Pecuária da Paraíba cresce e alcança recordes em diferentes segmentos em 2025; confira
Produção de camarão mais que dobrou no estado, enquanto rebanhos bovino, caprino, ovino, suíno e de galináceos também avançaram, segundo o IBGE
30 de setembro de 2026
A Paraíba registrou, em 2025, crescimento em diferentes segmentos da produção agropecuária, com recordes em rebanhos e avanços na produção de camarão, leite, ovos e mel. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A produção de camarão cultivado alcançou 20,1 mil toneladas em 2025, ante 8,9 mil toneladas em 2024, um crescimento de 126,8% em apenas um ano. Com o resultado, a Paraíba manteve a terceira posição no ranking nacional, atrás do Rio Grande do Norte, com 38 mil toneladas, e do Ceará, com 91,9 mil toneladas.
A produção paraibana superou a de estados como Bahia, com 6,2 mil toneladas; Pernambuco, com 4,8 mil toneladas; Piauí, com 4,7 mil toneladas; e Sergipe, com 4 mil toneladas.
A PPM reúne informações sobre os principais efetivos da pecuária existentes nos municípios brasileiros, na data de referência do levantamento, 31 de dezembro, além da produção de origem animal e seu respectivo valor ao longo do ano. Os dados são obtidos pela Rede de Coleta do IBGE, por meio de consultas a entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária.
Em 2013, primeiro ano da série histórica da produção de camarão na PPM, a Paraíba produziu 864 toneladas. Em 2019, o volume já ultrapassava 4,3 mil toneladas e, em 2024, chegou a 8,9 mil toneladas. O resultado de 2025, com 20,1 mil toneladas, representa uma produção mais de 23 vezes superior à observada no início da série histórica.
O valor da produção também acompanhou esse avanço, passando de R$ 183,4 milhões em 2024 para R$ 444,9 milhões em 2025, um aumento nominal de 142,6%.
Entre os municípios produtores de camarão, Santa Rita liderou em 2025, com 2,47 mil toneladas, seguida por São Miguel de Taipu, com 2,25 mil toneladas; Mogeiro, com 2,23 mil toneladas; Marcação, com 2,17 mil toneladas; e Salgado de São Félix, com 1,54 mil toneladas.
Também se destacaram João Pessoa, com 1,5 mil toneladas; Itatuba, com 1,35 mil toneladas; e Itabaiana, com 1,06 mil toneladas. Juntos, esses municípios concentraram grande parte da produção estadual e evidenciam a presença da carcinicultura tanto no litoral quanto em áreas do interior paraibano.
Produção de peixes
A produção de peixes na Paraíba foi de 4,2 mil toneladas em 2025, volume próximo ao registrado em 2024, de 4,3 mil toneladas. A tilápia segue como espécie dominante, respondendo por praticamente toda a produção, com 4,2 mil toneladas, ante 951,7 toneladas em 2013.
Rebanho bovino atinge maior patamar da série histórica
O rebanho bovino da Paraíba cresceu 42,7% entre 2006 e 2025, passando de 1,09 milhão para 1,56 milhão de cabeças. O número representa o maior patamar da série histórica, apesar da queda registrada em 2012, quando o efetivo chegou a 967 mil cabeças.
Nos anos seguintes, o rebanho apresentou crescimento contínuo. O grupamento bovino se mantém como o mais expressivo da pecuária estadual.
Caprinos e ovinos também apresentaram evolução ao longo do período. Em 2006, havia pouco mais de 653 mil caprinos e 414 mil ovinos. Em 2025, os dois rebanhos chegaram a 858 mil e 872 mil cabeças, respectivamente.
O rebanho suíno mais que dobrou em 20 anos, passando de cerca de 148 mil cabeças em 2006 para mais de 343 mil em 2025.
Na comparação entre 2025 e 2024, os principais rebanhos paraibanos apresentaram variações positivas. O rebanho bovino chegou a 1.559.195 cabeças, com expansão de 5,9%. O caprino alcançou 858.137 cabeças, alta de 1,1%; o ovino chegou a 872.377, aumento de 3,6%; e o suíno atingiu 343.312 cabeças, crescimento de 8,2%.
O rebanho equino chegou a 79.245 cabeças, alta de 1,9%, enquanto o bubalino alcançou 1.029 cabeças, crescimento de 35,2%. Os dois últimos, porém, têm baixa representatividade no total do rebanho estadual.
Entre os municípios, Pombal apresentou o maior rebanho bovino, com 30,5 mil cabeças, seguido por Sousa, com 29,8 mil; Paulista, com 26,5 mil; Gurinhém, com 22 mil; e Piancó, com 21,7 mil.
No rebanho suíno, Campina Grande aparece em destaque, com 15 mil cabeças, seguida por Queimadas, com 12,5 mil; Barra de Santana, com 7,5 mil; Pocinhos, com 7 mil; e Cajazeiras, com 5,6 mil.
Entre os ovinos, Barra de São Miguel lidera, com 40 mil cabeças, seguida por Sumé, com 31,7 mil; Monteiro, com 30,2 mil; Barra de Santa Rosa, com 30 mil; e Sousa, com 24,4 mil.
Paraíba tem quinto maior rebanho de caprinos do Brasil
Em 2025, a Paraíba registrou 858,1 mil cabeças de caprinos, alta de 1,1% em relação às 848.852 cabeças contabilizadas em 2024.
O estado ocupa a quinta posição nacional, atrás do Ceará, com 1,1 milhão de cabeças, e à frente do Rio Grande do Norte, com 600,9 mil, e do Maranhão, com 348,7 mil. A Bahia lidera o ranking, com 4,7 milhões de cabeças, seguida por Pernambuco, com 3,3 milhões, e Piauí, com 2,1 milhões.
Entre os municípios paraibanos, Monteiro apresenta o maior rebanho caprino, com 40,9 mil cabeças, seguido por Barra de São Miguel, com 39 mil; Sumé, com 32,3 mil; Serra Branca, com 30,7 mil; e São João do Tigre, com 29,8 mil.
A maioria desses municípios está localizada no Cariri paraibano, região de clima semiárido onde os caprinos encontram condições favoráveis de adaptação.
Rebanho de galináceos cresce e bate recorde
O efetivo de galináceos da Paraíba alcançou 15,8 milhões de cabeças em 2025, o maior patamar da série histórica. O número representa crescimento superior a 88,9% em relação a 2006 e alta de 8,5% frente às 14,5 milhões de cabeças registradas em 2024.
Entre os municípios paraibanos, Pedras de Fogo apresentou o maior efetivo, com 1,36 milhão de cabeças, seguido por Guarabira, com 1,35 milhão; Pocinhos, com 1,32 milhão; Mamanguape, com 920,2 mil; e Princesa Isabel, com 774 mil.
Entre as galinhas poedeiras, a trajetória também foi de expansão. A partir de 2016, houve crescimento mais expressivo, com o efetivo ultrapassando 3 milhões em 2021 e chegando a 4,5 milhões em 2025, mais que o dobro do registrado no início da série histórica disponível.
Pedras de Fogo lidera entre os municípios, com 970,6 mil galinhas poedeiras, seguida por Princesa Isabel, com 577,6 mil; Mamanguape, com 387,7 mil; Esperança, com 355,3 mil; e Cuité, com 198,7 mil.
No período analisado, o total de galináceos cresceu 63,4%, enquanto o número de codornas caiu 38,1%, passando de 334,3 mil em 2016 para cerca de 207,1 mil em 2025.
Produção de ovos cresce 185% em 20 anos
A produção de ovos de galinha na Paraíba apresentou crescimento contínuo. Em 2006, eram produzidas 26,6 mil dúzias. Em 2025, o volume chegou a 75,9 mil dúzias, quase o triplo da produção registrada 20 anos antes.
A produção de ovos de codorna apresentou trajetória diferente. O volume partiu de 688 dúzias em 2006, alcançou o pico de 4,5 mil dúzias em 2016 e, depois, apresentou retração, encerrando 2025 com produção de 2,8 mil dúzias, praticamente metade do máximo registrado.
A produção de leite cresceu 131,7% entre 2006 e 2025, passando de 154,7 milhões de litros para 358,4 milhões. O setor enfrentou uma forte queda em 2012, quando a produção chegou a 142,5 milhões de litros, mas apresentou recuperação nos anos seguintes e mais que dobrou de tamanho em duas décadas.
A produção de mel também apresentou tendência de alta. Em 2006, foram produzidos 264 mil quilos. Em 2025, o volume chegou a 433,7 mil quilos, 1,6 vez o registrado no início da série histórica.
Fonte: IBGE