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Foto: Divulgação

Bernardo Carneiro: “Transformar teoria em prática é o que gera valor de verdade nos negócios”

Mentor da Endeavor e co-fundador da Stone elogia dinâmica prática do clube e reforça importância de validação, escala e capital

9 de abril de 2026

Mais do que construir empresas, Bernardo Carneiro estruturou uma forma de pensar negócios no Brasil, baseada em execução, cultura forte e aprendizado contínuo. À frente da criação da Stone e de outras iniciativas ao longo da sua trajetória, ele se consolidou como uma das principais referências quando o assunto é empreendedorismo em escala.

 

Mentor da Endeavor, conselheiro e produtor de conteúdo sobre varejo, inovação, negócios digitais e cultura corporativa, Bernardo tem experiência que atravessa diferentes fases do ecossistema, da validação de ideias à expansão de grandes operações.

 

Em passagem por João Pessoa para um evento exclusivo para convidados, promovido pelo EquityClub, ele participou ativamente do encontro com empresários, que contou com dinâmicas práticas, como a simulação de uma rodada de investimento, avaliação de negócios e pitches. “O empreendedor se prepara, se expõe, recebe feedback ao vivo e sai com algo concreto, entendendo pontos fortes, fracos e até valuation”, disse Bernardo.

 

Ele também compartilhou visões práticas sobre o que realmente prepara um empreendedor para crescer: menos teoria, mais vivência e decisões bem tomadas ao longo do caminho.

 

Essa não foi sua primeira vez em João Pessoa. O que você percebeu de diferente na cidade?

 

Já estive aqui antes, a passeio e a trabalho, principalmente durante a expansão da Stone no Nordeste. A gente dominou boa parte das capitais por aqui. O que me chamou atenção agora foi o quanto a cidade cresceu e tem atraído novos investimentos. João Pessoa está vivendo um momento ótimo, inclusive em comparação com outras cidades da região. Vejo muito em João Pessoa o que eu assisti em Santa Catarina de perto, em Floripa, com a migração de muita gente para lá, e vejo acontecendo um pouco disso aqui também.

 

Na sua visão, o que diferencia o EquityClub de outros clubes de negócios em que você já esteve presente?

 

Na minha opinião, o que vi aqui hoje e achei muito bacana foi a proximidade do Marcus Varandas (fundador do EquityClub) com os participantes desde antes do evento. Nem sempre os grupos são tão próximos. Percebi isso também no intervalo do almoço, na relação entre os próprios membros. Outro ponto é a dinâmica prática. Simular uma rodada de investimento, trazer investidores para avaliar os negócios… isso transforma teoria em prática. O empreendedor se prepara, se expõe, recebe feedback ao vivo e sai com algo concreto, entendendo pontos fortes, fracos e até valuation. Conseguimos tangibilizar um conhecimento teórico num momento super prático. Isso gera bastante valor.

 

O que mais te chamou atenção na dinâmica, especialmente no momento dos pitches? 

 

Eu costumo separar a jornada do empreendedor em três etapas. Primeiro, ele precisa testar uma ideia, o momento de validação, o MVP. Depois, entender se essa ideia tem um unit economics positivo, ou seja, se é rentável. E, por fim, pensar em escala. Para escalar, normalmente é preciso funding, algo que muitos empreendedores no Brasil ainda não consideram com antecedência. Você pode ter uma ótima ideia, mas o “carro” pode ficar sem gasolina. A dinâmica trouxe isso de forma muito clara: como validar, como testar a viabilidade econômica e como pensar em financiamento. Se por meio de cliente, capital próprio, investidor ou capital no banco. O EquityClub pensou muito em “como é que eu preparo esse cara para uma oportunidade que ele pode ter amanhã e quando a oportunidade chegar ele estar preparado?”.

 

Você acredita que eventos mais exclusivos, com grupos menores, geram conexões mais efetivas?

 

Hoje em dia, eu praticamente só participo de eventos assim. Eventualmente sou convidado para eventos maiores, mas acredito que eles geram menos conexão. Um grupo de até 100 pessoas, mais selecionado e próximo, permite uma troca muito mais rica. É mais fácil gerar uma experiência valiosa neste formato do que em eventos com milhares de pessoas.

 

E esse formato também facilita o seu envolvimento com os participantes?

 

Sem dúvida. Em eventos menores, quem está ali compartilhando conteúdo fica muito mais acessível. As pessoas conseguem interagir, fazer perguntas, aprofundar discussões. Em eventos grandes, muitas vezes você sai do palco e vai embora. Aqui não. Existe espaço para diálogo real e para gerar insights que fazem diferença.

Fonte: Vivass Comunicação