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Foto: Divulgação/B3

B3 ajusta paridade e mais de 100 BDRs passam a ter preço unitário mais acessível, entre R$ 50 e R$ 100

Lista inclui nomes como SAP, GE Aerospace, KLA, T-Mobile, McKesson e Analog Devices

28 de julho de 2026

A B3, a bolsa do Brasil, deu início aos ajustes de paridade em mais de 100 BDRs de empresas internacionais, com o objetivo de ampliar o acesso de investidores pessoa física a ativos globais negociados no mercado brasileiro. Com a mudança, a expectativa é que o preço unitário desses recibos fique mais acessível, aproximando parte desses ativos da faixa entre R$ 50 e R$ 100 por unidade.

 

Ao todo, 101 BDRs passarão pelo ajuste de paridade. A implementação será realizada em quatro etapas: a Tranche 1, com vigência em 27 de julho; a Tranche 2, em 10 de agosto; a Tranche 3 em 17 de agosto; e a Tranche 4 em 24 de agosto. A lista contempla empresas de diferentes setores da economia global, como tecnologia, indústria, saúde, comunicação, serviços financeiros, energia, utilidades, alimentos e consumo. Entre elas estão SAP SE (SAPP34), referência global em software corporativo; GE Aerospace (GEOO34), ligada ao setor aeroespacial; KLA Corp (K1LA34), do segmento de semicondutores; Trane Technologies (I1RP34), McKesson (M1CK34), Analog Devices (A1DI34), T-Mobile US (T1MU34), Philip Morris International (PHMO34), Parker-Hannifin (P1HC34) e The Progressive Corp (P1GR34).

 

BDRs, sigla para Brazilian Depositary Receipts, são certificados negociados no Brasil que representam ativos emitidos no exterior, como ações de companhias estrangeiras. Na prática, eles permitem que o investidor acesse empresas globais diretamente pela B3, em reais, por meio da corretora ou do home broker, sem a necessidade de abrir conta fora do país.

 

A paridade é a relação entre o BDR negociado no Brasil e o ativo original no exterior. Em termos simples, ela indica quantos BDRs correspondem a uma ação da companhia estrangeira. Quando essa relação é ajustada para uma quantidade maior de BDRs por ação, o valor econômico total da posição permanece equivalente, mas cada recibo passa a representar uma fração menor do ativo original. Com isso, o preço unitário do BDR tende a ficar mais baixo, tornando a entrada mais acessível para o investidor de varejo.

 

Nas datas previstas para cada tranche, a mudança será operacionalizada por meio de um evento de desdobramento para os investidores que já possuem esses BDRs em carteira. Isso significa que a posição será ajustada para refletir a nova paridade, mantendo a equivalência econômica da aplicação.

 

“Nosso objetivo é tornar o acesso a empresas globais cada vez mais simples e compatível com a realidade do investidor brasileiro. Ao ajustar a paridade de BDRs com preços unitários mais elevados, ampliamos a possibilidade de diversificação internacional dentro do ambiente regulado, transparente e em reais da B3”, afirma Ricardo Campanhã, gerente do Banco B3.

 

Na prática, a forma de negociação não muda. O investidor continua podendo comprar e vender BDRs pela corretora, da mesma maneira que negocia ações, ETFs ou fundos imobiliários. Basta buscar o ativo pelo ticker ou nome de pregão na plataforma, avaliar se o produto é adequado ao seu perfil e enviar a ordem de compra ou venda.

 

Exemplos de alguns BDRs contemplados pela mudança (confira e baixe a lista completa aqui)

Empresa Ticker Paridade atual Nova paridade
SAP SE SAPP34 1:1 1:14
GE Aerospace GEOO34 1:1 1:20
KLA Corp K1LA34 1:4 1:20
Trane Technologies I1RP34 1:2 1:40
McKesson Corp M1CK34 1:4 1:64
Analog Devices Inc A1DI34 1:2 1:40
T-Mobile US Inc T1MU34 1:2 1:14
Philip Morris International PHMO34 1:2 1:16
Parker-Hannifin Corp P1HC34 1:4 1:80
The Progressive Corp P1GR34 1:2 1:20
Fonte: Assessoria