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usinas fotovoltáicas, geração solar
Foto: Divulgação

Energia solar: expansão no Brasil exige qualidade de equipamentos e instalações

Crescimento da utilização desta fonte de energia acende alerta sobre a segurança na utilização. País já é o 4º maior mercado do mundo

6 de maio de 2026

O avanço da energia solar no Brasil segue em ritmo acelerado e deve ganhar ainda mais força em 2026. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a expectativa é de que o país adicione cerca de 11,86 gigawatts (GW) à matriz elétrica ao longo do ano, considerando a soma da geração distribuída e geração centralizada. O crescimento reforça o protagonismo da fonte solar na transição energética nacional e chama atenção para um ponto essencial: a importância da qualidade, da segurança e da correta instalação dos sistemas fotovoltaicos.

Grande parte dessa expansão vem da geração distribuída, responsável por cerca de 9,05 GW do total projetado. Nesse modelo, os sistemas são instalados próximos ao consumo, como em telhados, fachadas e pequenos terrenos e têm forte presença em residências, que representam aproximadamente 57% das conexões. O segmento comercial e industrial também mantém participação relevante, com cerca de 31%, impulsionado pela busca por eficiência energética e previsibilidade de custos.

Entretanto, o crescimento acelerado do setor exige atenção à qualidade dos componentes utilizados e às condições de projeto, instalação, operação e manutenção dos sistemas fotovoltaicos. Equipamentos como inversores, módulos solares, cabos e conectores operam sob condições elétricas exigentes e, quando não atendem aos requisitos técnicos aplicáveis ou são instalados de forma inadequada, podem apresentar riscos como falhas operacionais, perda de desempenho, choques elétricos e até incêndios.

Alerta da ABRIQ

A Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ) reforça que a segurança do consumidor e a confiabilidade do setor dependem da combinação entre equipamentos avaliados conforme requisitos técnicos, instalações bem executadas, profissionais capacitados e observância das normas aplicáveis.

Segundo Kim Rieffel, vice-presidente de Vigilância de Mercado da ABRIQ, o momento exige maturidade da cadeia e responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores, projetistas, instaladores e consumidores. “O crescimento da energia solar é extremamente positivo para o país, mas precisa estar associado à confiança nos produtos, à rastreabilidade dos componentes e à adoção de boas práticas de instalação. Equipamentos avaliados conforme requisitos técnicos contribuem para desempenho, durabilidade e segurança, mas a instalação correta também é decisiva para reduzir riscos e preservar a integridade das pessoas e dos sistemas”, afirma.

A Avaliação da Conformidade, prevista em regulamentações como a Portaria nº 140/2022 do Inmetro, estabelece critérios mínimos para que produtos fotovoltaicos sejam comercializados no país. Ainda assim, especialistas defendem que a evolução do mercado seja acompanhada por mecanismos cada vez mais consistentes de controle, fiscalização, qualificação profissional e disseminação de informação técnica ao consumidor.

Para Rieffel, a Infraestrutura da Qualidade, que engloba metrologia, normalização, avaliação da conformidade, acreditação, regulamentação técnica e vigilância de mercado, tem papel fundamental para apoiar o desenvolvimento sustentável do setor. “Não se trata apenas de ampliar a geração de energia limpa, mas garantir que essa expansão ocorra com segurança, confiabilidade e responsabilidade. Um sistema com componentes inadequados, mal dimensionado ou instalado fora das boas práticas pode gerar riscos e comprometer a credibilidade de todo o setor solar”, destaca.

Com a expansão de novos modelos, como sistemas híbridos que combinam geração solar e armazenamento em baterias, a demanda por equipamentos confiáveis, projetos adequados e instaladores qualificados tende a crescer ainda mais. Nesse cenário, a certificação, o cumprimento de normas técnicas, a capacitação profissional e a vigilância de mercado se consolidam como pilares fundamentais para o desenvolvimento seguro e sustentável da energia solar no Brasil.

Fonte: Assessoria