Custo da construção civil na Paraíba sobe 0,34% em junho, aponta IBGE
Estado registrou a quinta menor alta do país no mês e manteve variação abaixo das médias nacional e do Nordeste
13 de julho de 2026
O custo médio da construção civil por metro quadrado, na Paraíba, registrou variação de 0,34% em junho de 2026, frente a maio, conforme o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. A taxa estadual foi a 5ª menor entre as unidades da federação, abaixo da média do Brasil (1,19%) e da variação do Nordeste (1,45%).
Com a alta, o custo médio por metro quadrado passou de R$ 1.907,82, em maio, para R$ 1.914,28, em junho. No âmbito regional, o custo paraibano foi o segundo mais elevado do Nordeste, ficando abaixo do verificado no Maranhão (R$ 1.960,01). Apesar disso, o valor permanece inferior à média nacional (R$ 1.976,37), embora acima da média do Nordeste (R$ 1.861,67).
A variação mensal foi puxada pelo aumento no custo do componente material que, na Paraíba, passou de R$ 865,53 em maio para R$ 870,64 em junho. Já a mão de obra se manteve com o mesmo valor do mês anterior (R$ 1.599,45).
Para a variação acumulada no ano, de janeiro a junho de 2026, a Paraíba apresentou uma elevação de 3,76%, configurando a nona menor variação do país, atrás apenas de Roraima (2,00%), Mato Grosso do Sul (2,20%), Rio Grande do Sul (2,46%), Minas Gerais (2,52%), Amazonas (2,63%), Mato Grosso (2,83%), Pará (2,90%) e Paraná (3,32%). O índice paraibano ficou abaixo das médias nacional (4,48%) e nordestina (5,97%) e foi o menor entre os estados do Nordeste. Os maiores aumentos foram registrados no Acre (7,32%), Maranhão (7,11%) e Bahia (7,07%).
No período de 12 meses, até junho de 2026, a Paraíba registrou aumento de 9,39% no custo médio por metro quadrado da construção civil, ocupando a quinta maior variação entre os 27 estados. Esse resultado posiciona o estado acima das médias nacional (7,26%) e regional (8,55%). As maiores variações foram observadas no Mato Grosso (10,04%), Acre (9,96%), Ceará (9,63%) e Maranhão (9,41%), enquanto as menores ocorreram em Espírito Santo (5,49%), Pará (5,15%) e Roraima (4,77%).
Fonte: IBGE