Usina Cultural Energisa João Pessoa recebe shows de Wister e Diógenes Ferraz no Café da Usina e artes visuais nas galerias de arte
Programação reúne apresentações musicais no Café da Usina e duas exposições gratuitas sobre memória, patrimônio e história de João Pessoa.
2 de julho de 2026
A programação do Café da Usina chega com um fim de semana de muita música, boas energias e encontros com duas atrações que transitam entre canções autorais e poesia.
Na sexta-feira (03), com início às 20h, o artista pessoense Wister convida o público para uma experiência intimista em M(eu), espetáculo que resgata canções dos seus primeiros discos em formato despojado, conduzido apenas por voz, violão e a proximidade com a plateia.
A proposta do show parte da ideia de que “a música só é possível porque o silêncio existe”. O repertório reúne composições que acompanharam os quase 19 anos de trajetória do cantor, além de músicas inéditas e ainda não gravadas, transformando a apresentação em um encontro de memórias. “M(eu) é um encontro, quase um café na sala. Sentamos, ouvimos, cantamos e contamos nossas histórias nesse lugar”, define o artista.
No sábado (04), também às 20h, é a vez de Diógenes Ferraz levar ao público o espetáculo Boleros, Boletos e Litrões ao Vivo, que ganhou destaque após emocionar e fazer o público cantar durante o Bloco Cafuçu 2026.
Misturando bolero, crônica boêmia e poesia do cotidiano, o show mergulha em temas universais como amores intensos, desafios da vida adulta e encontros regados a humor e emoção. Entre brindes imaginários de litrão e boletos que insistem em chegar, Diógenes celebra as histórias comuns com autenticidade, exagero e sensibilidade. O repertório também presta homenagem a grandes nomes do brega brasileiro, apresentando releituras carregadas de personalidade para canções que marcaram gerações e seguem presentes na memória afetiva do público. A proposta é simples: cantar junto, rir das próprias dores e brindar as histórias que todos carregam.
– Artes Visuais
Exposição “Poéticas da Desmemória” ocupa a Galeria de Arte da Usina Cultural Energisa com reflexões sobre memória, patrimônio e direito à cidade
A Galeria de Arte da Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, recebe a exposição coletiva “Poéticas da Desmemória”, resultado das atividades desenvolvidas no LAB 6, iniciativa voltada à experimentação artística e ao pensamento crítico sobre as relações entre arte, patrimônio, memória e direito à cidade.
Com curadoria da arquiteta e mestre em Museologia Maria Botelho (@maria.b.lima), a mostra propõe um olhar sensível e questionador sobre os processos de construção das memórias coletivas, trazendo à tona perspectivas decoloniais e contranarrativas contemporâneas que desafiam versões oficiais da história e ampliam o debate sobre pertencimento, identidade e ocupação dos espaços urbanos.
A exposição reúne obras dos artistas Aidyne Martins, Artemysia Arruda, Diego Rezende, Maycon Albuquerque e Kal Yoga, produzidas ao longo das atividades pedagógicas do LAB 6. Os trabalhos dialogam entre si na criação de reflexões sobre aquilo que é lembrado, esquecido ou silenciado nos processos de constituição da memória social, propondo experiências artísticas que atravessam questões históricas, culturais e políticas.
Por meio de diferentes linguagens e abordagens, “Poéticas da Desmemória” convida o público a pensar sobre os vestígios, apagamentos e permanências que moldam as narrativas das cidades e de seus habitantes, reafirmando o papel da arte como ferramenta de questionamento e transformação.
A visitação é gratuita e segue aberta ao público até o dia 26 de julho, proporcionando uma oportunidade de contato com produções contemporâneas comprometidas com o debate sobre memória, patrimônio cultural e cidadania.
O Lab Ocupação Artes Visuais é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), produção da 2ou4, patrocínio do Grupo Energisa, apoio do Instituto Energisa e realização do Ministério da Cultura.
Na Galeria Alexandre Filho, com o apoio do Instituto Energisa e Energisa Paraíba, a exposição “O disegno de uma cidade” revela a evolução urbana de João Pessoa por meio de arquivos históricos do IHGP.
A mostra foi organizada por técnicos e consultores do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP) e convida os visitantes a uma verdadeira viagem no tempo, percorrendo momentos decisivos da construção da capital paraibana.
A exposição apresenta um recorte documental que abrange, principalmente, o período entre as décadas de 1920 e 1950, quando João Pessoa começou a expandir seus limites para além das margens do Rio Sanhauá, consolidando um novo modelo de crescimento urbano e ocupação territorial.
Por meio de fotografias históricas, documentos e reproduções de matérias publicadas na imprensa paraibana, o público poderá acompanhar importantes marcos do desenvolvimento da cidade. Entre os registros expostos estão imagens da abertura da Avenida Epitácio Pessoa, em 1933, considerada uma das mais importantes vias da capital; o início da pavimentação da Rua da República, em 1948; as obras de pavimentação do Mercado Central, em 1949; além da posse de Oswaldo Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, em 14 de fevereiro de 1948, primeiro prefeito eleito pelo voto direto após o período da ditadura do Estado Novo.
O acervo exposto integra o patrimônio documental do IHGP e foi construído a partir de registros preservados da imprensa paraibana do século XX. Entre páginas amareladas pelo tempo, manchetes históricas e fotografias emblemáticas, a mostra apresenta um panorama das transformações políticas, sociais e urbanísticas que moldaram a identidade de João Pessoa ao longo de décadas.
Mais do que reunir documentos históricos, a exposição propõe uma reflexão sobre o papel da imprensa na construção da memória coletiva da cidade. As notícias reunidas permitem observar não apenas os acontecimentos que marcaram diferentes períodos da história pessoense, mas também os debates, expectativas e visões de futuro que acompanharam o processo de modernização da capital.
Ao percorrer a exposição, os visitantes terão a oportunidade de compreender como João Pessoa se desenvolveu ao longo do século XX, observando mudanças em sua paisagem urbana, em sua dinâmica política e na vida cotidiana de seus habitantes. A iniciativa reforça a importância da preservação dos acervos históricos como instrumentos fundamentais para a compreensão do passado e para a valorização da memória cultural paraibana.
Fonte: Assessoria
