Localização e segurança são os fatores que mais definem o preço dos imóveis no Brasil
Pesquisa revela o que realmente pesa na hora de precificar uma propriedade — e por que a maioria dos compradores ainda começa pela pergunta errada
4 de maio de 2026
Quando o assunto é compra de imóvel, o brasileiro médio ainda começa pelo detalhe errado. Quantos quartos? Qual o tamanho da vaga? Tem varanda gourmet? Só depois — quando já está quase convencido — é que vem a dúvida sobre o bairro. Esse comportamento, comum e documentado, é também um dos principais erros cometidos por quem investe no mercado imobiliário sem orientação adequada.
Uma pesquisa recente da ABRAINC, em parceria com a consultoria Brain Estratégica, coloca números nesse diagnóstico. Para 65% dos compradores ouvidos no levantamento, a localização é o principal fator que define o preço de um imóvel. A segurança aparece logo atrás, com 64%. Fácil acesso, opções de lazer e potencial de valorização completam o topo do ranking. Exclusividade, serviços agregados e alta tecnologia, apesar de muito anunciados pelos empreendimentos, ainda têm peso relativamente baixo na percepção dos compradores — 12%, 11% e 10%, respectivamente.
A leitura dos dados revela uma contradição do mercado: os fatores que mais pesam na precificação são exatamente os que menos aparecem no centro da negociação. O corretor fala sobre o acabamento. O cliente pergunta sobre o condomínio. E o endereço — permanente, imutável, determinante — fica em segundo plano até a hora de revender.
“Localização não se reforma.” A frase, comum entre analistas do setor, resume com precisão o que os dados confirmam. Em um cenário de juros ainda elevados e crédito habitacional pressionado, a escolha do endereço tornou-se o principal mecanismo de proteção e valorização do patrimônio imobiliário. E a Paraíba aparece cada vez mais nessa conversa. João Pessoa, em especial, tem atraído atenção crescente de investidores de todo o país, impulsionada pela combinação de infraestrutura em expansão, segurança acima da média nacional e custos de entrada ainda competitivos frente a outras capitais.
O movimento não passou despercebido. Nos últimos anos, a capital paraibana entrou na rota de empreendimentos assinados por marcas globais de design e arquitetura, e passou a ser apresentada em feiras internacionais como destino estratégico para investidores nacionais e estrangeiros. O metro quadrado da cidade valoriza de forma consistente — e quem chegou antes colheu resultados que os números de outros mercados raramente entregam.
O problema estrutural, no entanto, persiste: a informação qualificada sobre o mercado imobiliário ainda é escassa, fragmentada e, muitas vezes, inacessível para o investidor comum. É nesse contexto que surgem iniciativas voltadas a preencher essa lacuna — entre elas a unihous – @unihousoficial – , hub de conteúdo, jornalismo e serviços imobiliários que está sendo estruturado para orientar quem deseja investir no setor com mais dados e menos achismo.
Para os especialistas, o perfil do comprador brasileiro está em transformação. A geração que entra agora no mercado imobiliário é mais conectada, mais exigente e mais disposta a pesquisar antes de assinar. Mas pesquisar bem exige mais do que acessar um portal de listagem de imóveis. Exige contexto, histórico de valorização, análise de entorno e compreensão dos ciclos do setor. Quem tiver acesso a isso sairá na frente. Quem não tiver, continuará comprando pelo preço — e descobrindo tarde demais o custo real da escolha errada.