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doenças respiratórias
Foto: Divulgação

Aumento de síndromes respiratórias em crianças acende alerta em João Pessoa

Especialista da Afya Educação Médica aponta circulação simultânea de vírus e reforça atenção aos sinais de gravidade

30 de abril de 2026

João Pessoa tem registrado um aumento significativo nos casos de síndromes respiratórias entre crianças e adolescentes, cenário que acompanha uma tendência sazonal comum neste período do ano e já coloca a Paraíba em nível de alerta para doenças respiratórias graves.

Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que o estado apresenta tendência de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas. Na capital paraibana, os números também chamam atenção: após registrar 132 casos de SRAG por influenza em 2025, João Pessoa já contabiliza notificações em 2026 acima do mesmo período do ano anterior, indicando avanço da circulação viral.

De acordo com a pediatra Ivna Toscano, professora de pós-graduação da Afya Educação Médica, o momento é de atenção redobrada por parte das famílias. “O aumento dos casos está relacionado principalmente a uma maior circulação simultânea de vários vírus respiratórios, como o rinovírus, influenza e o vírus sincicial respiratório, causador da bronquiolite”, explica.

Segundo a especialista, na Paraíba há uma predominância atual do rinovírus entre crianças e adolescentes, enquanto o vírus sincicial respiratório costuma ter maior impacto em crianças menores de dois anos. Além disso, também tem sido observado o aumento de casos de influenza A, o que reforça o cenário de múltiplos vírus em circulação.

Outro fator que contribui para a disseminação das doenças é o comportamento típico desta época do ano. “As pessoas ficam mais aglomeradas em ambientes fechados e com pouca ventilação, como escolas e creches, o que favorece a transmissão de vírus de pessoa para pessoa”, destaca Ivna.

Sinais de alerta e quando procurar atendimento

A pediatra alerta para os sinais de gravidade que exigem avaliação médica imediata. Entre eles estão dificuldade para respirar, respiração acelerada ou com esforço, chiado no peito, coloração arroxeada ou pálida nos lábios e extremidades, sonolência excessiva, febre persistente por mais de três dias e piora progressiva dos sintomas respiratórios.

Em casos mais graves, podem ocorrer prostração intensa, fraqueza ou até convulsões. “Diante desses sinais, é fundamental procurar um serviço de saúde para uma avaliação presencial”, orienta.

Prevenção ainda é o melhor caminho

A prevenção, segundo a especialista, passa por medidas simples, mas eficazes. Evitar o contato com pessoas doentes é uma das principais recomendações, especialmente entre crianças. “O ideal é que crianças com sintomas fiquem afastadas do convívio com outras até pelo menos 24 horas após o fim da febre ou durante cerca de cinco dias de quadro viral”, afirma.

Além disso, hábitos de higiene seguem sendo aliados importantes no combate à transmissão. A orientação inclui lavar as mãos com frequência, evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como copos e talheres, e manter ambientes bem ventilados e higienizados, especialmente em locais com grande circulação de crianças.

 

Fonte: Vivass Comunicação