Azul registra receita recorde de R$ 5 bi no segundo trimestre de 2026 e eleva seu NPS em 26 pontos
Companhia aérea também reduziu a dívida em R$ 13 bilhões e elevou o índice de satisfação dos clientes em 26 pontos
14 de agosto de 2026
Azul registra receita recorde de R$ 5 bilhões no segundo trimestre, lidera em índices operacionais
Disciplina na gestão da capacidade permitiu preservar rentabilidade em um trimestre marcado pela alta no preço do combustível
São Paulo, 13 de agosto de 2026 – A Azul (B3: AZUL3; NYSE: AZUL), maior companhia aérea em número de destinos atendidos no Brasil, encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com receita operacional recorde de R$ 5,0 bilhões para este período. O RASK atingiu R$ 43,41 centavos, crescimento de 12,7% na comparação anual e recorde para um segundo trimestre.
A evolução reflete a estratégia comercial da Companhia de priorizar Clientes e mercados de alto valor, além da contribuição crescente de suas unidades de negócio, que representaram 21% do RASK no trimestre. Tal contribuição é relevante principalmente em momentos de desafios externos, uma vez que as unidades de negócio apresentam resiliência diferenciada e trazem faturamento recorrente para a Azul. A receita de produtos premium avançou 12,4% no período, mesmo com a redução de 10,6% na capacidade total, reforçando as medidas da Azul para buscar maior qualidade de receita e rentabilidade.
Disciplina de capacidade diante de cenário desafiador
A Azul registrou EBITDA de R$ 510,1 milhões, com margem de 10,2%, mesmo com o segundo trimestre sendo historicamente um dos períodos mais desafiadores em relação à sazonalidade, custo e rentabilidade. Em 2026, o período foi impactado pelo forte aumento dos preços de combustível e por eventos mundiais que influenciaram na demanda.
Diante desse cenário, a Azul adotou uma estratégia disciplinada de alocação de capacidade, especialmente nas operações internacionais, concentrando sua oferta nos mercados mais rentáveis. A medida contribuiu para preservar os níveis de receita unitária e maximizar o caixa.
O yield chegou a R$ 49,43 centavos, alta de 12,9%, enquanto o PRASK avançou 11,4%, para R$ 39,77 centavos. O ambiente de custos, entretanto, permaneceu pressionado. O preço do combustível aumentou 61,8% na comparação anual, levando o CASK a R$ 44,80 centavos, alta de 26,0%. O combustível passou a representar aproximadamente 38% das despesas operacionais da Companhia, ante cerca de 30% no 2T25.
Estrutura de capital mais forte após a reestruturação
A Azul encerrou o trimestre com R$ 3,7 bilhões em caixa e recebíveis, 11,2% acima do registrado no 2T25 e equivalente a 16,6% da receita dos últimos 12 meses.
A Companhia também avançou de forma significativa na desalavancagem após a conclusão de sua reestruturação financeira. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a dívida total foi reduzida em R$ 13,0 bilhões.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA e considerando a liquidez disponível, ficou em 2,8 vezes, uma redução de 2,3 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, a Companhia levantou R$ 330 milhões por meio do programa de crédito para o setor aéreo e poderá acessar até R$ 4,6 bilhões em financiamentos de longo prazo em reais a taxas atrativas. Esses recursos podem ampliar a liquidez da companhia, reduzir sua exposição cambial e apoiar sua estratégia de desalavancagem.
“O segundo trimestre mostra a capacidade da Azul de executar seu plano de negócio com disciplina, mesmo em um ambiente desafiador. Seguimos priorizando a rentabilidade, ajustando a capacidade à demanda e fortalecendo nossa estrutura de capital, ao mesmo tempo em que avançamos na renovação da frota, na eficiência operacional e na experiência dos nossos Clientes. Os resultados refletem uma estratégia clara, focada em gerar valor de forma sustentável e preparar a Azul para um novo ciclo com ainda mais solidez”, afirma John Rodgerson, CEO da Azul.
Avanço operacional e experiência do Cliente
Os resultados do trimestre refletem também a evolução operacional da Companhia e os investimentos contínuos na melhoria da experiência de viagem do Cliente. Durante o segundo trimestre, a Azul deu sequência ao fortalecimento de sua frota com o recebimento de novas aeronaves, ampliando sua eficiência, confiabilidade operacional e capacidade de execução de sua estratégia de longo prazo.
Esse avanço operacional contribuiu para a melhora consistente da jornada dos Clientes e dos indicadores de satisfação. No segundo trimestre do ano, a companhia elevou seu índice de satisfação (NPS) em 26 pontos. A evolução desses indicadores foi acompanhada por ganhos relevantes de desempenho operacional.
Após o encerramento do trimestre, a Azul retomou a liderança em pontualidade na América Latina, sendo reconhecida pela Cirium como a companhia aérea mais pontual da região em julho. Além disso, a empresa foi a mais pontual no Brasil em dois dos três meses do trimestre (abril e junho). O reconhecimento reforça o compromisso da Companhia com uma operação cada vez mais eficiente e com a oferta de uma experiência de viagem confiável e consistente para seus Clientes.
Segundo semestre com foco em rentabilidade e geração de caixa
A Azul inicia o segundo semestre com uma estrutura de capital mais robusta, uma operação mais eficiente e avanços consistentes nos indicadores de satisfação dos Clientes. A Companhia também passou a contar com uma frota fortalecida após o recebimento de novas aeronaves ao longo do ano, ampliando sua competitividade e capacidade de execução.
Com os principais pilares de seu plano de transformação em andamento, a estratégia segue concentrada na maximização da rentabilidade, na alocação disciplinada de capacidade, no fortalecimento das receitas premium e na geração de caixa. O foco permanece em consolidar os ganhos operacionais conquistados nos últimos meses e criar bases sólidas para o atingir as metas de longo prazo da Companhia.
Fonte: Agência Brasil
