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Foto: Divulgação

Aquário Paraíba abriga cinco aves migratórias que percorrem o continente antes de chegar ao Nordeste

De gaivotas a pinguins, a diversidade de espécies em trânsito pelo litoral sul-americano pode ser conhecida de perto em João Pessoa

18 de maio de 2026

O mar que banha o litoral nordestino guarda histórias de viagem que vão muito além do horizonte. No Aquário Paraíba, em João Pessoa, cinco espécies de aves migratórias revelam ao visitante um dos fenômenos mais fascinantes da natureza: o deslocamento de animais por milhares de quilômetros em busca de alimento, clima favorável e locais de reprodução. Do Atlântico Sul às costas tropicais, cada uma carrega uma trajetória singular.

Gaivota-de-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus)

Comum em lagoas, estuários e faixas litorâneas, a gaivota-de-cabeça-cinza circula entre o sul da América do Sul e as regiões tropicais do continente, acompanhando as estações e a disponibilidade de alimento. No inverno, forma grandes bandos ao longo da costa, um espetáculo de coordenação coletiva que impressiona pela escala. Sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes litorâneos faz dela uma das espécies mais versáteis entre as aves marinhas.

Atobá-grande (Sula dactylatra)

O atobá-grande é um especialista em mergulho. Ao avistar um cardume, lança-se em alta velocidade do ar em direção à água, usando visão subaquática de precisão excepcional para capturar as presas. A espécie transita entre ilhas e zonas costeiras ricas em peixe no Atlântico e no Pacífico, cobrindo rotas oceânicas de grande extensão. No Aquário Paraíba, o visitante pode observar de perto essa ave que une elegância e eficiência.

Atobá-pardo (Sula leucogaster)

Parente próximo do atobá-grande, o atobá-pardo também é mergulhador de alta performance, conhecido pela velocidade com que entra na água para capturar peixes. A espécie realiza movimentos migratórios entre ilhas oceânicas e costas tropicais, reunindo-se em grandes colônias durante a reprodução. No Brasil, sua presença é registrada ao longo de boa parte do litoral, uma espécie familiar para quem frequenta praias e costões rochosos do Nordeste.

Pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus)

O pinguim-de-Magalhães parte das colônias reprodutoras da Argentina e do Chile e percorre milhares de quilômetros pelo litoral atlântico até alcançar o Brasil nos meses mais frios. Muitos chegam ao Nordeste encalhando nas praias paraibanas em estado de exaustão, o que mobiliza, todo ano, equipes de resgate e reabilitação. No Aquário Paraíba, a espécie pode ser vista em condições adequadas de cuidado, oferecendo uma rara oportunidade de contato com um dos maiores viajantes do reino animal.

Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca)

Ao contrário das espécies oceânicas, o sanhaço-cinzento é ave de matas, quintais e jardins. Seu padrão migratório é mais discreto: realiza deslocamentos sazonais pela América do Sul e se adapta com facilidade a ambientes urbanos e periurbanos. Muito comum no Brasil, é frequentemente avistado em árvores frutíferas e parques. No Aquário Paraíba, representa a biodiversidade das aves de interior e contrasta com as demais pelo vínculo cotidiano com os brasileiros.

O Aquário Paraíba fica na Rua das Lagostas, 140, Praia do Seixas, João Pessoa. Funciona de terça a domingo e feriados, das 9h às 17h. Informações: (83) 98620-1422. Instagram: @aquarioparaiba.

Fonte: Vivass Comunicação