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Foto: Freepik

Busca por saúde impulsiona mercado de suplementos; 48% das compras são feitas em farmácias

Pesquisa Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026, realizada pelo IFEPEC, mostra que consumidores associam produtos a energia, qualidade de vida e envelhecimento saudável; profissionais da saúde destacam avaliação individualizada antes da recomendação

16 de julho de 2026

A busca dos brasileiros por mais saúde, qualidade de vida, desempenho físico e longevidade está transformando o mercado de suplementos alimentares em uma categoria cada vez mais estratégica dentro da cadeia de saúde. É o que revela a Pesquisa Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026, realizada pelo IFEPEC (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa), que ouviu 1.068 profissionais da saúde habilitados a prescrever ou recomendar suplementos e 1.200 consumidores em todas as regiões do país.

O levantamento mostra que as farmácias e drogarias ocupam posição de destaque na jornada de compra dos consumidores, sendo o principal canal de aquisição dos suplementos alimentares no Brasil. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmaram comprar esses produtos em farmácias, à frente de marketplaces e comércio eletrônico (24%), supermercados (15%) e lojas especializadas (8%).

Para Edison Tamascia, presidente da Febrafar, o avanço da categoria acompanha uma mudança no comportamento da população, que passou a olhar para a suplementação como parte de uma estratégia mais ampla de cuidado com a saúde. “Os suplementos alimentares passaram a fazer parte da rotina de consumidores que buscam não apenas corrigir deficiências nutricionais, mas também melhorar a disposição, preservar a saúde, aumentar a performance física e envelhecer com mais qualidade. Esse movimento mostra uma mudança importante na relação das pessoas com o autocuidado e amplia a relevância desse mercado”, afirma.

Segundo Tamascia, o protagonismo das farmácias nesse cenário está relacionado à proximidade com o consumidor e à capacidade de oferecer orientação qualificada. “A farmácia é um dos principais pontos de contato da população com a saúde. Quando falamos em suplementos, esse papel se torna ainda mais importante, pois o consumidor busca produtos, mas também precisa de informação segura para fazer escolhas adequadas”, destaca.

Saúde, energia e desempenho estão entre os principais motivos de consumo

Entre os consumidores entrevistados, as principais motivações para utilizar suplementos estão relacionadas à melhora da energia e disposição (31%), complementação alimentar (29%), melhora da saúde geral (27%), retardar o envelhecimento (25%) e melhorar o desempenho físico (24%).

A pesquisa também revela que o consumo está associado a diferentes momentos da vida. Enquanto parte dos usuários busca ganho de massa muscular e recuperação pós-treino, outros procuram suporte para envelhecimento saudável, prevenção e manutenção da qualidade de vida.
Entre os suplementos mais utilizados aparecem whey protein ou proteínas, citados por 47,1% dos consumidores, creatina (21,5%), ômega 3 (18,1%), colágeno (17,6%) e vitaminas ou multivitamínicos (9,5%).

Profissionais reforçam importância da recomendação técnica

A pesquisa também avaliou a percepção de médicos, nutricionistas, farmacêuticos e biomédicos sobre a indicação de suplementos. Os resultados mostram que a recomendação está cada vez mais baseada em critérios técnicos, como avaliação clínica, exames laboratoriais, necessidades individuais, segurança e qualidade dos produtos.

Os profissionais apontaram que a suplementação pode ter diferentes finalidades, incluindo melhora da performance física, prevenção do envelhecimento biológico, suporte em fases específicas da vida, correção de deficiências nutricionais e auxílio no manejo de condições relacionadas ao metabolismo e saúde intestinal.

Para Edison Tamascia, a expansão do mercado deve estar acompanhada de conhecimento e responsabilidade. “O crescimento da suplementação precisa caminhar junto com informação de qualidade. O consumidor está mais interessado, pesquisa mais e busca entender os benefícios dos produtos. Por isso, a conexão entre profissionais da saúde, indústria, varejo e consumidores é fundamental para que esse mercado evolua de forma sustentável”, ressalta.

Qualidade ganha relevância na decisão de compra

Outro dado relevante do estudo é que a qualidade ou garantia do produto aparece como o principal atributo considerado pelos consumidores, citado por 32% dos entrevistados. Na sequência aparecem composição ou ingredientes (25%) e marca ou fabricante (22%).

A pesquisa indica ainda que o consumidor demonstra baixa disposição para trocar qualidade por preço: 78,6% afirmaram que não comprariam um produto mais barato caso ele não apresentasse o atributo considerado mais importante na escolha.

A percepção sobre os resultados também influencia a continuidade do consumo. Do total de entrevistados, 53% afirmaram ter percebido resultados associados ao uso dos suplementos, enquanto 26% relataram resultados parciais. Além disso, 82% afirmaram que pretendem continuar consumindo esses produtos nos próximos seis meses.

Informação digital amplia jornada de decisão

Apesar da força dos canais tradicionais de saúde, a pesquisa mostra que a internet e as novas tecnologias já fazem parte do processo de decisão dos consumidores. Sites de busca aparecem como principal fonte de informação sobre suplementos, citados por 36% dos entrevistados, seguidos pelo YouTube (25%), plataformas de inteligência artificial (21%) e médicos (19%).

Na avaliação da Febrafar, esse cenário reforça a necessidade de comunicação transparente e educação do consumidor. “Vivemos um momento em que a informação está disponível em diferentes canais, mas nem sempre com a mesma qualidade. O desafio do setor é transformar conhecimento em orientação confiável, ajudando o consumidor a tomar decisões melhores e fortalecendo o papel dos profissionais e do varejo farmacêutico nessa jornada”, conclui Edison Tamascia.

 

A pesquisa na íntegra está disponível de forma gratuita no site da Febrafar.

Fonte: Assessoria