João Pessoa ganha destaque em debate internacional sobre novo urbanismo e mercado imobiliário
Alisson Holanda apresentou potencial da capital paraibana em painel da WTCA sobre inovação, desenvolvimento urbano e real estate
1 de junho de 2026
A World Trade Centers Association (WTCA), uma das principais redes globais de negócios e desenvolvimento corporativo do mundo, reuniu na última quinta-feira, 28 de maio, executivos dos setores imobiliário, energético e de infraestrutura para discutir os novos ciclos de transformação urbana e econômica do Nordeste brasileiro. Entre os participantes do painel “Do Projeto à Experiência: Inovação e Novos Produtos no Real Estate”, Alisson Holanda, CEO da NHolanda Construtora e presidente do Instituto Ranking PB, apresentou João Pessoa como um dos territórios mais promissores do país para uma nova geração de projetos urbanos orientados por qualidade de vida, planejamento, tecnologia e integração entre turismo e desenvolvimento territorial.
Ao lado de Cristiane Galvão, Real Estate Manager da CBRE Nordeste, e de Rodrigo Assunção, presidente da Atiaia Renováveis, empresa do Grupo Planalto/Brennand Energia, o empresário paraibano participou de uma discussão centrada nas transformações que vêm reposicionando o Nordeste dentro das agendas nacionais de real estate, infraestrutura e investimentos de longo prazo.
O debate partiu de uma percepção compartilhada entre os participantes: a região deixou de ser observada apenas pelo potencial turístico e passou a consolidar protagonismo econômico em segmentos ligados à logística, urbanismo, energia renovável, tecnologia e desenvolvimento imobiliário. Nesse contexto, João Pessoa ganhou espaço como exemplo de uma capital que reúne expansão planejada, qualidade urbana e capacidade de atrair novos perfis de investidores e consumidores.
Durante sua participação, Alisson apresentou a visão do Grupo Holanda para o desenvolvimento de um bairro planejado greenfield de aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados em João Pessoa. Com urbanismo assinado por Hélio Pinheiro, do escritório Mitica, e paisagismo desenvolvido por Benedito Abbud, o projeto foi descrito como uma proposta orientada por caminhabilidade, uso misto, centralidade urbana e integração entre natureza, moradia, serviços, entretenimento e hospitalidade.
“O Nordeste precisa deixar de vender apenas terreno à beira-mar e passar a vender qualidade de vida, experiência urbana e pertencimento. João Pessoa reúne hoje condições muito raras para isso”, afirmou Alisson Holanda.
A fala dialogou diretamente com um dos principais eixos debatidos no encontro: a mudança de comportamento do consumidor imobiliário, cada vez mais orientado por experiências urbanas completas, integração de serviços, bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho: “Existe hoje uma mudança muito clara no comportamento das pessoas. O novo consumidor valoriza saúde, família, espiritualidade, conexão, bem-estar e experiências mais completas de cidade. Isso muda completamente a lógica do urbanismo e do mercado imobiliário”, destacou o empresário.
Ao defender João Pessoa como um dos territórios mais aderentes a essa nova lógica de desenvolvimento urbano, Alisson também contextualizou o momento vivido pela capital paraibana. Segundo dados apresentados durante o painel, a cidade registrou crescimento populacional de 15,7% na última década, enquanto as demais capitais nordestinas cresceram, em média, cerca de 2%, com seis delas apresentando perda populacional no período.
Alisson Holanda também destacou a força dos investimentos estruturantes em curso na capital, entre eles o Polo Turístico Cabo Branco, considerado o primeiro distrito turístico planejado do Brasil. O projeto reúne cerca de seis milhões de metros quadrados de área total, incentivos fiscais de até 90% para empreendimentos instalados na região, 14 projetos hoteleiros em desenvolvimento e aproximadamente R$ 3,5 bilhões em investimentos mapeados para os próximos anos.
Outro ativo apontado como estratégico para o futuro econômico da cidade é o CIQuanta, Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas da Paraíba, atualmente em implantação em João Pessoa por meio de parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Governo da Paraíba e o Suzhou Quantum Center, da China. O centro contará com investimentos de R$ 150 milhões e será responsável pela operação dos primeiros computadores quânticos da América Latina, com capacidade de 20 e 100 qubits.
Para Alisson Holanda, a convergência entre infraestrutura, tecnologia, turismo, urbanismo e qualidade de vida cria uma combinação rara no cenário brasileiro: “João Pessoa vive um momento extremamente singular. Existe uma combinação muito rara entre qualidade de vida, valorização territorial, crescimento urbano e potencial de expansão planejada. Isso faz com que a cidade desperte cada vez mais atenção em ambientes de discussão sobre real estate e desenvolvimento urbano”, afirmou.
Outro conceito central debatido durante o painel foi o das cidades orientadas por experiência, modelo que busca reduzir deslocamentos e ampliar a integração entre moradia, serviços, lazer e trabalho. Segundo o empresário, esse pensamento está diretamente ligado à forma como os novos projetos urbanos vêm sendo concebidos.
“Estamos falando de criar regiões que integrem moradia, parques, hotéis, restaurantes, entretenimento familiar, serviços e qualidade urbana. O futuro passa por cidades mais humanas, conectadas e eficientes”, destacou.
Ao longo da discussão, os participantes também defenderam maior integração regional entre os estados nordestinos como estratégia para fortalecimento econômico e atração de investimentos. Nesse contexto, a participação de João Pessoa em debates promovidos pela WTCA reforçou a percepção de que a capital paraibana passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante dentro das discussões sobre os próximos ciclos de desenvolvimento urbano e imobiliário da região.
“O Brasil atravessa desafios, mas também possui vantagens competitivas muito fortes. E João Pessoa talvez seja hoje uma das cidades que melhor consegue reunir qualidade de vida, potencial urbano e capacidade de crescimento planejado”, concluiu Alisson Holanda.
Fonte: Assessoria