Nordeste registra alta de 15% nos lançamentos imobiliários no primeiro semestre
Dados serão apresentados pela Abrainc em encontro com incorporadores no Recife; região também contabilizou crescimento de 4% nas unidades vendidas
26 de agosto de 2026
A ABRAINC, Associação Brasileira de Incorporadoras, reunirá empresários e lideranças do setor nesta quarta-feira, 26, no Recife. Durante o encontro, promovido pela entidade em parceria com Enerst Yang, serão apresentados dados que mostram que o Nordeste registrou 46,9 mil unidades lançadas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado e acima da média nacional. A reunião também discutirá o cenário econômico, as condições de crédito e funding, reforma tributária e as perspectivas do mercado imobiliário.
Os lançamentos na região movimentaram R$ 19,7 bilhões, alta de 4%. As vendas alcançaram 49,2 mil unidades, avanço de 4%, e totalizaram R$ 22,3 bilhões. O resultado foi puxado principalmente pelos imóveis econômicos e compactos, cujos lançamentos aumentaram 30% e 21%, respectivamente.
“O Nordeste vem ampliando sua participação no mercado imobiliário e demonstra demanda consistente por moradia. O encontro permitirá aproximar a ABRAINC dos incorporadores da região e construir soluções capazes de transformar essa demanda em investimentos, empregos e desenvolvimento”, afirma Luiz França, presidente da entidade.
Entre as capitais nordestinas, o Valor Geral de Vendas (VGV) avançou 10%, chegando a R$ 15,7 bilhões. Pernambuco foi o segundo estado da região em número de lançamentos, com 9,4 mil unidades. Recife respondeu por 3 mil unidades lançadas e movimentou aproximadamente R$ 2 bilhões em vendas.
Os indicadores mostram comportamentos distintos entre os segmentos. Enquanto os lançamentos de imóveis econômicos avançaram, o médio e alto padrão registrou redução de 17% nas unidades lançadas e de 19% nas vendas no Nordeste.
A Pesquisa de Confiança da ABRAINC reforça esse cenário: 95% das empresas consultadas pretendem lançar empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida nos próximos 12 meses, ante 75% no médio e alto padrão. A intenção de adquirir terrenos chega a 92% no MCMV e a 56% entre as empresas voltadas ao médio e alto padrão.
“Há confiança e disposição para investir, especialmente no segmento econômico. Ao mesmo tempo, os juros elevados e as limitações de funding exigem maior cautela no médio e alto padrão. Precisamos avançar em novas fontes de financiamento para que o mercado cresça de maneira equilibrada e atenda diferentes perfis de famílias”, conclui França.
Fonte: Assessoria

