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Foto: Divulgação/Sérgio Dias

Paraíba Auto Total: Chevrolet Sonic 2027 combina motor turbo e tecnologia

Sérgio Dias fala sobre modelo que foi avaliado entre São Paulo, Atibaia e litoral paulista na versão RS, com motor de 115 cv e câmbio automático

6 de novembro de 2026

O Chevrolet Sonic 2027 combina motor 1.0 turbo de injeção direta, transmissão automática de seis marchas e equipamentos de assistência à condução em uma linha formada pelas versões Premier e RS. Produzido no Brasil, o SUV cupê ocupa uma posição abaixo do Tracker e foi avaliado na configuração RS durante um roteiro entre São Paulo, Atibaia e Praia Grande, no litoral paulista, que reuniu condições de trânsito urbano e rodoviário.

A linha Sonic apresenta diferenças de acabamento e equipamentos entre as duas versões, mantendo o mesmo conjunto mecânico. A Premier utiliza detalhes cromados e revestimentos internos em duas tonalidades. A RS, escolhida para esta avaliação, recebe grade em formato de colmeia, elementos externos em preto, rodas de 17 polegadas e assistente de estacionamento Easy Park.

O modelo disputa consumidores com Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian e Nissan Kait. Com 4,23 metros de comprimento, 1,77 metro de largura e 1,53 metro de altura, oferece porta-malas de 392 litros. Sua proposta combina dimensões para circulação urbana, conectividade e equipamentos de segurança, atendendo consumidores que procuram um veículo para deslocamentos cotidianos e viagens.

Para conhecer o comportamento do Chevrolet Sonic RS, organizei um roteiro que começou no trânsito da capital paulista, seguiu até Atibaia e terminou em Praia Grande. O percurso incluiu avenidas, congestionamentos, rodovias, subidas e descidas, permitindo observar as respostas do motor, da transmissão, da suspensão e dos equipamentos em diferentes situações.

No primeiro contato, o motor 1.0 turbo de injeção direta, com potência de até 115 cv e torque de 18,3 kgfm, apresentou respostas compatíveis com a proposta do veículo. Nas arrancadas e retomadas, o conjunto acompanhou o fluxo sem exigir acelerações constantes. O funcionamento mostrou características adequadas para quem utiliza o automóvel principalmente em cidades.

A transmissão automática de seis marchas realizou as trocas de maneira progressiva, contribuindo para o conforto durante a condução. Em velocidades menores, a combinação entre motor e câmbio facilitou os deslocamentos em congestionamentos. O sistema Stop/Start também participa da administração do consumo durante as paradas, embora seu funcionamento seja percebido nas retomadas.

A direção com assistência elétrica facilitou as manobras em ruas e estacionamentos. Na versão RS, o Easy Park acrescenta assistência ao estacionamento, enquanto sensores dianteiros, traseiros e laterais ajudam a identificar obstáculos. A posição de dirigir permitiu acompanhar o trânsito e acessar os comandos sem exigir adaptações durante a utilização.

Ao deixar São Paulo em direção a Atibaia, encontrei condições para observar o comportamento do conjunto mecânico em velocidades rodoviárias. Nas retomadas, o motor turbo respondeu às solicitações do acelerador, enquanto a transmissão selecionou as marchas conforme a necessidade. O desempenho atendeu à proposta de um SUV compacto destinado a combinar utilização urbana e viagens.

A suspensão utiliza amortecedores pressurizados Multi-Tunable Valve, desenvolvidos para administrar diferentes condições de rodagem. Nas curvas e mudanças de faixa, o conjunto apresentou controle dos movimentos da carroceria. Em trechos com irregularidades, o trabalho da suspensão contribuiu para preservar o conforto dos ocupantes, sem comprometer a percepção de estabilidade.

O deslocamento até Praia Grande acrescentou condições de tráfego e características de rodovia diferentes das encontradas no interior paulista. Nas descidas e curvas, a direção manteve respostas previsíveis. O comportamento do Sonic RS transmitiu confiança durante a condução, especialmente pela integração entre suspensão, direção e controles eletrônicos.

O consumo homologado com gasolina é de 12,1 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada. Com etanol, as médias são de 8,4 km/l e 10,4 km/l, respectivamente. Esses números servem como referência para compreender a eficiência energética do conjunto. Durante esta avaliação, não realizei uma medição específica que permitisse estabelecer uma média própria de consumo.

Na cabine, o painel digital de oito polegadas e a central multimídia MyLink de 11 polegadas concentram informações de condução, entretenimento e conectividade. O sistema oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além dos serviços OnStar. A disposição dos comandos facilitou o acesso às funções durante os deslocamentos.

O espaço interno atende à proposta de utilização por uma família, com acomodação para os ocupantes e porta-malas de 392 litros. Na parte traseira, entretanto, o desenho de SUV cupê merece atenção, especialmente para passageiros de maior estatura. A inclinação do teto interfere na percepção de espaço e deve ser considerada por quem costuma viajar com adultos no banco traseiro.

Entre os equipamentos de segurança, o Sonic RS oferece seis airbags, alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência, monitoramento de ponto cego e assistência de permanência em faixa. O conjunto também inclui controles eletrônicos de estabilidade e tração, recursos que complementam a atuação do motorista durante deslocamentos urbanos e rodoviários.

A avaliação mostrou um veículo que reúne características para disputar consumidores no segmento de SUVs de entrada. O motor turbo, a transmissão automática, a suspensão e os equipamentos de assistência contribuíram para uma experiência de condução que atendeu às diferentes condições encontradas entre São Paulo, Atibaia e Praia Grande.

Ao concluir a avaliação do Chevrolet Sonic 2027 RS, destaco três pontos positivos: o conjunto formado pelo motor 1.0 turbo e transmissão automática de seis marchas, que oferece respostas adequadas à proposta do veículo; o comportamento da suspensão, que concilia conforto e controle da carroceria; e os equipamentos de conectividade e assistência à condução. Como ponto que pode ser melhorado, considero o espaço para a cabeça dos passageiros traseiros, condicionado pelo desenho da carroceria.

sérgio dias

Foto: Arquivo pessoal

Sobre Sérgio Dias

Jornalista, editor dos jornais Alpha Autos e BLEH!, do blog Alpha Lazer e da fanpage @CoisaVelha – que tem mais de um milhão de seguidores no Facebook e Instagram. Premiado em 2023 como #TopFour dos +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva promovido pelo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva, em 2020, 2021, 2022 como #Top25 dos +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva promovido pelo Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva e em 2018 como Jornalista Destaque Prêmio Especialistas Automotivo promovido pelo Negócios da Comunicação.

Fonte: Sérgio Dias