Cofecon destaca atuação do Corecon-PB e aponta novos caminhos para a profissão na Paraíba
Em publicação sobre os 46 anos do Conselho, órgão federal destaca avanços da instituição e abre espaço para a visão de Werton Oliveira sobre os próximos anos
7 de outubro de 2026
Uma análise publicada pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), por ocasião dos 46 anos do Conselho Regional de Economia da Paraíba (Corecon-PB), coloca em evidência uma trajetória que ultrapassou as atribuições tradicionais de fiscalização e registro profissional e ganhou espaço na discussão sobre desenvolvimento, políticas públicas e valorização da profissão. A publicação destaca iniciativas e resultados do Regional paraibano e, a partir dessa trajetória, apresenta as prioridades apontadas pelo presidente Werton Oliveira para os próximos anos.
O olhar do Cofecon sobre o Corecon-PB é compartilhado pelo vice-presidente da instituição, economista Celso Mangueira, que relaciona a história do Conselho à própria evolução socioeconômica do Estado. “São 46 anos de uma trajetória que se confunde com os melhores momentos de desenvolvimento socioeconômico da Paraíba. O Corecon-PB tem como missão precípua fiscalizar o exercício da profissão, zelar pela ética e defender a sociedade, expedindo e mantendo o registro profissional. Mas, ao longo dessas quatro décadas, foi além: consolidou-se como espaço de reflexão, proposição e valorização do economista”, afirma.
A matéria também recupera iniciativas que ajudaram a ampliar essa presença, como parcerias com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), promoção de cursos, projetos e consultorias econômicas, ações de educação financeira, campanha pelo orçamento público e transparência, interiorização das atividades e diálogo com a sociedade civil. Para Mangueira, o próximo ciclo deve manter essa trajetória, com maior participação de jovens economistas e mulheres na liderança. “Ele seguirá firme como guardião da profissão e do futuro socioeconômico da Paraíba”, afirma.
É nesse ponto que a análise do Cofecon encontra a visão de futuro apresentada por Werton. O presidente aponta três frentes centrais: ampliar a presença do economista nos espaços de decisão pública, qualificar o debate por meio da produção técnica própria e preparar a categoria para as transformações provocadas pela inteligência artificial. A participação do Corecon-PB no Conselho de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa é citada como exemplo dessa atuação. “Nossa entrada no Conselho de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa é um exemplo concreto disso. Mostra que a ciência econômica tem muito a contribuir em temas como mobilidade, habitação e uso do solo, e precisamos replicar esse tipo de articulação em outros conselhos e instâncias do estado para contribuir com a sociedade”, afirma.
A produção de conhecimento aparece como outra frente estratégica. O estudo elaborado pela Comissão de Conjuntura Econômica sobre a economia paraibana é citado pelo presidente como parte desse movimento. “O estudo que nossa Comissão de Conjuntura Econômica tem desenvolvido sobre a Paraíba busca justamente entender como o estado está crescendo, quem participa desse crescimento e o que ainda precisa ser transformado. Um Conselho que produz conhecimento qualificado fortalece a profissão e, ao mesmo tempo, oferece à sociedade instrumentos melhores para avaliar políticas públicas”, destaca Werton.
A publicação do Cofecon também destaca a preparação para as mudanças tecnológicas, com uma programação específica do Corecon-PB sobre inteligência artificial, e iniciativas de impacto social, como o programa Paraíba Sem Dívidas, que busca levar orientação econômica às famílias paraibanas. Na avaliação da economista e empreendedora social Angélica Costa, vencedora do Prêmio Mulher Transformadora em 2024, esse movimento também passa pela ampliação da participação feminina. “Ao longo desses 46 anos, o Corecon-PB tem acompanhado as transformações da economia paraibana e contribuído para fortalecer a profissão. Destaco, especialmente, a ampliação da presença das mulheres economistas em diferentes áreas”, afirma.
A leitura feita pelo Cofecon, portanto, coloca os 46 anos como marco de uma instituição que olha para o próximo ciclo a partir de uma atuação cada vez mais conectada às transformações da profissão e às necessidades da sociedade. “O futuro da profissão será definido pela nossa capacidade de nos atualizar continuamente e, ao mesmo tempo, transformar conhecimento técnico em desenvolvimento concreto para a sociedade”, resume Werton.
Fonte: Assessoria