Comércio de rua aposta em experiências para enfrentar avanço do e-commerce
Confeitarias transformam pontos de venda em espaços de relacionamento, ativações com marcas e produção de conteúdo para atrair consumidores e fortalecer o negócio
21 de julho de 2026
Durante décadas, o comércio de rua foi o principal ponto de encontro entre marcas e consumidores. Hoje, esse cenário divide espaço com um mercado cada vez mais digital. Em 2025, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 235,5 bilhões, um crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom). Para 2026, a entidade projeta um faturamento de R$ 259,8 bilhões, reforçando o avanço contínuo das compras online. Além disso, o comportamento do consumidor acompanha essa transformação, no qual atualmente, 72% das compras digitais já são realizadas pelo smartphone, evidenciando como a praticidade e a conveniência têm redefinido a jornada de consumo.
Diante desse cenário, comerciantes têm buscado novas formas de manter o ponto físico relevante. Mais do que um espaço de vendas, lojas, cafeterias e confeitarias passaram a investir em experiências capazes de gerar conexão, fortalecer a marca e oferecer algo que o ambiente digital não consegue reproduzir: interação, relacionamento e vivências presenciais.
Esse movimento também responde aos desafios enfrentados pelo comércio de rua. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 43% dos brasileiros apontam o preço como principal motivo para comprar no e-commerce, enquanto 56% afirmam que o frete grátis influencia diretamente a decisão de compra. Em um mercado em que competir apenas pelo preço se torna cada vez mais difícil, criar experiências passou a ser um diferencial estratégico para atrair consumidores e incentivar a visita às lojas físicas.
É nesse contexto que a PikurruchA’S, maior confeitaria da América Latina, tem ampliado o papel de suas unidades. Além da operação voltada ao atendimento do público, os espaços passaram a integrar estratégias de branding ao receber ativações e collabs com marcas de diferentes segmentos, como Nespresso, Leite Moça, Fini, Coral, Purina, Callebaut, Chandon, Água na Caixa e Hauskraft. As parcerias incluem lançamentos de produtos, experiências para consumidores, produção de conteúdo e ações de relacionamento, reforçando a confeitaria como um ponto de conexão entre marcas e público.
“Hoje, percebemos que as pessoas não procuram apenas um lugar para consumir um doce. Elas querem viver uma experiência, conhecer novidades, participar de ativações e criar memórias. O espaço físico ganhou uma nova função dentro do negócio”, explica Ana Piku, fundadora da PikurruchA’S.
Na prática, essa estratégia se traduz em um calendário contínuo de experiências. Ao longo do ano, a PikurruchA’S recebe eventos exclusivos, ativações de marcas, gravações com influenciadores e creators, além de ações especiais em datas comemorativas. Empresas como Hinode, Boca Rosa, SHEGLAM, da SHEIN, entre outras, já escolheram a confeitaria como palco para lançamentos, encontros e experiências de marca. Mais do que ampliar a visibilidade, essas iniciativas geram conteúdo orgânico, aproximam diferentes públicos e consolidam o espaço como um ambiente de experiências compartilhadas.
A estratégia também fortalece o relacionamento com o consumidor ao transformar a visita à confeitaria em uma experiência que vai além da compra. Em vez de disputar espaço apenas pelo preço ou pela conveniência, o ponto físico passa a oferecer interação, entretenimento e conexões que dificilmente podem ser replicadas no ambiente digital.
“Percebemos que, quando abrimos as portas para experiências, ativações e encontros, deixamos de ser apenas um ponto de venda. As pessoas passam a criar uma relação com a marca, retornam ao espaço e se tornam parte da nossa comunidade. É uma forma de mostrar que o varejo físico continua tendo um papel importante quando oferece algo além do produto”, completa Ana.
Fonte: Assessoria
