Wellness sensorial: experiências imersivas aprofundam a relação com o bem-estar
O avanço das experiências imersivas aprofunda a relação das pessoas com o bem-estar, aponta Rodrigo Sangion, sócio diretor da Yon Health
23 de janeiro de 2026
O conceito de bem-estar vem passando por uma transformação importante nos últimos anos. Mais do que uma soma de hábitos saudáveis, como treinar, comer melhor ou dormir bem, o wellness contemporâneo começa a ser entendido como uma experiência profunda, capaz de impactar corpo, mente e emoções a partir da ativação dos sentidos.
Segundo Rodrigo Sangion, sócio diretor da Yon Health, marca focada em nutrição e suplementação de alta qualidade no setor de bem-estar, existe uma diferença clara entre cuidar do corpo de forma mecânica e, de fato, se sentir bem. “Durante muito tempo, o bem-estar foi tratado como uma lista de tarefas. Isso funciona, mas não acessa a camada mais profunda, que é como os sentidos influenciam diretamente nosso estado físico, mental e emocional”, afirma.
É nesse contexto que o wellness sensorial ganha força como uma evolução natural do cuidado com o corpo. A proposta é deixar de olhar para o bem-estar apenas como hábito e passar a enxergá-lo como experiência. Em um cenário marcado por excesso de estímulos, hiperconexão e falta de presença, experiências imersivas surgem como resposta a essa desconexão cotidiana. “Vivemos em um ritmo que rouba a nossa capacidade de perceber. As experiências sensoriais devolvem presença, e hoje presença é quase um luxo”, destaca Sangion.
Na concepção de espaços e vivências voltadas ao bem-estar, o ambiente passa a ter um papel central. Luz, temperatura, aromas e sons deixam de ser detalhes e se tornam parte ativa da experiência. “A experiência começa antes mesmo da prática. Quando o ambiente acolhe, algo muda internamente, e o cuidado deixa de ser obrigação para se tornar um encontro consigo mesmo”, explica o executivo. A mesma lógica se repete em práticas que combinam som, iluminação dinâmica, massagens, respiração e frequências, nas quais os sentidos funcionam como porta de entrada para um bem-estar mais profundo e menos racional.
Esse tipo de abordagem contribui para uma relação mais consciente e gentil com o próprio corpo. Ao estimular a sensibilidade e a conexão interna, as escolhas tendem a se tornar mais equilibradas, o descanso mais efetivo e a prática de atividades físicas mais presente e intencional. “Wellness sensorial não é sobre criar experiências complexas, mas sobre criar condições para que a pessoa volte para si”, reforça Sangion.
Nesse cenário, o cuidado deixa de ser algo imposto e passa a acontecer de forma natural, conduzido pelo ambiente e pela ativação dos sentidos. Para o especialista, esse é o caminho do wellness contemporâneo: menos foco em performance e metas, e mais atenção à experiência, à presença e ao sentir. Afinal, são os sentidos, e tudo o que eles despertam, que têm o potencial de transformar a forma como as pessoas cuidam de si mesmas.