Grupo Energisa encerra 1º trimestre de 2026 com alta de 6,6% no EBITDA ajustado recorrente
Resultado é impulsionado pelo crescimento de 7% da receita líquida consolidada, com contribuição de (re)energisa, transmissão e distribuição de gás
12 de maio de 2026
O Grupo Energisa encerrou o primeiro trimestre de 2026 demonstrando a resiliência de sua gestão, com foco na disciplina financeira, controle rigoroso de custos e investimentos em qualidade. O resultado trimestral reforça a capacidade da companhia de manter o crescimento operacional em variáveis gerenciáveis, mesmo diante de um cenário macroeconômico e geopolítico desafiador.
Nos primeiros três meses do ano, o EBITDA ajustado recorrente avançou 6,6% na comparação com igual período de 2025, totalizando R$ 1,981 bilhão. O resultado consistente se deve ao aumento de 7% na receita líquida e do crescimento de apenas 1,6% do PMSO, bem abaixo da inflação acumulada do período (4,14%), evidenciando a busca contínua de eficiência e gestão de custos gerenciáveis.
A Energisa investiu um total de R$ 1,6 bilhão no trimestre, avanço de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa expansão foi puxada pelo segmento de distribuição, com aumento de 25,6% e foco no crescimento da capacidade instalada, permitindo a ampliação de novas cargas industriais e agroindustriais, principalmente em EMT, EMS e ESS. Esse crescimento também foi impulsionado pela assinatura antecipada dos contratos de renovação por mais 30 anos das concessões de EMT, EMS, ESE e EPB, oficializados no último dia 8.
Reforçando seu compromisso contínuo com a saúde financeira e com o rígido controle da alavancagem, o Grupo conta hoje com uma robusta posição de liquidez, mantendo cerca de R$ 15 bilhões em caixa, montante suficiente para cobrir quase três anos de vencimentos da dívida. Além disso, vem trocando vencimentos de curto prazo por opções mais longas e boas condições financeiras. Adicionalmente, em abril passado, a Energisa assinou um memorando de entendimento com Itaú para o aporte de até R$ 1,4 bilhão em ações preferenciais em uma de suas subsidiárias.
Distribuição de energia elétrica
O EBITDA ajustado recorrente no segmento de distribuição de energia elétrica, principal negócio do Grupo Energisa, foi de R$ 1,7 bilhão no trimestre, crescimento de 7,3% na comparação com igual período do ano anterior. A receita líquida ajustada do segmento de distribuição, sem VNR e sem receita de construção, cresceu 6,7%, a R$ 7,9 bilhões.
Nos primeiros três meses do ano, o consumo de energia elétrica nas nove distribuidoras da Energisa cresceu 3,5% (mercado cativo+TUSD) em relação ao primeiro trimestre de 2025, somando 11.037 GWh. Já as perdas elétricas totais ficaram em 12,3%, queda de 0,11 p.p. em um ano. Sete distribuidoras operaram abaixo de seus limites regulatórios.
A Energisa liderou novamente o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC), com destaque para a escolha da EPB como a Melhor Distribuidora de Energia do Brasil pela terceira vez consecutiva e com a ESE na vice-liderança. A EMS conquistou o primeiro lugar no Centro-Oeste e a ETO obteve o mesmo reconhecimento na região Norte pela quarta vez seguida.
As nove distribuidoras do Grupo apresentaram boa performance dos indicadores operacionais, ficando abaixo dos limites regulatórios em Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC).
A taxa de arrecadação consolidada, que mede o percentual de contas pagas pelos clientes, alcançou 97,2% — melhor resultado da série histórica para um primeiro trimestre, impulsionado pelo uso de inteligência analítica nas cobranças e beneficiado pela isenção de tarifa para famílias de baixa renda por meio da MP 1.300/2025.
Transmissão
A Energisa Transmissão de Energia apresentou EBITDA regulatório de R$ 170 milhões. A alta de 6,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025 foi impulsionada principalmente pelo reajuste tarifário da Receita Anual Permitida de 5,32% referente ao ciclo 2025/2026 e pela entrada em operação de novos ativos. A margem do EBITDA regulatório foi de 87%, uma alta de 1,9 p.p. em um ano.
Negócios de Gás
Mantendo a trajetória de expansão, o negócio de distribuição de gás natural do Grupo Energisa, que inclui a ES Gás e a Norgás (que detém participações minoritárias na Cegás, Algás, Potigás e Copergás), fechou o primeiro trimestre com EBITDA ajustado de R$ 97 milhões, dos quais R$ 58 milhões da ES Gás e R$ 39 milhões de equivalência patrimonial da Norgás, representando um incremento de 39% em um ano.
Com uma rede combinada dos negócios em crescimento que já chega a 4 mil quilômetros e atende 360 mil clientes em cinco estados, a margem bruta registrou avanço expressivo de 19%, a R$ 230 milhões.
A ES Gás, empresa controlada 100% pela Energisa, encerrou o período janeiro-março com volume total de gás natural distribuído de 164.661 mil m³, alta de 12,1% em um ano, impulsionada, principalmente, pela residencial (15%) e industrial (+14%). Essa expansão foi a principal contribuição para o avanço anual de 48,7% no EBITDA que totalizou R$ 58 milhões. Entre as alavancas de valor e oportunidades futuras para os negócios de gás da Energisa, vale destacar o lançamento, em 1º de abril, do Programa Mais Gás Alagoas, voltado à promoção do uso do gás natural e do biometano em múltiplos segmentos da economia.
Biossoluções
Com investimentos de R$ 110 milhões, a unidade de produção de biometano da Agric em Campos Novos (SC) recebeu autorização para comercialização do produto em 31 de março. A planta transforma resíduos agroindustriais em energia renovável carbono zero e insumos agrícolas.
(re)energisa
Com capacidade instalada de geração distribuída no primeiro trimestre totalizando 473 MWp de potência em 126 usinas solares fotovoltaicas, a (re)energisa registrou EBITDA de R$ 47 milhões, alta de 8,4% na comparação anual, refletindo a estratégia comercial e operacional orientada ao aumento da rentabilidade dos ativos. A base de clientes gerando receita se mantém como a maior da história na geração distribuída, com aumento de 25,4% em março de 2026 frente a igual mês de 2025.
Voltz
Fintech do Grupo Energisa, segue gerando valor e absorvendo sinergias. A Voltz alcançou receitas totais de R$ 12 milhões no primeiro trimestre, alta de 54,5% em comparação com o mesmo período de 2025. Já as despesas com PMSO foram reduzidas em 13,2%. O resultado financeiro apresentou crescimento de 203%, impulsionado pela expansão de 271% na posição de caixa em relação a igual período do ano anterior.
Fonte: Assessoria