos minerais foram os itens mais importados pelo Nordeste, seguidos por máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes. Entre os municípios, Camaçari (BA), Ipojuca (PE) e São Luís (MA) apresentaram os maiores valores de importação.

Fonte: Sudene