Shopee lidera compras recentes, mas Mercado Livre é a marca mais recomendada pelos brasileiros
Levantamento da YouGov mostra força das plataformas digitais e aponta que 77,2% dos brasileiros consideram as compras online facilitadoras
12 de agosto de 2026
A Shopee foi a marca na qual a maior parcela dos brasileiros realizou compras nos últimos três meses, mas o Mercado Livre ocupa a primeira posição quando o critério é a disposição para recomendar uma empresa a amigos ou colegas. É o que revela levantamento da YouGov, multinacional referência em pesquisa de mercado online, realizado por meio da ferramenta Profiles+ Brasil.
Entre os consumidores consultados sobre cada marca, 55,4% afirmam ter comprado na Shopee nos últimos três meses. O Mercado Livre aparece em seguida, com 48,4%, enquanto a Amazon ocupa a terceira posição, com 27,8%.
A ordem se altera quando os participantes indicam as marcas que recomendariam. O Mercado Livre assume a liderança, citado por 58,7%, mas permanece praticamente empatado com a Shopee, que alcança 58,4% – diferença de apenas 0,3 ponto percentual. A Amazon registra 45,2%de recomendação.
O resultado mostra um mercado em que a frequência de compra e a percepção positiva caminham próximas, embora não necessariamente produzam a mesma classificação entre as empresas.
Marcas mais utilizadas nos últimos três meses
Entre as marcas avaliadas, as maiores proporções de consumidores que declararam ter realizado compras recentemente foram:
• Shopee: 55,4%;
• Mercado Livre: 48,4%;
• Amazon: 27,8%;
• Assaí Atacadista: 18,6%;
• Atacadão: 17,3%;
• Americanas: 15,9%;
• TikTok Shop: 15,9%;
• Casas Bahia: 12,4%;
• Magazine Luiza (Magalu): 11,1%;
• AliExpress: 10,8%;
• Carrefour: 9,9%;
• Renner: 7%.
A proximidade entre Americanas e TikTok Shop também chama a atenção. As duas marcas aparecem praticamente empatadas nas compras realizadas nos últimos três meses, com 15,9% cada.
Mercado Livre e Shopee lideram recomendações
As plataformas também se destacam quando os entrevistados são questionados sobre quais marcas recomendariam a amigos ou colegas.
• Mercado Livre: 58,7%;
• Shopee: 58,4%;
• Amazon: 45,2%;
• Magazine Luiza (Magalu): 35,1%;
• Assaí Atacadista: 30%;
• Atacadão: 29,8%;
• Americanas: 28,3%;
• Casas Bahia: 25,5%;
• Carrefour: 22,2%;
• TikTok Shop: 18,7%;
• AliExpress: 17,8%;
• Renner: 17%;
• Pão de Açúcar: 16,7%.
O Magalu ocupa a quarta posição em recomendação, com 35,1%, embora apareça em nono lugar entre as marcas utilizadas nos três meses anteriores à pesquisa. Os resultados sugerem que reconhecimento positivo e presença recente na jornada de compra podem apresentar intensidades diferentes.
Compras online facilitam a vida de 77,2% dos brasileiros
A expansão das plataformas digitais ocorre em um cenário de ampla valorização da conveniência. Para 77,2% dos brasileiros, as compras online facilitam a vida.
Desse total:
• 46,1% concordam plenamente com a afirmação;
• 31,1% concordam quase totalmente;
• 17,3% não concordam nem discordam;
• 3,3% discordam quase totalmente;
• 2,2% discordam totalmente.
Somadas, as respostas negativas representam apenas 5,5%dos entrevistados, indicando que a percepção favorável às facilidades oferecidas pelo comércio eletrônico está disseminada entre diferentes parcelas da população.
Quase metade compra principalmente ou exclusivamente pela internet
A preferência pelos canais digitais também aparece na frequência das compras. Quase metade dos consumidores, 49,3%, afirma comprar na maior parte das vezes ou sempre pela internet.
A distribuição das respostas é a seguinte:
• 37,7% compram na maior parte das vezes online;
• 30,8% alternam igualmente entre canais online e presenciais;
• 15,3% compram na maior parte das vezes presencialmente;
• 11,6% compram sempre online;
• 4,7% compram sempre presencialmente.
Enquanto 49,3% priorizam ou utilizam exclusivamente o comércio online, 20% concentram suas compras principalmente ou totalmente nas lojas físicas. Outros 30,8% mantêm um comportamento híbrido, dividindo-se entre os dois ambientes.
Os números mostram que o avanço digital não elimina a relevância dos estabelecimentos físicos, mas altera o equilíbrio da jornada de compra. Para uma parcela expressiva da população, o relacionamento com o varejo já ocorre de maneira integrada entre plataformas, aplicativos, sites e lojas.
Roupas, eletrônicos e calçados lideram compras digitais
Roupas e acessórios formam a categoria mais comprada pela internet, mencionada por 62,1% dos consumidores que responderam à questão. Produtos eletrônicos aparecem na sequência, com 55,1%, praticamente empatados com calçados, adquiridos online por 54%.
Categorias mais compradas online
• Roupas e acessórios: 62,1%;
• Produtos eletrônicos: 55,1%;
• Calçados: 54%;
• Eletrodomésticos: 45,5%;
• Produtos de beleza e cosméticos: 44,5%;
• Produtos para cuidados pessoais: 43%;
• Produtos de saúde e bem-estar: 35,4%;
• Mobília e decoração de interiores: 28,1%;
• Alimentos e produtos de supermercado: 20%.
Os resultados indicam que o comércio eletrônico está consolidado tanto em categorias tradicionalmente associadas ao ambiente digital, como eletrônicos, quanto em segmentos que dependem de fatores como tamanho, preferência estética, experimentação ou avaliação pessoal.
Eletrodomésticos mantêm jornada híbrida
Nas compras de eletrodomésticos e aparelhos de cozinha, como máquinas de lavar, geladeiras e lava-louças, o ambiente online já supera as aquisições predominantemente presenciais, mas a divisão entre canais permanece relevante.
Entre os entrevistados:
• 24,6% dividem igualmente as compras entre online e offline;
• 19,5% fazem a maioria das compras online;
• 17,2% compram tudo online;
• 14,2% compram tudo offline;
• 12,2% fazem a maioria das compras offline;
• 9,4% não compram esse tipo de produto;
• 3% não souberam responder.
Ao todo, 36,7% realizam a maioria ou a totalidade dessas compras pela internet, diante de 26,4% que priorizam ou utilizam exclusivamente os canais offline.
A participação de 24,6% que dividem as compras igualmente entre os dois ambientes reforça o caráter híbrido da jornada em uma categoria de maior valor, na qual pesquisa digital, comparação de preços e avaliação presencial podem integrar uma mesma decisão.
Fonte: Assessoria
