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Taxa de sindicalização
Foto: Divulgação

Sindicalização cresce na Paraíba pelo segundo ano consecutivo e chega a 9,5% em 2025

Dados do IBGE mostram avanço da associação a sindicatos, cooperativas e formalização de negócios entre trabalhadores paraibanos

23 de setembro de 2026

Do total estimado de 1,724 milhão de pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na Paraíba, em 2025, 164 mil estavam associadas a sindicato, um crescimento de 5,8% em relação a 2024 (155 mil pessoas), sendo maior do que o verificado em 2024, de 4,7%. Esse aumento acumulado no contingente de trabalhadores sindicalizados em 2024 e 2025, acompanhou o crescimento da população ocupada, de 6,5% em 2024 (passou de 1,557 milhão, em 2023, para 1,658 milhão, em 2024), e de 4%, em 2025. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, publicada nesta quarta-feira (23), pelo IBGE.

Entre 2024 e 2025, a taxa estadual de sindicalização das pessoas ocupadas passou de 9,3% para 9,5%, voltando, portanto, ao mesmo patamar verificado em 2023 (9,5%), o segundo ponto mais baixo da série histórica. Com essa pequena melhoria do indicador em 2025, o resultado paraibano se manteve como o 8º mais elevado do país e passou do 5º para o 4º maior do Nordeste, tendo continuado acima das médias brasileira (8,8%) e nordestina (9,2%).

Taxa de sindicalização feminina se mantém levemente superior à masculina, consolidando a convergência entre os sexos
O levantamento também constatou que as taxas de sindicalização dos homens e das mulheres na Paraíba subiram levemente, continuando um pouco maior para as mulheres (9,6%) do que para os homens (9,5%), em 2025, sendo a segunda vez consecutiva que isso ocorre desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Na região Nordeste, esse indicador feminino esteve acima do masculino ao longo de todo o período, com 2025 mostrando proporções de 9,6% e 8,9%, respectivamente. No Brasil, a proporção de sindicalização masculina foi historicamente superior à feminina, exceto em 2022, quando foram registradas taxas de 9,1% para eles e de 9,3% para elas. De 2023 em diante, tem havido uma tendência de melhoria e convergência entre os dois indicadores em nível nacional, ficando a taxa média dos homens (8,9%) levemente maior que a das mulheres (8,7%), em 2025.

Taxa estadual de associação a cooperativa de trabalho ou produção sobe para 4,3%
A pesquisa mostra ainda que, na Paraíba, a quantidade estimada de pessoas ocupadas como empregador ou conta própria no trabalho principal, associadas a cooperativa de trabalho ou produção, teve crescimento de 33,3% entre 2024 (15 mil) e 2025 (20 mil). A taxa de associação desse grupo, por sua vez, cresceu 1,3 ponto percentual (p.p.) entre 2024 (3%) e 2025 (4,3%). Apesar disso, o indicador paraibano foi o 11º menor dentre as unidades da federação e o 4º menor do Nordeste em 2025, tendo ficado abaixo da média nacional (4,7%) e acima da taxa nordestina (4%).

Esses resultados mostram a baixa adesão dos trabalhadores a esse tipo de arranjo produtivo, no estado e em todo o país, sobretudo entre as mulheres, cujas taxas de associação a cooperativas, em 2025, foram ainda menores: as proporções femininas eram 4% no Brasil, 3,1% no Nordeste e de 3% na Paraíba; enquanto as taxas masculinas ficaram em 5,1%, 4,5% e 5%, respectivamente.
Proporção de empregadores ou conta-própria com CNPJ bate recorde e alcança ¼ dessa população
Do total de 468 mil empregadores ou conta-própria estimados para a Paraíba, 24,6% (115 mil pessoas) tinham negócios registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), um crescimento de 3,1 pontos percentuais frente a 2024, com 21,5% (105 mil). Com esse resultado em 2025, o indicador mantém tendência de crescimento verificada ao longo da série histórica, iniciada em 2012 (12,7%; 62 mil pessoas), alcançando recorde estadual, em termos absoluto e relativo.
Esse crescimento observado no indicador estadual entre 2024 e 2025, está em consonância com o verificado em níveis nacional e regional, com as taxas subindo de 33,6% para 35%, e de 19,2% para 20,1%, respectivamente, mas de forma a manter esses resultados estaduais bem abaixo das médias brasileiras e acima da nordestina. Em 2025, o indicador estadual continuou sendo o 13º mais baixo do país e o terceiro maior do Nordeste, inferior apenas às taxas registradas em Sergipe (25,6%) e no Rio Grande do Norte (25,7%).
O levantamento constatou também a continuidade da prevalência feminina (26,9%) entre os empregadores ou conta-própria com empreendimento registrado no CNPJ, em relação à participação masculina (23,4%), na Paraíba. Situação similar foi observada nos cenários brasileiro e nordestino, onde as taxas do grupo feminino foram de 36,7% e de 21,5%, enquanto as do grupo masculino ficaram em 34,2% e de 19,4%, respectivamente.
Proporção de ocupados trabalhando em estabelecimento do próprio empreendimento cresce, enquanto o grupo dos que trabalhavam em fazenda, granja ou chácara mantém tendência de queda
Em 2025, do total estimado de 1,32 milhão de pessoas ocupadas na Paraíba (exclusive os empregados no setor público e trabalhadores domésticos), 52,1% (688 mil) trabalhavam em estabelecimento do próprio empreendimento, um crescimento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2024, que ficou com 49,6% (627 mil). O segundo maior grupo era dos que exerciam suas atividades laborais em local designado pelo empregador, patrão ou freguês, com 17,9% (236 mil) em 2025, uma proporção levemente acima de 2024, com 17,4% (219 mil). Por outro lado, havia o grupo dos que trabalhavam em fazenda, sítio, granja, chácara etc., que era o segundo maior grupo no início da série histórica, em 2012, com 21,7% (249 mil), mas foi paulatinamente perdendo participação, de forma que entre 2024 e 2025, passou de 12,5% (158 mil), para 10,6% (140 mil), respectivamente. Os demais grupos tiveram participações em patamares inferiores, e se mantiveram relativamente estáveis ou com variações pouco significativas.
Outro gráfico
Fonte: IBGE