De acordo com as estimativas da PNAD Contínua: Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores (2025), cujos resultados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17), a população residente na Paraíba cresceu 7,9%, passando de 3,84 milhões para 4,14 milhões, entre 2012 e 2025. Desse total, 51,9% (2,15 milhões de pessoas) eram mulheres e 48,1% (1,99 milhão) eram homens.
A distribuição da população por grupos de idade evidencia a continuidade da tendência de envelhecimento da população, observada ao longo da série histórica da pesquisa.
Por um lado, observa-se um decréscimo na participação da parcela com idade até 39 anos que, em 2012, correspondia a 67% da população total do estado, passando para 59,3% em 2025 (-7,7 pontos percentuais (p.p.)). No Brasil e no Nordeste, a participação desse grupo etário no total da população sofreu reduções ainda mais significativas, de 9,1 p.p. e 11,1 p.p., respectivamente. Essa parcela mais jovem da população paraibana também sofreu redução em seu contingente (-4,4%), caindo de 2,57 milhões para 2,46 milhões de pessoas (menos 114 mil pessoas), no mesmo período.
A perda de participação no total da população paraibana afetou todos os grupos de idade abaixo dos 40 anos, exceto o de 30 a 39 anos, cuja proporção se manteve praticamente estável no período (variou de 14,9% para 15%). Os grupos etários que mais perderam participação foram o de 0 a 4 anos, com -1,8 p.p.; e os de 5 a 13 anos e de 14 a 17 anos, ambos com -1,7 p.p..
Por outro lado, a população com idade acima de 40 anos cresceu no período de 2012 a 2025, aumentando sua participação em 7,6 p.p., de 33% (1,27 milhão de pessoas) para 40,6% (1,68 milhão de pessoas), respectivamente. Isso corresponde a um crescimento absoluto de 32,7% nesse contingente populacional (415 mil pessoas a mais). Nessa parcela da população, todas as faixas etárias cresceram em participação, com destaque para a de 60 anos ou mais (2,9 p.p.). As faixas de 50 a 59 anos e de 40 a 49 anos se expandiram 2,4 p.p. e 2,3 p.p., respectivamente.
No cenário nacional, observa-se a mesma tendência de envelhecimento, com uma alta de 9,1 p.p. na estimativa da população acima dos 40 anos, que em 2012 era de 34,3% da população total do país e passou para 43,4% em 2025. O mesmo fenômeno aconteceu no Nordeste, onde esse grupo de idade registrou crescimento ainda mais acentuado (10,9 p.p.), partindo de 30,9% da população regional, em 2012, e chegando a 41,8% no último ano.
Em 2025, entre os estados do Nordeste, a Paraíba tinha, ao lado de Sergipe, a 3ª menor proporção de pessoas idosas (com 60 anos ou mais), que representavam 14,5% da população estadual, percentual superior apenas aos verificados no Maranhão (13,4%) e em Alagoas (13,8%). No comparativo com 2012, quando o indicador paraibano (11,6%) foi o maior da região, houve avanço de 2,9 p.p. Em 2025, os menores percentuais de idosos do Brasil foram constatados em Roraima (9,7%), no Acre (9,8%) e no Amapá (10,2%); enquanto o Rio Grande do Sul (21,1%), o Rio de Janeiro (20,6%) e Minas Gerais (17,6%) registraram as maiores participações desse grupo etário. Entre as capitais do Nordeste, João Pessoa (15,1%) ficou com a 3ª menor proporção, ficando abaixo desse patamar apenas os municípios de Maceió (14,5%) e São Luís (14,4%).
Na Paraíba, população masculina segue apresentando padrão mais jovem que a feminina
Em 2025, na Paraíba, 61,3% da população masculina tinha idade inferior a 40 anos, enquanto na população feminina esse grupo etário representava 57,5% do total. Esse padrão mais jovem da população masculina é evidenciado em quase todas as faixas etárias até 39 anos. As exceções são o grupo de 0 a 4 anos, com 6,6% dos homens e 6,7% das mulheres; e o de 30 a 39 anos, com 14,9% dos homens e 15% das mulheres.
Entretanto, a partir dos 40 anos, a situação se inverte, com o percentual de mulheres sendo superior ao dos homens em todas as faixas etárias, com exceção do grupo de 40 a 49 anos, onde se enquadram 15,1% da população masculina e 14,7% da feminina. Globalmente, apenas 38,7% dos homens residentes no estado tinham 40 anos ou mais de idade, enquanto entre as mulheres esse percentual era de 42,5 %.
A comparação entre 2012 e 2025 mostra que, na Paraíba, essa diferença de padrão etário entre as populações feminina e masculina vem se acentuando. No contingente delas, entre 2012 (2 milhões de mulheres) e 2025 (2,15 milhões), a proporção daquelas com 40 anos ou mais de idade aumentou 8,3 p.p., passando de 34,2% (683 mil) para 42,5 % (912 mil), respectivamente. Já no contingente masculino, essa faixa de idade, que em 2012 era representada por 31,8% (585 mil) de seus componentes (1,84 milhão de homens), passou a contar, em 2025, com 38,7% (773 mil) do total de homens residentes no estado (1,99 milhão), um incremento de 7 p.p.
O fato de a mortalidade masculina ser maior que a feminina, em cada grupo etário, explica a maior concentração de mulheres entre a população idosa. Assim, a razão de sexo, indicador demográfico que mede o número de homens para cada grupo de 100 mulheres em uma população, tende a diminuir com o aumento da idade.
A razão de sexo calculada para a população paraibana com 60 anos ou mais de idade, em 2025, indicou a existência, aproximadamente, de 75 homens para cada 100 mulheres. Já para as pessoas com idade acima de 65 anos, a razão de sexo foi ainda menor (67,9 homens para cada 100 mulheres). Em 2012, a razão de sexo para esses dois grupos etários era de 76,3 e 71,4, respectivamente.
Na Paraíba, entre as pessoas que moram sozinhas, mulheres idosas e homens adultos são maioria

Entre 2012 e 2025, a proporção de domicílios paraibanos com apenas um morador, que correspondem às unidades domiciliares unipessoais, cresceu 9 pontos percentuais, a 4ª maior variação do país, passando de 9% (101 mil domicílios) para 18% (269 mil), respectivamente. A taxa paraibana em 2025 ficou abaixo das médias nacional (19,7%) e regional (19%), sendo a décima segunda menor do país, mas a quinta maior do Nordeste. Os estados do Rio de Janeiro (23,5%), da Bahia (22,3%) e do Rio Grande do Sul (21,9%) apresentaram os maiores percentuais do país.
No mesmo período, houve queda nos percentuais dos demais tipos de unidades domiciliares: as nucleares caíram de 69,2% para 66,1%; as estendidas passaram de 20,1% para 15,1%; e as compostas recuaram de 1,7% para 0,8%.
A distribuição das pessoas em arranjos unipessoais por grupos etários mostra que, no estado, 12,4% delas (33 mil pessoas) tinham entre 15 e 29 anos de idade; 49,8% (134 mil) enquadravam-se na faixa de 30 a 59 anos; e 37,9% (102 mil) eram pessoas idosas, com 60 anos ou mais de idade. No total, eram 269 mil pessoas morando sozinhas na Paraíba, em 2025.
Quando o critério de distribuição é o sexo dessas pessoas, observa-se que 59,5% (160 mil) eram do sexo masculino e 40,5% (109 mil) do feminino. Já a observação do perfil etário de homens e mulheres que moravam sozinhos mostra que, entre eles, 58,3% (93 mil) eram adultos (30 a 59 anos) e 27,8% (45 mil) eram idosos (60 anos ou mais). Já entre elas, 52,8% (57 mil) eram idosas, enquanto 37,2% (41 mil) eram adultas.
População paraibana de cor preta cresce e chega a 7,5%, em 2025, enquanto a parda cai a 58,5%
A proporção de pessoas que se autodeclararam de cor preta, na Paraíba, aumentou 3,1 p.p. entre 2012 e 2025, passando de 4,4% para 7,5% da população total do estado. Essa foi a nona menor taxa do Brasil. No Nordeste, foi a terceira mais baixa, ficando acima somente das taxas do Ceará (6,6%) e Rio Grande do Norte (7,2%). Nesse mesmo período, o percentual de brancos apresentou uma leve variação negativa, de -0,2 p.p., passando de 33,7% para 33,5%; enquanto o de pardos recuou 2,5 p.p., de 61% para 58,5%.
No cenário regional, os resultados foram semelhantes, já que, no mesmo comparativo, a proporção de brancos (-0,7 p.p.) e pardos (-3,9 p.p.) também diminuiu, ao passo que a de pretos cresceu 4,2 p.p. De 2012 a 2025, a população regional autodeclarada de cor branca teve queda de 26,3% para 25,6%; a de cor parda caiu de 64,6% para 60,7%; e a de cor preta cresceu de 8,7% para 12,9%.
Na média brasileira, houve igualmente expansão da população que se autodeclarou como preta, de 7,4% para 10,4%, o que corresponde a uma variação de 3 p.p.; e retração da população branca, de 46,4% para 42,6% (-3,8 p.p.). Já o contingente de pardos ganhou participação na população brasileira, subindo de 45,5% para 45,8% (0,3 p.p.).
Fonte: IBGE