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Foto: Divulgação

Verão mais quente exige atenção e alerta para riscos à saúde dos idosos

Enfermeira gerontóloga alerta para hidratação constante, ambientes frescos e proteção solar. Alta temperatura pode chegar a 38°C no Sertão da Paraíba.

23 de janeiro de 2026

Com a chegada do verão e a previsão de temperaturas elevadas em toda a Paraíba, os riscos que o calor intenso pode causar à saúde da população idosa acende um alerta para problemas como desidratação, hipertermia e câncer de pele. Dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) indicam que o verão deste ano, que segue até 20 de março, deve ser marcado por temperaturas acima da média histórica, onde os termômetros podem chegar a 38°C no Sertão e 32º no Litoral.

Entre os principais riscos à saúde está a desidratação, que tende a ocorrer com maior frequência entre os idosos. Isso porque, com o envelhecimento, a sede pode ser reduzida, fazendo com que a ingestão de líquidos seja insuficiente mesmo em dias muito quentes. Sintomas como tontura, dor de cabeça, mal-estar, confusão mental, fadiga, ressecamento da pele e da boca, além da diminuição da urina, podem indicar que o organismo já está sofrendo com a falta de líquidos.

A enfermeira gerontóloga da Acuidar, Mônica Santos, alerta que essa resistência à ingestão de líquidos é comum. “Infelizmente, a maioria dos idosos tem resistência à ingestão hídrica. Então é necessário a família ou cuidador estar sempre ofertando e explicando a necessidade da hidratação”, afirma.

Segundo Mônica Santos, a hidratação deve ser estimulada de diferentes formas ao longo do dia. “Precisamos estar sempre ofertando água e líquidos no geral. Pode ser também com sucos, chás, frutas, que também têm uma boa quantidade de água, como, por exemplo, melancia, laranja. São formas de evitar a desidratação”, destaca.

Ambientes arejados

Outro cuidado essencial está relacionado à temperatura dos ambientes. Manter os idosos em locais frescos, ventilados e arejados ajuda a prevenir quadros de hipertermia, quando a temperatura corporal se eleva acima do normal. Ventiladores e ar-condicionado podem ser utilizados, e, quando possível, passeios em ambientes climatizados são boas alternativas nos dias mais quentes. Os cuidados também devem ser reforçados com idosos acamados ou com mobilidade reduzida, que precisam de mudança frequente de posição, ambientes bem ventilados e atenção redobrada.

Familiares e cuidadores também devem ficar atentos aos sinais de que a desidratação já se instalou. “A desidratação tem um ressecamento da pele, da boca, mais fraqueza, sonolência, também a questão da urina, tem uma diminuição, um espaçamento também de tempo para a urina, tonturas, entre outros fatores. Então, é importante estar sempre observando esses sinais. Em caso de tontura, de febre, de baixa pressão, realmente precisa ter um acompanhamento médico”, alertou a enfermeira gerontóloga da Acuidar, Mônica Santos.

Exposição ao sol

A exposição ao sol também deve ser evitada entre 10h e 16h, período de maior incidência dos raios solares. O uso diário de protetor solar com fator de proteção 30 ou superior é indispensável, mesmo em dias nublados, assim como o uso de roupas leves, claras, de tecidos naturais, chapéus, bonés e óculos de sol. As atividades físicas devem ser realizadas apenas nos horários mais frescos, como início da manhã ou final da tarde, sempre acompanhadas de hidratação adequada.

Outro ponto importante diz respeito aos cuidados com a pele, que tende a ser mais ressecada e sensível na população idosa. “Também é importante a hidratação na pele. Por exemplo, cremes hidratantes, cremes de rosto, cremes de corpo, protetor labial”, lembrou a profissional.

Refeições leves

Além da hidratação, a alimentação também exerce papel fundamental durante o calor. A recomendação é priorizar refeições leves e de fácil digestão, com saladas, frutas frescas e proteínas magras, evitando alimentos gordurosos e pesados. O armazenamento adequado dos alimentos também merece atenção redobrada para prevenir intoxicações alimentares, mais comuns em períodos de calor intenso.

Apesar de o verão exigir atenção redobrada, o Brasil possui clima quente durante grande parte do ano, o que torna esses cuidados necessários em todas as estações. A prevenção, a observação diária e o acompanhamento de cuidadores profissionais são fundamentais para garantir mais segurança, conforto e qualidade de vida à população idosa, especialmente nos períodos de calor extremo.

Fonte: Assessoria