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Foto: Divulgação

iFood gera mais emprego e reduz risco de falência de pequenos restaurantes, aponta FIPE

Levantamento com mais de 40 mil estabelecimentos mostra que negócios que aderem à plataforma contratam mais, pagam salários melhores e sobrevivem por mais tempo; crédito do iFood Pago também amplia faturamento sem repassar preço ao consumidor

18 de setembro de 2026

Restaurantes que entram no iFood contratam mais, pagam melhor e duram mais. É o que revela estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), com dados de mais de 40 mil estabelecimentos, preparado para apresentação no iFood Move 2026, evento voltado para empreendedores dos setores de alimentação e varejo.
O impacto é mais expressivo entre os microempreendedores individuais (MEI): após a adesão à plataforma, o emprego nesses negócios cresce até 50% e o risco de falência no longo prazo cai entre 40% e 60%. Parte desse efeito reflete a própria trajetória de formalização desses negócios: muitos MEIs crescem, contratam e migram para outros regimes empresariais à medida que se consolidam. Entre estabelecimentos parceiros de pequeno porte (com até cinco funcionários), a plataforma está associada a um aumento de mais de 50% no emprego e de 15% no salário real, e a chance de o negócio permanecer ativo após dois anos sobe entre 17 e 23 pontos percentuais.
Na média geral do ecossistema, os restaurantes que aderiram ao iFood registraram aumento de 7% no emprego e de 9% no salário real, em comparação com estabelecimentos similares fora da plataforma. O ganho salarial varia por função: na cozinha, o salário real avançou 14% (com alta de 9% no emprego); no setor administrativo, 12% (sem efeito relevante sobre contratações); no salão, 9% (também sem variação expressiva no número de vagas).
O estudo também aponta que restaurantes na plataforma cresceram, entre 2023 e 2024, 2,3 vezes mais que a média do segmento no país, na comparação com dados do IBGE.
Crédito também gera crescimento, sem repassar preço ao consumidor

O levantamento indica ainda que o crédito oferecido pelo iFood Pago impulsiona vendas dos parceiros sem elevar o preço final ao consumidor. Estabelecimentos que acessaram a linha de crédito tiveram alta média de 9% no volume de pedidos e de 4% no faturamento, descompasso que reflete justamente a ausência de repasse de preço: o negócio vende mais, mas mantém o ticket médio estável para o cliente.
“O estudo mostra que o crescimento da plataforma e o crescimento do parceiro andam juntos e isso é ainda mais evidente para quem está começando ou tem um negócio pequeno”, afirma Bruno Henriques, COO de marketplace do iFood e CEO do iFood Pago.
Para Debora Gershon, diretora de Políticas Públicas e Economia do iFood, os números revelam um efeito em cadeia que começa no pequeno negócio. “Quando uma lanchonete de bairro consegue se sustentar e contratar, ela segura a cadeia em volta dela: o fornecedor de insumos, o entregador, o comércio da região”, diz. Segundo Gershon, o estudo da FIPE comprova que esse efeito é mensurável e se repete em milhares de cidades no país.
O tamanho do “Efeito iFood” na economia brasileira: Em 2025, as atividades do iFood movimentaram R$ 167 bilhões na economia brasileira, o equivalente a 0,70% do PIB nacional e contribuíram para a geração de 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos. Ainda segundo a FIPE, cada R$ 1 transacionado na plataforma gera R$ 1,40 em atividade econômica, e cada 100 empregos diretos criados pelo ecossistema geram outros 63 postos formais adicionais na cadeia. Entre 2020 e 2025, o valor movimentado pela plataforma cresceu 175%, com expansão em todas as regiões do país.
Ninguém ilustra melhor esse impacto do que André Beleza, fundador do Bistrôgonofe, rede de fast-casual referência em strogonoff em Goiânia. Após 14 anos na informalidade em uma feira popular, André fundou o próprio negócio em 2012. Três anos depois, a chegada do iFood a Goiânia mudou sua trajetória. “Eu fui um dos primeiros em Goiânia. Quando o iFood chegou, foi uma revolução para o meu negócio”, conta o empreendedor. Em 2026, a parceria completa uma década e os números refletem essa transformação: o Bistrôgonofe opera hoje cinco unidades, registra cerca de 20 mil pedidos mensais pelo iFood e se consolidou como um dos maiores players de comida brasileira na capital goiana.

Crédito para o empreendedor
Desde o início das operações, iFood Pago, plataforma financeira do iFood, liberou mais de R$ 4.6 bilhões em crédito, com R$ 9.2 bilhões em recursos pré-aprovados para varejistas de todo o Brasil. A plataforma surge como um verdadeiro motor de crescimento que desburocratiza o acesso ao crédito e promove inclusão financeira digital, pois utiliza os dados de performance do restaurante no app do iFood, como taxa de revisita, avaliações, entre outros, para realizar análises mais assertivas, adaptadas ao fluxo de caixa do setor de alimentação.

Fonte: Assessoria