Exposição de Danielle Travassos celebra a beleza e a memória do Centro Histórico
Mostra ‘Recortes de um passado recente’ reúne cerca de 40 obras no Hotel Globo e integra a programação da Festa das Neves
23 de julho de 2026
A Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope) abre, nesta sexta-feira (24), a partir das 16h, no Hotel Globo, a exposição ‘Recortes de um passado recente’, da artista visual Danielle Travassos. Ao todo, estarão expostas cerca de 40 obras, entre elas, pinturas e fotografias que mostram recortes de imagens do Centro Histórico. A mostra integra a programação da Festa das Neves e a visitação segue até 24 de agosto.
“Essa exposição tem um caráter muito especial porque ela constrói um olhar sobre a cidade de João Pessoa que, este ano, completa 441 anos de existência e tem uma longa história, com identidade cultural e popular muito forte. Durante todo esse ciclo de comemoração do aniversário de João Pessoa, nós estamos dedicando homenagens de diversos tipos, com diversas linguagens”, iniciou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
Ele afirmou que o aniversário é celebrado também do ponto de vista das artes visuais e das artes plásticas. “A exposição da Danielle tem essa contribuição ali no Hotel Globo, um ambiente muito visitado e bem frequentado pelo morador de João Pessoa e pelo turista, de maneira que teremos um período de 30 dias que possa colocar sob a atenção do nosso olhar as imagens e as histórias, memórias e identidades da nossa querida cidade”, acrescentou.
A artista visual Danielle Travassos explicou que a exposição ‘Recortes de um passado recente’ traz recortes e imagens de regiões do Centro Histórico de João Pessoa, espaço que sempre foi objeto de seus trabalhos de pesquisa e criação.
“Como foi uma exposição que coincide com o aniversário da cidade, me apropriei apenas de enquadramentos que nos remetem à memória de nossa história, de nossa biografia. Inclusive, separei uma sala para mostrar as grades de ferro fundido que, na época, eram feitas por escravos e eles inseriam desenhos africanos como forma de se comunicar. Isso também faz parte da nossa história e poucos falam”, comentou.
Sobre a mensagem que busca passar para o público, ela conta que a ideia é fazer um passeio no tempo: “Gosto de fazer com que as pessoas viagem pelo passado, que vejam nas imagens, nas fotografias, pinturas, frottagens e colagens a junção de memórias que ali coexistiram”.
Ao todo, cerca de 40 obras entre pinturas, mini-pinturas, colagens sobre papel, fotografias, frotagens, site specific, obras em acrílico sobre tela, foto-colagem-pintura feitos em tecido, papel, colagens com rendas, papel vegetal. Também estão incluídas ecobags, canecas e pequenos objetos e utensílios que as pessoas poderão levar de lembrança da cidade com preço acessível.
Danielle Travassos também ressaltou a importância da abertura dos equipamentos públicos para realização de exposições. “A democratização do acesso de espaços para artistas locais é maravilhosa. Além de mostrar talentos de nossa terra, mostra também muito de nossa cultura. Existem muitos artistas bons em nossa cidade de vários formatos, técnicas e tendências”, destacou. “A expectativa é voltar a mostrar meu trabalho ao público, retornar para a profissão que escolhi e amo fazer”, completou.
Artista – Danielle Travassos é paraibana de João Pessoa, formada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A partir de conceitos e práticas vivenciados no curso, amadureceu sua experiência com a pintura e estreitou laços com a fotografia.
Desde o início, teve grande interesse pela pintura contemporânea e por recortes da arquitetura histórica da cidade. Este interesse, segundo ela, surgiu do mistério presente nos locais fotografados e a liberdade de materiais e suportes que poderia utilizar nos trabalhos de pintura e/ou fotografia, como adicionar camadas de matéria à superfície da obra, seja através das veladuras, colagens, renda, monotipia ou frotagem.
A artista gosta de focar em recortes da paisagem urbana da cidade através das portas, janelas, grades e raízes que sustentam as ruínas e as deixam com um ar de mistério trazendo à tona memórias de um passado não tão distante.
Fonte: Secom PB