Black Friday 2026 deve movimentar R$ 14,5 bilhões, com consumidor mais atento a preço e condições de pagamento
Pesquisa de Black Friday da Stefanini Marketing aponta crescimento de 8,4% nas vendas e 18,3 milhões de pedidos; desconto no Pix aparece à frente do parcelamento sem juros entre os incentivos à compra
4 de novembro de 2026
A Black Friday de 2026 deve movimentar R$ 14,5 bilhões, alta de 8,4% em relação ao ano passado, segundo projeções da pesquisa promovida pela W3haus, Gauge e Ecglobal, empresas da Stefanini Marketing. O avanço deve ser acompanhado por um aumento no número de compras, que pode chegar a 18,3 milhões de pedidos. O tíquete médio projetado é de R$ 791.
A expectativa de consumo também permanece elevada: 86% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar nesta edição. Os dados mostram, porém, que a disposição para consumir vem acompanhada de maior atenção às condições encontradas pelo consumidor ao longo da jornada, do preço à forma de pagamento.
“Temos uma Black Friday com forte intenção de compra, mas também com um consumidor que pesquisa, compara e avalia com mais cuidado as condições antes de decidir. Nesse cenário, não é apenas o desconto que importa. A forma como esse consumidor consegue pagar também entra nessa equação, seja pela economia imediata, seja pela possibilidade de distribuir o gasto ao longo do tempo”, afirma Aline Liston, Head de PMEs da Getnet.
Desconto no Pix aparece à frente do parcelamento sem juros
Entre as condições capazes de estimular a compra, o desconto no Pix foi citado por 36% dos consumidores, enquanto o parcelamento sem juros foi mencionado por 34%. O resultado reforça a convivência de duas demandas na Black Friday: de um lado, consumidores atraídos pela possibilidade de economizar no pagamento à vista; de outro, aqueles que buscam flexibilidade para organizar o orçamento.
O levantamento mostra ainda que, não encontrar a opção desejada é o quinto principal motivo apontado para o abandono do carrinho.
“Preço continua sendo um elemento central da Black Friday, mas o consumidor olha para a compra como um todo. Um desconto no Pix pode ser decisivo para quem prioriza economia, enquanto o crédito e o parcelamento atendem quem precisa de maior flexibilidade. Para o varejo, o ponto importante é não criar uma barreira na etapa final para um consumidor que já demonstrou intenção de comprar”, avalia Aline.
Cartão de crédito e Pix permanecem entre os meios de pagamento preferidos pelos consumidores. O estudo também traz um retrato do Pix parcelado: 36% dos entrevistados dizem conhecer a modalidade e já tê-la utilizado, enquanto outros 36% afirmam conhecê-la, mas não pretendem usá-la nesta Black Friday.
Consumidor começa a se preparar antes da Black Friday
A decisão de compra também começa bem antes da data oficial. Segundo a pesquisa, 56% dos consumidores pretendem iniciar a busca por produtos com mais de 30 dias de antecedência, indicando uma jornada mais longa de pesquisa e comparação de ofertas.
A tecnologia também passa a ocupar espaço nesse processo. O levantamento aponta que 86% dos entrevistados pretendem utilizar ferramentas de inteligência artificial durante as compras de Black Friday, incluindo atividades como comparação de preços, busca por promoções e avaliação da confiabilidade das lojas.
Para o varejo, o cenário é de uma Black Friday que começa antes da data oficial e envolve consumidores mais informados e com mais recursos para comparar ofertas. Nesse contexto, preço, desconto, conveniência e condições de pagamento passam a fazer parte de uma mesma decisão de compra.
Fonte: Assessoria
