“Poderosas em Ação” celebram a vida em arraiá solidário em João Pessoa
Criada em 2019, a entidade presta apoio a mulheres em tratamento do câncer no estado
18 de junho de 2026
O Instituto Poderosas em Ação, que presta apoio a mulheres em tratamento do câncer no estado, promoveu, na última terça-feira (16), a festa de São João da entidade, na área externa do Clube Cabo Branco, em João Pessoa. Com quadrilha junina, comidas típicas, música e muita animação, o evento reuniu pacientes, voluntárias, familiares e parceiros em um momento de celebração.
Em meio ao tratamento oncológico, o evento foi encarado como um respiro de alegria e leveza. As mulheres dançaram, riram e reforçaram os laços de solidariedade que sustentam o grupo. Doriana França, que frequenta o Instituto desde dezembro, destacou o apoio recebido no momento mais difícil. “Eu descobri o câncer após uma biópsia que inicialmente deu benigna e, pós-cirúrgica, revelou-se maligna. Fiquei desesperada, sem saber por onde começar. O Instituto me deu acolhimento, carinho, amor e encaminhamento para o tratamento. Elas me acompanharam à oncologista, aos exames, ligam pra mim, conseguiram cestas básicas e medicação. Foi um acolhimento muito grande onde eu pensei que não ia ter forças. Hoje eu sou outra pessoa”, disse.
Adriana Adelino, há três meses participando das ações, falou sobre o significado desses momentos de confraternização. “Depois que comecei a participar, mudou muita coisa. Hoje eu vejo os dias com outros olhos. Eu estava muito perdida após quimioterapia e radioterapia. Esses momentos de festa fazem a gente esquecer do tratamento por um instante e curtir, celebrar a vida. Agora sei que meu futuro é ajudar os outros”, declarou.
Leandra Dias, fundadora do Instituto Poderosas em Ação, ressaltou o valor emocional da festa para as participantes. “Realizar nosso São João é muito mais do que uma festa junina. É oferecer às nossas Poderosas um espaço onde elas podem, mesmo em tratamento, se sentir vivas, bonitas e parte de uma família. Aqui elas dançam, cantam, se abraçam e percebem que a vida não para no diagnóstico. Esses momentos fortalecem a autoestima, reduzem o isolamento e mostram que a alegria também faz parte da cura”, ressaltou.
“Ver nossas meninas sorrindo, dançando quadrilha e se apoiando umas às outras nos enche o coração de esperança. A festa é um símbolo poderoso de resiliência e união. Mesmo enfrentando quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, elas têm o direito de celebrar a vida. Esse ‘arraiá’ reforça que juntas somos mais fortes e que o melhor ainda está por vir”, completou Sandra Santos, presidente do Instituto.
Fonte: Assessoria