Com convocação definida, varejo esportivo entra no clima da Copa do Mundo
Pesquisa aponta que 60% dos brasileiros pretendem comprar produtos para o torneio, com destaque para camisas, uniformes e acessórios da Seleção.
19 de maio de 2026
Entre os produtos mais citados pelos entrevistados, o vestuário aparece com destaque. Roupas, camisetas e uniformes específicos da Seleção Brasileira ou da Copa do Mundo estão nos planos de 61% dos consumidores que pretendem comprar no período. O índice coloca a categoria praticamente no mesmo patamar de itens tradicionalmente associados aos jogos, como petiscos, citados por 62%, itens para churrasco, com 60%, e cervejas, com 59%.
Convocação acelera a jornada de compra
A convocação da Seleção Brasileira não impacta apenas o noticiário esportivo. Ela também pode antecipar decisões de compra. Camisas com nomes de jogadores, peças nas cores do Brasil, acessórios para torcer, bonés, bandeiras e itens de decoração costumam ganhar força justamente quando o consumidor começa a se reconhecer nos atletas que estarão em campo.
Esse movimento é importante porque parte do público não pretende deixar tudo para a última hora. Segundo a pesquisa, 44% dos consumidores afirmam que costumam antecipar as compras em até uma semana, seja para aproveitar promoções, evitar filas ou garantir os produtos desejados antes dos jogos.
Para o varejo esportivo, essa antecipação abre uma janela importante. Lojas físicas, e-commerces, marketplaces, lojas de departamento e comércios de rua podem se beneficiar de ações planejadas antes da estreia do Brasil, e não apenas nos dias de jogo.
O ticket médio estimado para os gastos extras durante a Copa do Mundo 2026 é de R$ 619, valor que sobe para R$ 784 entre consumidores das classes A e B. Esse orçamento inclui produtos e serviços comprados exclusivamente para o período da competição, o que reforça o potencial comercial do evento para diferentes segmentos.
Produtos oficiais, réplicas e patrocinadores entram na disputa
A pesquisa também mostra que a Copa do Mundo deve abrir uma disputa relevante entre produtos oficiais, réplicas, marcas licenciadas e patrocinadores. Entre os consumidores que pretendem realizar compras para o torneio, 74% afirmam que darão preferência a marcas patrocinadoras da Seleção Brasileira.
O preço, no entanto, continua sendo determinante. Para 53%, a preferência por patrocinadores depende de valores acessíveis. Outros 21% dizem que pretendem priorizar essas marcas independentemente do preço.
No caso dos produtos da Seleção Brasileira, 47% dos consumidores pretendem comprar itens oficiais, motivados principalmente pela percepção de qualidade e durabilidade, citada por 57%. Por outro lado, o custo ainda aparece como barreira: 35% apontam o preço elevado como principal entrave para adquirir produtos originais.
Apenas 6% assumem que pretendem comprar falsificados, mas outros dados indicam uma zona de atenção para o mercado licenciado. Entre os consumidores, 17% acreditam que a qualidade dos produtos falsificados é equivalente à dos originais, enquanto 19% dizem não se importar com a procedência ou originalidade no momento da compra.
Para o varejo, a convocação pode despertar o desejo, mas preço, disponibilidade, conveniência e percepção de valor serão decisivos para transformar torcida em venda. Com a lista final da Seleção Brasileira, o varejo esportivo tem a chance de sair na frente. Mais do que esperar o primeiro jogo, o momento é de transformar a expectativa pela Copa do Mundo em vitrine, campanha e oportunidade de consumo.
Fonte: CNDL