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Foto: Banco de Imagens

O novo marco da vida adulta: jovens adultos estão antecipando a compra do primeiro imóvel

Impulsionados por programas como o Minha Casa Minha Vida, jovens se tornam o principal público para compra de imóveis

15 de junho de 2026

A compra da casa própria faz parte da lista de metas de brasileiros de todas as idades. No entanto, uma pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec, aponta que a Geração Z têm ocupado a liderança (50%) da intenção de compra de imóveis. Apesar de o poder de compra ser limitado entre os jovens, programas de financiamento como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) são a principal solução.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério das Cidades, jovens entre 18 e 30 anos são atualmente o principal público do MCMV. Só nos últimos 5 anos, mais de 1,2 milhão de contratos do programa habitacional foram oficializados por pessoas com essa faixa etária.

Para Pedro Farias, gestor comercial da MRV na Paraíba, a tendência reflete a compreensão precoce de que o financiamento de um imóvel é um investimento a longo prazo, diferente de opções como o aluguel.

“Percebemos que o jovem de hoje está buscando mais informações e já consegue perceber que o valor da parcela de um financiamento pelo Minha Casa Minha Vida muitas vezes equivale ou é menor do que o preço de um aluguel na mesma região. Para quem está começando a vida a dois ou consolidando a carreira, isso é um divisor de águas”, explica o executivo.

Na prática, essa tendência ganha rostos e histórias reais. É o caso de Gabriel Santos, 28, e Esther Mendes, 26, que planejam casar no final de 2026, e perceberam que as condições do financiamento seriam mais vantajosas e decidiram buscar um empreendimento para comprar.

“Nós achávamos que comprar um apartamento era algo que só conseguiríamos quando tivéssemos 35 ou 40 anos e estivéssemos mais estabilizados financeiramente. Mas quando vimos que o subsídio do Minha Casa Minha Vida permitia que as parcelas ficassem no mesmo valor de um aluguel, decidimos arriscar”, conta Gabriel.

O uso estratégico do FGTS e a possibilidade de compor renda somando o salário de parceiros ou familiares nas linhas de crédito do MCMV, são ferramentas que permitem que mesmo profissionais que entraram há pouco tempo no mercado de trabalho consigam a aprovação do crédito imobiliário.

“O mercado imobiliário se adaptou a esse novo consumidor, que exige agilidade e digitalização no processo, mas que, acima de tudo, precisa de condições reais de pagamento enquanto sua carreira decola”, salienta Pedro Farias.

Fonte: Assessoria