Famílias multiespécie e vida urbana impulsionam o avanço da cesta pet no varejo brasileiro
Estudo exclusivo da Scanntech revela avanço do consumo de produtos para pet no país; categoria de felinos reflete novo estilo de vida urbano e responde por 81% do crescimento
20 de janeiro de 2026
A composição das famílias brasileiras vem se transformando, e um dos reflexos mais visíveis aparece no incremento de novos itens ao carrinho de compra do consumidor. Mesmo em um cenário econômico onde o consumidor adota cautela, a cesta pet desponta no orçamento doméstico. Dados inéditos da Scanntech, líder em inteligência de dados para o varejo, revelam que o setor cresceu 3,1% em faturamento e 3,3% em volume de vendas entre janeiro e novembro de 2025, no comparativo anual.
O levantamento desenha o retrato do novo shopper urbano e das famílias multiespécie – essencialmente compostas por humanos e seus animais de estimação. Tendências como a verticalização das cidades, o aumento de moradias compactas e a redução do número de filhos, por exemplo, colocam os pets como novos protagonistas em alguns lares brasileiros.
Tanto é que um dos destaques do levantamento é a categoria dos felinos. Com a praticidade exigida por rotinas aceleradas, os alimentos voltados para gatos foram responsáveis por mais de 80% de todo o crescimento da cesta pet no varejo alimentar no período analisado no comparativo de janeiro a novembro de 2025. Ao contrário dos cães, que demandam mais espaço e tempo, os felinos se adaptam facilmente à vida em apartamentos menores e ao ritmo dos “pais de pet”. Esse comportamento impulsionou sobretudo a categoria de ração para gatos, que registrou alta de 9% em valor e 14,3% em volume.
Outro comportamento revelado pelo estudo da Scantech é o próprio ato de compra no varejo alimentar. Os tutores aproveitam a “compra do mês” para abastecer também a dispensa do animal – reforçando a conveniência como fator decisivo.
“Nas novas configurações familiares e com a transformação das cidades, os tutores estão mais exigentes e orientam suas escolhas por qualidade e bem-estar do animal, refletindo um vínculo emocional forte. Esse cenário impulsiona a inovação e move o mercado a criar estratégias voltadas para quem considera o pet parte essencial da família – um número cada vez maior de clientes que busca produtos de alimentação e limpeza com maior valor agregado”, afirma Priscila Ariani, Diretora de Marketing da Scanntech.
O estudo da Scanntech reforça que monitorar esses padrões vai além da gestão de estoque e passa pela compreensão do comportamento de consumo no Brasil. Na comparação com o ano anterior, a cesta pet apresentou o baixo reajuste de preços, com custos de rações seca e úmida praticamente estáveis. Esse cenário favoreceu o crescimento do volume vendido dessas categorias, evidenciando que, mesmo diante da pressão inflacionária em outros itens, o consumidor racionaliza gastos, mas preserva o bem-estar do animal. Os dados apontam para um mercado mais maduro e indicam que a cesta pet deve seguir ganhando protagonismo, exigindo do varejo atenção a portfólios alinhados a essa nova configuração familiar.
Fonte: Assessoria