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Foto: Freepik

Domicílios alugados na Paraíba chegam a 23,8% em 2025, maior percentual da série histórica

Os domicílios próprios de algum morador, já pagos, tiveram uma redução de 12,7 p.p. no estado, entre 2016 e 2025

17 de abril de 2026

Os domicílios alugados na Paraíba atingiram 23,8% em 2025, o maior percentual da série histórica, com crescimento de 7,8 pontos percentuais (p.p.) desde 2016, quando representavam 16% do total, de acordo com a PNAD Contínua: Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores – 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE.  O percentual de domicílios próprios já pagos recuou 12,7 p.p. no mesmo período, passando de 69,7% para 57%. Na contramão dessa redução da propriedade consolidada, cresceu a parcela dos domicílios próprios ainda em pagamento, que subiu de 4,3% para 8,2%, ganho de 3,9 p.p.
A distribuição dos domicílios paraibanos entre casas e apartamentos passou por mudanças relevantes entre 2016 e 2025. A participação dos apartamentos quase dobrou no período, passando de 8,7% para 16,3%, um crescimento de 7,6 p.p. Em sentido inverso, a proporção de casas recuou de 91,1% para 83,3%, queda de 7,8 p.p., ainda que as casas continuem sendo o tipo predominante, principalmente nas cidades menores.
Na comparação com as demais unidades da federação em 2025, a Paraíba apresentou 16,3% de seus domicílios classificados como apartamentos, abaixo da média nacional (17,1%), situando-se na nona posição no país e na primeira posição no Nordeste. Os três estados com maiores participações de apartamentos no total de domicílios foram o Distrito Federal (38,5%), o Rio de Janeiro (27,2%) e São Paulo (23,6%).
Proporção de domicílios com máquina de lavar roupa cresce 9,6 p.p. na Paraíba, em nove anos
Entre 2016 e 2025, os domicílios paraibanos registraram avanços na posse de bens duráveis, com destaque para a máquina de lavar roupa, que foi o bem com maior crescimento no período. Em 2016, apenas 34,8% dos domicílios da Paraíba possuíam esse eletrodoméstico. Ao longo da série, houve avanço gradual, com o indicador atingindo 36,1% em 2018, 40,3% em 2022 e 44,4% em 2025, acumulando ganho de 9,6 p.p., em nove anos. Apesar desse avanço expressivo, o estado ainda apresenta cobertura baixa para esse bem, quando comparada com a média brasileira (72,1%), ficando aquém da média observada em todas as regiões brasileiras, exceto o Nordeste (42,6%).
A geladeira, por sua vez, manteve cobertura praticamente universal ao longo de toda a série, com pequena variação de 97,4% para 98,2%, entre 2016 e 2025. A posse de motocicleta oscilou entre 34,7% e 40,2% ao longo do período, encerrando 2025 em 36,4%, enquanto a posse de carro apresentou comportamento irregular, concluindo o período em 32,7%, patamar próximo ao de 2016 (30,7%). Este último também bem abaixo da média nos domicílios brasileiros (49,1%).
Paraíba avança no esgotamento sanitário acima do Brasil e do Nordeste
O acesso ao esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica ligada à rede na Paraíba avançou 8,5 p.p., entre 2019 e 2025, passando de 50,1% para 58,6%. Esse crescimento foi superior ao observado nas médias brasileira (3,3 p.p., de 68,1% para 71,4%) e nordestina (5,7 p.p., de 46,7% para 52,4%). Apesar dessa evolução favorável, a Paraíba ainda se situava abaixo da média do Brasil em 2025, embora acima da média do Nordeste. O avanço foi impulsionado principalmente pela expansão do acesso à rede geral ou rede pluvial, que subiu de 44,7% para 52,9%, crescimento de 8,2 p.p. no período.
Entre os domicílios da área urbana, a Paraíba registrou, em 2025, 69,9% de acesso ao esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica ligada à rede, posicionando-se na 15ª colocação entre as 27 unidades da federação, abaixo da média nacional (79,3%), mas acima da regional (57,1%). Os três estados com maiores percentuais foram São Paulo (97,0%), Minas Gerais (93,4%) e Distrito Federal (93,0%). No contexto regional, a Paraíba ocupou a terceira posição, atrás apenas da Bahia (77,7%) e de Pernambuco (70,8%).
 
O acesso à rede geral de abastecimento de água na Paraíba também apresentou evolução positiva entre 2016 e 2025, com o total passando de 76,3% para 80,3%, ganho de 4 p.p.. Na área urbana, o percentual manteve-se elevado ao longo de toda a série, chegando a 93,9% em 2025, frente a 91,8% em 2016. A situação mais desfavorável permanece na zona rural, onde apenas 18,3% dos domicílios tinham a rede geral como principal fonte de abastecimento em 2025.
As demais fontes de abastecimento de água registraram recuos ou estabilidade: o poço profundo ou artesiano caiu de 7,9% para 6,5%, enquanto o poço raso, freático ou cacimba reduziu-se de 4,1% para 2,3%. A categoria “outra forma”, que inclui água de chuva armazenada em cisternas, tanques, açudes e carro-pipa, alternativas historicamente relevantes no semiárido, manteve participação expressiva, variando de 11,0% em 2016 para 10,3% em 2025.
No ranking das unidades da federação, a Paraíba ocupou a 19ª posição em 2025 quanto ao percentual de domicílios abastecidos pela rede geral de distribuição de água, com 80,3%, abaixo da média nacional (86,1%). São Paulo (96,0%), Distrito Federal (94,2%) e Mato Grosso do Sul (90,1%) lideraram nesse indicador. Entre os estados nordestinos, a Paraíba situou-se na quarta pior posição, melhor apenas que Alagoas (70,7%), Maranhão (71,2%) e Pernambuco (74,1%).
Fonte: IBGE