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e-commerce, consumo, prime day, domínios falsos
Foto: Banco de Imagens

Apenas 0,6% dos lançamentos de bens de consumo atingem desempenho mínimo no Brasil

Levantamento apresentado no (IN) Motion 2026 mapeia mais de 400 mil itens lançados nas gôndolas brasileiras entre 2023 e 2025 e mostra que inovações de novos atributos vendem 3 vezes mais e permanecem 3 vezes mais tempo no mercado

19 de agosto de 2026

A Scanntech, empresa de inteligência de dados para o varejo e a indústria de bens de consumo de alto giro (FMCG), apresenta no (IN) Motion 2026 o estudo “(IN) Nova 360°”, que analisa mais de 400 mil itens lançados nas gôndolas do varejo brasileiro entre 2023 e 2025. O levantamento serve de base para a metodologia do Prêmio (IN) Nova, entregue pela companhia durante o evento.

O ponto de partida do estudo é um contraste conhecido pelo mercado, mas que os dados tornam mais nítido: os lançamentos dos últimos três anos representam 29,1% de todos os SKUs disponíveis nas gôndolas, mas respondem por apenas 16,8% das vendas. É uma diferença de 12,3 pontos percentuais entre a participação no número de itens e a participação no faturamento. Ainda assim, esses mesmos lançamentos são responsáveis por 86% de todo o crescimento do mercado no período.

O funil da inovação de novos atributos

Dos mais de 400 mil novos itens que chegaram às gôndolas entre 2023 e 2025, apenas 2.431, ou 0,6% do total original, superaram os critérios mínimos de giro, distribuição e nota de performance.

Entre os que ultrapassaram essa barreira, apenas 277 itens, ou 11% do grupo, foram classificados como trazendo inovações de atributo. Os outros 89%, equivalentes a 2.154 itens, foram classificados como inovações comerciais ou de marketing, como novas embalagens, extensões de linha ou variações de portfólio sem alteração relevante nas características do produto.

“A maior parte do que chamamos de lançamento no varejo brasileiro é, na prática, uma inovação de marketing ou comercial. A inovação de atributo é rara e representa menos de três em cada mil itens lançados. É esse recorte que o Prêmio (IN) Nova reconhece e celebra. Afinal, são as inovações que transformam a categoria que deixam um legado para o mercado” , ressalta Mario Ruggiero, Vice-Presidente para Indústrias na Scanntech.

O estudo também acompanha a curva de sobrevivência dos lançamentos ao longo do tempo. Apenas 26,3% dos itens lançados entre 2023 e 2025 continuam disponíveis nas gôndolas após 24 meses.

Entre as inovações de atributo, porém, a permanência é quase três vezes maior: 74% continuam no mercado após o mesmo intervalo, ante 26,3% da média geral dos lançamentos.

A vantagem da inovação de novos atributos aparece também nos demais indicadores analisados: as vendas são três vezes maiores; os índices de distribuição e retenção, 1,1 vez maiores; a incrementalidade, duas vezes maior; e a geração de valor, 1,7 vez maior em comparação com a média dos outros lançamentos.

Por categoria, a relação entre vendas e quantidade de SKUs também favorece a inovação de atributos. Em alimentos, por exemplo, inovações comerciais vendem proporcionalmente menos do que sua importância em volume de itens (-12%) enquanto inovações de atributos vendem 79% mais ; em perfumaria, a diferença vai de -25% para +37%.

Onde a indústria ainda pode inovar

Ao mapear a frequência dos principais vetores de inovação, o estudo mostra que os “novos sabores” lideram entre os motivos mais comuns para os lançamentos, seguidos por “saudabilidade e funcionais” e “praticidade e conveniência”. Os dados apontam para um consumidor que busca bem-estar, experiência sensorial, mas sem abrir mão de soluções práticas para a rotina.

Já “redução calórica e restrições” apresenta o maior índice de produtividade, com as vendas mais de 300% acima de sua proporção em quantidade de itens, frente a uma média de +10% entre todos os outros tipos de atributos analisados. Esse resultado sugere que o tema ainda representa uma oportunidade pouco explorada pela indústria.

“O cenário revela que a inovação mais relevante para a indústria está na capacidade de combinar experimentação, saudabilidade e conveniência, sem perder de vista territórios ainda pouco explorados, como a redução calórica”, afirma Ruggiero.

Sobre o estudo

O estudo “(IN) Nova 360°” é apresentado durante o (IN) Motion 2026 e utiliza dados do Scann IN Nova, da Scanntech, referentes ao período do primeiro semestre de 2023 ao segundo semestre de 2025, complementados pela base de finalistas do Prêmio (IN) Nova nas edições de 2024, 2025 e 2026. O levantamento é a base metodológica para a 3ª edição do Prêmio (IN) Nova, que a Scanntech entrega durante o evento.

Fonte: Assessoria