Geração Z impulsiona mudanças na liderança e fortalece estratégias de diversidade nas empresas
Estudo da McKinsey aponta que 81% das organizações pretendem manter ou ampliar iniciativas de diversidade e inclusão para atrair talentos e melhorar resultados
1 de julho de 2026
Geração Z acelera mudanças na liderança e estratégias de diversidade passam a ser prioridade em 81% das organizações; entenda
Em diálogo com o novo quadro de funcionários, as estratégias de Diversidade e Inclusão (D&I) auxiliam gestores no engajamento e no bem-estar das equipes; em contrapartida, as empresas esperam fechar com um balanço financeiro superior ao de seus pares.
A entrada maciça da Geração Z no mercado de trabalho tem redesenhado o perfil das lideranças, e consequentemente suas estratégias. Prezando por ambientes de trabalho colaborativos, equitativos e inclusivos, um novo olhar sobre as equipes já está em pauta entre gestores de nível internacional.
Segundo o último relatório da McKinsey & Company, “Panorama das Organizações em 2026”, as mudanças sopram a favor, sobretudo, de estratégias de Diversidade e Inclusão (D&I) como motor de mudanças nas organizações. Para se ter uma noção, a consultoria estima que 90% dos dez mil líderes globais tratam estratégias de D&I (Diversidade e Inclusão) nesse momento como prioridade.
O mercado de D&I dá indícios de uma retomada global até o ano de 2028. Segundo a McKinsey, quase metade das organizações que reduziram seus investimentos em D&I espera retomá-los, pelo menos parcialmente, em até dois anos. Em diálogo com equipes plurais, as estratégias devem auxiliar gestores no engajamento dos colaboradores e na promoção do bem-estar das equipes; como contrapartida, as empresas esperam fechar com um balanço financeiro superior ao de seus pares.
Atento às transformações do mercado, o relações-públicas e gestor da CRIATIVOS, Rodrigo Almeida, explica que as iniciativas de D&I facilitam a atração e retenção de novos talentos, principalmente os que adentram neste momento o mercado. Para o empresário, o diálogo e o pertencimento em ambientes inclusivos, seja geracional ou através de lideranças femininas, negras, LGBTQIAPN+, além dos jovens, idosos ou pessoas com deficiência, representam a oportunidade de expandir os horizontes e dialogar com a nova onda de consumidores.
“Estratégias com foco em ‘diversidade e inclusão’ devem ser a base de uma cultura organizacional empresarial em nosso país. O mercado brasileiro, ainda emergente, caminha a passos lentos em direção a esse objetivo, o que abre margem para uma crítica por parte da nova geração mais engajada com transformações reais. Esse repertório amplo do D&I é traduzido em métricas reais, com a ampliação do acesso ao mercado de trabalho, desempenho e experiência dos colaboradores, estímulo à criatividade e à inovação. Em contrapartida, a gestão também ganha, gerando uma melhor experiência para os clientes”, comenta o empresário.
Não é à toa que, segundo a McKinsey, aproximadamente 81% das organizações devem manter ou ampliar seus esforços nessa área. Segundo Rodrigo Almeida, esse fenômeno fortalece as relações interpessoais, comerciais e comunitárias entre empresas e públicos interessados, alavancando a reputação organizacional.
A análise interna da McKinsey também permite observar o desempenho do quadro de funcionários. Segundo o relatório, o desempenho no trabalho aumentou 56%; o risco de rotatividade diminui 50% e os colaboradores têm 47% mais probabilidade de permanecer na organização.
Há uma década presente nas áreas de relações públicas e assessoria de imprensa, Rodrigo cita que as estratégias de D&I na CRIATIVOS são alinhadas ao propósito e aos valores da organização, tornando o case conhecido na cena nacional. Segundo o gestor, trabalhar com uma equipe diversa e multidisciplinar eleva o desempenho e a qualidade da tomada de decisões.
“Empresas que valorizam diferentes perspectivas conseguem compreender melhor seus públicos, inovar com mais consistência e formar equipes preparadas para responder aos desafios de um mercado em constante transformação. Nos próximos anos, o cenário corporativo deve ser guiado por pessoas, e isso exige lideranças capazes de ouvir, incluir e transformar diferentes visões em resultados”, conclui.
Fonte: Assessoria