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setor têxtil
Foto: Magnific

Setor têxtil da PB estrutura projetos de indústria 4.0 para modernizar processos

Programa realizou 32 diagnósticos de maturidade digital, ofereceu formação técnica e desenvolveu propostas para modernizar processos produtivos

18 de setembro de 2026

Uma ação voltada à transformação digital do setor têxtil e de confecções na Paraíba encerrou suas atividades após realizar 32 diagnósticos de maturidade digital, estruturar 20 projetos de indústria 4.0 e oferecer formação técnica a profissionais, gestores e estudantes do ensino médio. A iniciativa foi desenvolvida pelo programa NE 4.0, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Outras informações serão apresentadas nesta sexta-feira (18) durante o evento “Painel Conexão – solução que gera valor: conectando ciência, inovação e indústria”, no Centro de Inovação e Tecnologia Telmo Araújo, em Campina Grande.

“O setor têxtil e de confecção representa aproximadamente 10% do total de empregos na indústria da região. E embora os polos têxteis possuam forte perfil empreendedor, muitos enfrentam desafios de gestão. Envolvendo controle de custos, mensuração de perdas operacionais, como o tempo despendido no ajuste de máquinas para a troca de modelos”, explicou o diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável da Sudene, José Farias.

A primeira etapa foi o diagnóstico do nível de maturidade digital das empresas participantes. Mais de 30 empreendimentos foram analisados, com identificação de problemas relacionados à organização e ao uso de dados, planejamento e acompanhamento da produção, controle de estoques, formação de custos e preços e presença digital. “Encontramos empresas ainda muito dependentes de processos manuais, planilhas isoladas e controles pouco integrados”, afirmou o coordenador do projeto na Paraíba, professor Heleno Bispo, da UFCG. Segundo ele, também foram identificadas dificuldades para acompanhar a produção e visualizar informações em tempo real.

Em alguns processos, como o corte de tecidos, os diagnósticos apontaram problemas relacionados à operação manual, ao acompanhamento de dados, ao desperdício de matéria-prima e ao controle do consumo e do aproveitamento dos materiais.

A etapa seguinte foi uma formação técnica para gestores e empresários, com conteúdos teóricos e práticos sobre manufatura avançada. A atividade também abordou aplicações da indústria 4.0 em situações do cotidiano das empresas. “A percepção mudava quando começávamos a falar do problema concreto da empresa. Quando o empresário percebia que indústria 4.0 também poderia significar melhorar o controle da produção, organizar os dados, acompanhar pedidos, reduzir desperdício, melhorar a formação de preço ou digitalizar um processo manual, a tecnologia deixava de parecer distante”, explicou Bispo.

A formação antecedeu a elaboração dos 20 projetos de inovação. As propostas incluíram digitalização de processos administrativos e produtivos, automação e otimização do corte, gestão baseada em dados, rastreabilidade, economia circular e desenvolvimento de novos produtos. Nas indústrias que priorizaram a melhoria de processos envolvendo a produção, os projetos focaram na automação do corte, com foco em desenho e manufaturas auxiliadas por computador, integração de processos produtivos e monitoramento da produção. Também ocorreram abordagens de maior intensidade tecnológica envolvendo internet das coisas, sensores, análise de dados em tempo real e produtos vestíveis inteligentes.

A ação também ofereceu formação técnica a mais de 50 estudantes do ensino médio na Paraíba. Desse grupo, cinco participaram de uma experiência prática de estágio vinculada às atividades desenvolvidas no projeto. O projeto também ocorreu nos estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Fonte: Sudene